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14 insights sobre Marketing Digital que tivemos nos hangouts de aquecimento do RD Summit 2016

Nos últimos meses, transmitimos uma série de hangouts com os especialistas que virão para a quarta edição do RD Summit. E, para quem não assistiu, neste post reunimos os melhores insights de cada uma dessas conversas.

Nos últimos meses, transmitimos uma série de hangouts com os especialistas que virão para a quarta edição do RD Summit, nosso evento anual de Marketing Digital e vendas que ocorre em Florianópolis no mês de novembro.

A ideia das transmissões foi fazer um aquecimento para o Summit, dando um gostinho de como será cada uma das palestras, além de conversar sobre o mercado de Marketing Digital e responder as dúvidas do público.

E, para quem não assistiu, neste post reunimos os melhores insights de cada uma dessas conversas. :)

Vitor Peçanha, da Rock Content

1. Para qual tipo de empresa o Marketing de Conteúdo funciona

Segundo Vitor Peçanha, “o Marketing de Conteúdo é para 99% das empresas. Não dá para dizer 100% porque generalizações demais complicam, mas, como regra geral, o Marketing de Conteúdo funciona, sim. Esse 1% fica por conta de empresas muito específicas, como uma que vende microusinas hidrelétricas. Uma microusina hidrelétrica é algo muito caro, então não faz sentido porque pouquíssimas pessoas vão comprar”.

Para ele, a questão é que o Marketing de Conteúdo é, acima de tudo, uma estratégia. Muita gente foca só no resultado final, que é o conteúdo, mas este só deve ser criado depois de um planejamento em que você coloca todas as particularidades da sua empresa. Se você desenvolver uma boa estratégia, consegue ter bom resultado.

“Sempre vale lembrar também que Marketing de Conteúdo é uma maratona. Você não vai ter resultado do dia para a noite, é preciso ter paciência”, reflete.

2. O que considerar no planejamento

Na hora de fazer um planejamento de Marketing de Conteúdo, responda a três perguntas: por que, para quem e como você vai fazer Marketing de Conteúdo?

Na primeira questão, responda qual é o objetivo geral da sua empresa – o ideal é que seja algo menos genérico, como “fazer dinheiro”, e mais específico, como por exemplo “gerar Leads”, “diminuir o custo do suporte” etc. Com isso em mente, pense nas pessoas para quem esse conteúdo será direcionado, o que você pode descobrir determinando sua persona.

Por fim, com base nas outras duas perguntas, pense em quais formatos – vídeo, áudio, texto – utilizará e por quais meios distribuirá esse conteúdo. Será por redes sociais mais jovens, como Snapchat, ou voltadas para negócios, a exemplo do LinkedIn?

É necessário também documentar a sua estratégia de Marketing de Conteúdo, o que pode ser feito por meio de um calendário, de um checklist etc.

3. Terceirização de conteúdo

Para Vitor Peçanha, nem sempre a melhor solução é a terceirização: essa estratégia vai bem especialmente para conteúdo voltado para Topo de Funil, já que esse tipo de conteúdo é mais amplo e menos aprofundado. No caso do Meio e do Fundo de Funil, o conteúdo é mais específico, então fica difícil de encontrar especialistas para escrever sobre o seu negócio.

É importante ter um gestor de conteúdo interno – que, em empresas pequenas ou que estão começando, pode ser alguém que desempenha outra função – para orientar os freelancers, lembrando-os de que o conteúdo é sempre estratégico. É importante explicar a esses produtores de conteúdo qual é o objetivo do texto e da estratégia, mostrar o briefing do cliente, a persona, o guia de estilo. Conteúdo terceirizado também precisa de estratégia e dedicação.

Fábio Ricotta, da Agência Mestre

4. Casamento com outros canais

SEO é um ótimo canal, mas funciona no médio e no longo prazo, entre 4 e 12 meses. “Só que o empresário brasileiro é imediatista – precisa vender na hora para conseguir sobreviver – e é aí que surge a ideia de usar outros canais ao mesmo tempo em que se faz uma estratégia de SEO”, aponta Fábio Ricotta.

Quando se faz só SEO, deixa-se de aproveitar todo o potencial que o Marketing Digital tem. Mas, quando se faz a união com outros canais, tais como Facebook Ads, tem-se uma atuação mais completa. Isso porque você estará presente em outros canais em que o cliente pode estar.

5. Reutilização de conteúdo

Seu conteúdo não morre a partir do momento que você o publica. Ele continua sendo acessado pelas pessoas muito tempo depois de lançado, então é um ativo do seu negócio que precisa ser melhorado e atualizado. Nesse contexto, a reutilização é o processo de atualizar artigos que já foram publicados, vendo como podem ser melhorados, com o objetivo de acrescentar mais valor a esse conteúdo.

É importante escolher bem o que se quer reutilizar, analisando como é possível crescer com esse conteúdo. Uma maneira de otimizar a reutilização é por meio da continuidade – por exemplo, se você se propõe a reutilizar 10 artigos por mês, sempre terá sucesso. Uma dica é usar sempre a mesma URL do conteúdo anterior.

Sandro Magaldi, do meuSucesso.com

6. Vídeos no Marketing Digital

Quando se começou a fazer produção de conteúdo em vídeo, parecia muito fácil: era só abrir um vídeo e começar a falar porque o importante era o conteúdo. Isso faz sentido em alguns formatos em que só o conteúdo entrega valor, a exemplo do webinar. Mas, a partir do momento em que o vídeo tem uma proposta de valor mais forte, mais poderosa, a estética é fundamental.

A linguagem do vídeo é útil porque todo o contexto da mídia digital converge para ela. É importante buscar sobretudo uma linguagem que seja nativa do meio digital e não adaptada de outros meios, além de privilegiar a estética e o design. Como ainda são poucas as empresas que fazem isso, essa pode ser uma maneira de se diferenciar entre os concorrentes.

7. Vendas 3.0

Apesar de o termo vendas 3.0 já existir há alguns anos, continua mais atual do que nunca. Ele descreve uma realidade em que vendas é algo muito mais complexo do que no passado, vivenciando mudanças influenciadas pela chegada das novas tecnologias da informação. Nesse novo contexto, a área de vendas é relevante e estratégica e deve estar em um nível prioritário de qualquer organização.

O profissional de vendas, que antes atuava orientado a tirar pedidos, agora deve ser uma fonte de vantagem competitiva para o cliente. Isso significa entender o universo dele, apresentando uma solução para uma demanda existente ou até mesmo silenciosa – aquelas que o cliente nem sabe que possui.

Rafael Rez, da Web Estratégica

8. Conteúdo fora da caixa

De acordo com Rafael Rez, a ideia do conteúdo fora da caixa é sair da caixinha do Inbound Marketing – aqueles conteúdos que todo mundo faz, usando fórmulas. Isso faz com que a empresa perca a afinidade com o público e não crie conexão com ele. Quando se lança um eBook, por exemplo, somente para gerar Leads, alguns visitantes vão converter, mas outros precisam de um vínculo mais profundo com a empresa.

O objetivo, então, é fazer uma ponte entre as duas escolas – a que olha excessivamente para a geração de Leads e deixa de lado o relacionamento, e a que foca no branding e esquece a geração de Leads – para ir além da regra e gerar um resultado além da curva.

9. Relevância em SEO

Cada vez mais o Google tem olhado para nichos de mercado. O que Rafael Rez recomenda para seus alunos é produzir mais conteúdos para fora dos seus sites – guest posts, por exemplo – do que para a própria página. Se você produzir um bom artigo, pode publicar no site de um parceiro, onde pessoas que não o conhecem passarão a conhecê-lo. Isso nunca mudou no algoritmo do Google, desde seu lançamento em 1998: o link ainda é o item mais pesado dentro dos fatores de SEO. A grande diferença está na qualidade do conteúdo e nos links que você recebe.

E, para conseguir publicar fora, é importante ir para eventos conhecer pessoas da sua área. É esse networking que vai permitir que você distribua seu conteúdo para outras pessoas que são do seu mercado.

Neil Patel, da Crazy Egg & Hello Bar

10. O que não funciona

Comprar links em SEO não funciona, assim como outras maneiras de tentar burlar os mecanismos do Google. Fazer guest posts apenas para ganhar links também não é uma boa ideia. Para Neil Patel, o que funciona é construir uma marca forte, para a qual as pessoas voltem.

Além disso, é necessário criar conteúdo de qualidade. “Fazer Marketing de Conteúdo apenas para conseguir tráfego não funciona mais. Tem que ser um conteúdo que deixe as pessoas impressionadas”, diz. Por fim, tenha certeza de linkar seu conteúdo para posts relevantes.

Wil Reynolds, da SEER Interactive

11. Morte do SEO

Wil Reynolds conta que a primeira vez que ouviu a frase “o SEO está morto” foi em 1997. Mas, para ele, o SEO está se modificando, o que não significa que acabou.

O que acabou, para ele, é a versão do SEO que não melhora as coisas para o usuário – aquela focada em alcançar um bom rankeamento no Google, conseguir links de sites que não têm a ver com o seu negócio etc. Para Wil Reynolds, o “velho SEO” permitia que as pessoas usassem atalhos não para serem bons profissionais de marketing, mas para enganar o Google.

Lincoln Murphy, da Sixteen Ventures

12. Churn

Pode ser difícil de aceitar – algumas empresas gostam de culpar os clientes -, mas a razão principal pela qual clientes dão churn é por não terem alcançado o resultado desejado (desired outcome). O churn é um sintoma de algo que está acontecendo, são sementes plantadas desde o início, quando você aceita clientes errados, com um fit ruim.

Para Lincoln Murphy, quando você chega em um ponto em que o churn é algo significante, será difícil contornar a situação. Mas é preciso olhar as coisas como um todo. Uma ideia aqui é fazer uma segmentação dos clientes que estão perto de dar churn – há uma parte deles que não deveriam nem ser clientes, pois não terão sucesso, não importa o quanto se tente. Então, eventualmente chega-se em um ponto que a quantidade de churn que você tem é negligenciável e pode-se focar em outra coisa.

Marcos Piangers, do Grupo RBS

13. Produção de conteúdo

Para Marcos Piangers, muitas vezes as empresas se sentem inseguras na produção de conteúdo. Mas, antes disso, é importante saber quem é você, o que quer comunicar, no que a sua empresa acredita. Esse planejamento anterior à produção é muito importante.

O conteúdo que o comunicador escreveu sobre paternidade, por exemplo, acabou chegando a várias pessoas que passavam pela mesma situação e ganhou destaque porque falar sobre o assunto não é algo que os homens sejam incentivados a fazer. “Por isso, é importante produzir conteúdo sem constrangimento, assumindo os pontos em que você acredita”, diz.

14. Produtividade

Uma dica que Marcos Piangers dá para conseguir estar presente em tantos canais diferentes é: saiba dizer não. “Faça uma lista do que é mais importante na sua vida e para todo o resto diga não. A maioria das pessoas tem medo de dizer não porque acha que as pessoas ao redor vão achar que você não quer trabalhar. Mas é o contrário: quando você diz não as pessoas começam a respeitar o seu tempo”, conta.

Concluindo

Esses são apenas alguns dos insights que tivemos com esses especialistas em Marketing Digital. Se você aplicá-los à sua estratégia de Marketing Digital, em breve colherá os resultados.

Se você quiser assistir a esses hangouts, inscreva-se aqui.

E ainda mais está por vir:  caso você queira conferir esses e muitos outros aprendizados desses e de muitos outros experts em Marketing Digital, garanta seu ingresso para o RD Summit 2016, o mais completo evento de Marketing Digital e Vendas da América Latina.

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