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8 dicas de um Diretor de Redação para o blog da sua empresa nunca mais ter erros de português

Como editor do blog da RD e também acompanhando muitos clientes, acabo sempre me deparando com erros de português em conteúdos de empresas. Se na imprensa esses erros já são comuns, nos blogs de empresas, em que muitas vezes os profissionais responsáveis pela publicação não são especialistas na área, o número de falhas é ainda maior.

Óbvio que a situação é sempre desagradável: mesmo os erros sendo naturais, os leitores podem ter a impressão de desleixo ou de falta de profissionalismo (que se reflete na marca) e mesmo conteúdos excelentes podem ser vistos com maus olhos.

Os profissionais da imprensa costumam usar alguns truques para combater esses erros. Pegamos alguns desses truques com o jornalista Antônio Carlos Leite, o KK,  atualmente Diretor de Redação do recém criado Metro Vitória e que carrega em seu histórico 26 anos de experiência, tendo sido editor chefe do Diário de São Paulo e diretor de conteúdo da Redação Multimídia da Rede Gazeta (ES).

São 8 dicas vindas da redação de jornais que são 100% aplicáveis a quem tenha um blog e certamente podem ajudar muito sua empresa a evitar erros:

1) Terminou o texto? Tente esquecê-lo.

O texto é produzido pela mente e muitas vezes a mente lê o que ela queria transmitir, passando por cima de erros de concordância e até mesmo de clareza da informação. Então, se tiver tempo (algo raro na Redação), vá tomar um café, contar uma piada, comer uma empada… Importante é dar um tempo para fazer a releitura do texto. Mesmo porque nós teoms a imperssioanate capciadade de ler as paalvras tedno cmoo bsae apneas o seu início e seu fim. Por isso os erros de ortografia são tão comuns.

2) Leia o texto em voz alta.

Calma. Não precisa virar William Bonner e ler para todo mundo ouvir. Leia baixinho. A ideia, aqui, é justamente buscar erros de concordância e evitar repetições de palavras – em algumas vezes, essa repetição é inevitável, mas em outras pode revelar pobreza de vocabulário.

3) Leia o texto ao contrário.

Está com tempo? Comece a ler os parágrafos na ordem inversa: inicie pelo último e vá subindo. O objetivo, aqui, é justamente evitar a “imagem mental” do texto montada pelo cérebro, como já foi citado no primeiro ponto.

4) Cuidado com os cortes.

Boa parte dos erros de concordância é provocada por conta de ajustes na frase. Isso ocorre demais na Redação: o texto estourou, tem de ser cortado, tira-se um trecho aqui, outro ali, e esquece-se do acerto final. E daí, uma frase como “O grupo, formado só por estudantes, todos eles da universidade pública, saiu pela avenida gritando palavras de ordem” vira “Os estudantes universitários SAIU pela avenida…”

5) Use frases curtas.

Não precisa fazer como Paulo Henrique Amorim. Ele só escreve assim. Picado. Uma palavra forma uma frase. Mas problemas de concordância se tornam mais comuns em frases longas. Vamos pegar o exemplo anterior: entre “o grupo” e “saiu” temos duas orações subordinadas. A mente fica coçando para concordar o verbo com “os estudantes”. Fuja disso fazendo frases menores. Com o tempo, elas poderão ir crescendo naturalmente.

6) Escreva simples.

Essa é uma continuação da sugestão anterior. Como dizia Churchill, “das palavras, as mais simples, das mais simples, as mais curtas” (e Churchill escrevia muito bem!). Facilite a vida do leitor. Dizem que o The Wall Street Journal pede a seus jornalistas para escrever pensando num leitor de 17 anos. Não sei se é verdade, mas é uma boa medida: pense sempre num leitor em formação, nunca num acadêmico ou técnico no assunto. Se você pode escrever “corpo” não há motivo para escrever “organismo humano”.

7) Use o dicionário ou consulte fontes confiáveis.

Certa vez, na Redação (tem muuiiitos anos), fiquei em dúvida sobre qual a grafia correta do nome completo de Lula. Perguntei a quem estava ao lado. A resposta foi: “O Luís dele é com ‘s’”. No dia seguinte, Miranda Jordão, diretor, me deu uma bronca. O Luiz, como se sabe, é com “z”. Perguntei para minha amiga o motivo de ela dizer que era com “s”. A resposta: “Lógico. É com ‘s’, de Sapo Barbudo!”.

Ela usou o apelido dado a Lula por Brizola para definir a grafia do nome do petista! Nunca se sabe o que vai pela cabeça das pessoas. Então, na dúvida, consulte o dicionário. E cuidado com o Google: há muitos erros no reino da web.

8) Leia.

A leitura informa, instrui e prepara seu cérebro para reconhecer “estranhezas” em seu texto. É a última sugestão, mas talvez seja a mais importante delas.

 

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