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9 super dicas para criar um manual de produção de conteúdo para o blog de sua empresa

Se em marketing digital o conteúdo é rei, é muito recomendado que ele receba todas as honras necessárias. O ideal, inclusive, é que sua empresa tenha um exército de bons colaboradores que zelem pela produção.

Não faz sentido contratar vários profissionais para realizar essa função quando há vários potenciais autores em diferentes áreas da empresa. Sabemos que não é algo simples, mas vale muito a pena ter essa opção para intensificar a publicação de conteúdo.

Uma das maiores barreiras desse tipo de prática é padronizar o estilo dos textos e o tipo de conteúdo que deverá ser publicado. É para ajudá-lo na tarefa de manter a harmonia do conteúdo e garantir que o seu blog fique a cada dia mais profissional que criamos esse guia com vários aspectos importantes para orientar seus colaboradores. Ah, se você ainda não possui um blog, não perca tempo! Acesse nosso tutorial sobre como criar um blog. Não sendo esse seu caso, confira essas super dicas!

1. Gramática

Uma forma bem prática para estabelecer um padrão na escrita é utilizar um manual de redação conhecido como referência, para, a partir dele, sinalizar alguns pontos que sua empresa costuma tratar de forma diferenciada.

Por exemplo, você pode utilizar como base o Manual de Redação do Estadão, um dos mais utilizados por jornalistas, para fazer consultas rápidas e esclarecer dúvidas sobre gramática, a forma correta de abreviar pesos e medidas, o uso da crase, entre outras.

No entanto, é interessante montar sua própria lista sobre algumas particularidades da escrita em seu blog, como:

  • O que é abreviado?
  • O que é escrito em maiúscula?

Aqui vale listar todas as palavras que tenham tratamento diferenciado em sua empresa. Aqui, na Resultados Digitais, escrevemos de forma diferente os seguintes termos: eBook, Email Marketing, Landing Pages, Leads, só para citar alguns exemplos.

Fique à vontade para atualizar o guia, adicionando novas regras à medida que as dúvidas forem surgindo. Mais importante do que ter um único guia em que se basear, é montar um material que seja consultado por toda a equipe de autores e que possa garantir a unidade da redação.

2. Personas

Já falamos em outra oportunidade aqui no blog sobre a importância de criar personas para orientar a sua produção de conteúdo editorial. A partir do momento que sua empresa tem as características principais de seu cliente médio bem definidas, fica mais fácil saber para quem você está escrevendo.

Procure listar algumas dessas características que fazem a diferença no entendimento do conteúdo, por exemplo:

  • Qual a idade do público leitor?
  • Qual a escolaridade média?
  • Que tipo de informação ele procura?

Muitas perguntas que surgem normalmente durante a redação de um post são facilmente respondidas se os colaboradores estão familiarizados com o perfil dos leitores.

3.   Estilo e tom

Por não ser tão exata quanto o “certo” e “errado” da gramática ou tão “palpável” quanto o público leitor, essa parte de descrever qual o estilo ou tom do blog é um pouco mais difícil, mas também tem sua importância para estabelecer a harmonia entre os textos produzidos.

Você deve definir, por exemplo, se o texto pode ser redigido em primeira pessoa, se é permitido o emprego de jargões do seu setor, entre outros fatores que têm influência direta no estilo do conteúdo.

Um jeito prático de definir a “pegada” da redação é deixar explícito aos colaboradores como o material deve “soar” para o público. A lista abaixo pode ajudá-lo a enquadrar a produção num estilo específico:

Como o seu conteúdo deve ser percebido?

  • Deve parecer uma conversar informal?
  • Ter caráter educacional, ou seja, mais didático, fugindo de jargões?
  • Pode ter um estilo acadêmico, com conteúdo mais aprofundado?
  • É permitida a utilização de humor?
  • Pode ser irreverente?
  • É recomendado ter uma pegada mais artística?
  • Deve ser mais objetivo?
  • É preferível que o texto seja mais sofisticado?

Se existem ainda características de estilo que o seu blog não deva apresentar de jeito nenhum, é recomendado listá-las para deixar mais claro possível o tom desejado.

4.   Estrutura de conteúdo

Além de deixar claro para seus colaboradores como empregar melhor os termos, para quem escrever e com que estilo, também é de grande valia orientar a equipe a respeito das diversas estruturas de conteúdo que podem ser utilizadas.

Dentre as opções abaixo, quais seriam interessantes ter em seu blog?

  • Guias de como fazer
  • Lista de melhores/ maiores
  • Debates sobre temas controversos
  • Conteúdos divididos em série
  • Notícias sobre sua empresa ou setor
  • Entrevistas com profissionais de destaque da área
  • Infográficos
  • Resenhas sobre produtos ou serviços
  • Listas de prós e contras de algum tema
  • Conteúdo em áudio
  • Conteúdo em Vídeo

À medida que você for descobrindo novos formatos de disponibilizar o conteúdo e, principalmente, que perceba que tem boa aceitação, incremente a lista com novas ideias.

5.   Imagens

Saindo um pouco da questão do estilo do texto, você pode também padronizar a utilização de alguns elementos visuais, incluindo a padronização da utilização de imagens em seu conteúdo.

Se sua empresa não dispõe de imagens próprias para este fim, pesquise por alguns bancos de imagens que possam ajudar. Claro que, se há orçamento que possibilite a compra de fotos, melhor, mas também é possível conseguir boas imagens gratuitas com a ajuda da busca do site da Creative Commons, por exemplo. Liste os melhores e inclua no guia para facilitar o trabalho de seus redatores.

É importante também detalhar o tamanho em que as imagens devem ser utilizadas, onde devem ficar hospedadas e como elas podem ser disponibilizadas ao longo do material.

6. Formatação

Além do uso de imagens, procure detalhar outros aspectos de formatação do conteúdo, como: em que casos o texto deve ser destacado em bold ou itálico.

Defina como devem ser os parágrafos dos textos. O ideal é que eles sejam ‘escaneáveis’, ou seja, de leitura rápida e fácil compreensão. Para isso, utilize subtítulos, parágrafos curtos e abuse do negrito para destacar os principais pontos do texto.

E no caso de inclusão de listas, como devem ser os tópicos, por exemplo?  Numerados? Em bullet points? Defina os padrões e inclua no seu guia.

7.   Fontes recomendadas e não recomendadas

Para produzir conteúdo de qualidade, certamente você deve recorrer a blogs, sites e até livros como referência. Esses materiais, vez ou outra, podem ser citados, sempre que houver necessidade e você quiser enfatizar alguma citação ou tópico em especial.

Facilite o trabalho de seus colaboradores disponibilizando uma lista de sites e blogs do setor que podem servir de referência para a produção de conteúdo.  Uma ferramenta que pode ajudá-los nisso é a Netvibes. Inclua no serviço a assinatura RSS dos endereços úteis que podem ser acompanhados por lá.

Também é de grande utilidade fazer uma seleção à parte dos sites do seu mercado para vocês ficarem por dentro do que está sendo falado por aí. Você pode ainda listar os sites que não valem a pena acompanhar, bem como temas polêmicos e tipos de opiniões que devem ser evitados nos textos.

8.   Dê exemplos de como fazer e como não fazer

Lembre-se que, como todo bom guia, seu material deve ser objetivo, prático e bastante didático. Quando for possível, inclua exemplos de como fazer e também práticas que devem ser evitadas.

Quanto mais específico for o guia, maior a chance de ter o estilo do blog incorporado no processo de criação de seus colaboradores e, por consequência, de ter um conteúdo mais harmonioso e profissional.

9.   Dica extra: checklist da publicação

Para agilizar todo o processo de publicação, documente o passo a passo que os colaboradores precisam fazer na hora de publicar o conteúdo.

Isso vale tanto para onde e como as imagens devem ser hospedadas, como para lembrar do preenchimento do título da página, de títulos e subtítulos (headings), da meta description, da inclusão do “leia mais” para evitar que o post seja exibido por completo na home, etc.

Essas e outras ações parecem pequenas e fáceis de lembrar, mas quem não tem a prática do processo pode acabar deixando de lado e prejudicando a indexação do site ou mesmo a visualização de imagens.

Essa checklist pode ajudá-lo na tarefa de identificar os passos que devem ser documentados.
Quando se trata de padronizar o estilo e a formatação de um blog, dedicar-se a ensinar o método pode fazer a grande diferença no resultado final.

Implemente essas técnicas e deixe sua opinião sobre o resultado aqui!

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