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Afinal, SEO morreu ou não morreu?

A morte do SEO já foi anunciada inúmeras vezes na mídia especializada e sempre foi pauta de posts, materiais educativos e seminários mundo a fora. Não existe um consenso sobre isso, mas o fato é que o Google está a cada dia mais priorizando o conteúdo de qualidade e desmerecendo as técnicas de otimização artificiais.

Um forte indício de que as mudanças estão mais aceleradas é que até mesmo as maiores referências no mundo e no Brasil sobre o assunto, respectivamente SEOMoz e MestreSEO, acabam de excluir o “SEO” do nome – a primeira passou a chamar-se apenas Moz, enquanto a brasileira, virou Agência Mestre.

Nesse post vamos explicar por que algumas técnicas de SEO estão perdendo o sentido e o que tem mais relevância perante o Google atualmente.

O porquê das atualizações do Google

Quem tem familiaridade com SEO sabe que os fatores que influenciam no rankeamento do Google estão em constante modificação. E o desafio sempre foi, até então, correr atrás do que é relevante para o buscador – e isso pode mudar a cada dia – para que o blog ou site de sua empresa fique bem posicionado e, consequentemente, atraia mais visitantes e Leads para o seu negócio. Especialistas em SEO e o Google travaram por muito tempo uma verdadeira disputa entre gato e rato.

Imagine que você deve, por exemplo, qualificar os melhores restaurantes de uma grande cidade. Não é uma ideia ruim avaliar, por exemplo, a quantidade de pessoas na fila: se muita gente quer comer lá e aceita esperar, é sinal que a qualidade é boa.

Agora imagine que, após descobrir isso, alguns restaurantes tenham passado a pagar funcionários para ficar na fila, com a intenção de, assim, conseguir um boa avaliação. O critério deixa de fazer sentido, já que não representa a experiência real dos clientes.

De uma maneira geral, é mais ou menos isso que aconteceu por muito tempo em SEO e é por isso que o Google vem mudando.

Muitos especialistas conseguiam passar sinais suficientes para serem bem avaliados, mesmo que na realidade eles não estivessem trabalhando para garantir uma experiência melhor para o visitante, que é o objetivo maior do Google.

O que vem mudando em SEO

Todas as mudanças têm esse como ponto principal: o Google precisa encontrar as melhores respostas possíveis para cada tipo de pesquisa que os usuários realizam e para isso tem avançado na escolha dos melhores critérios possíveis.

Com os avanços no algoritmo, o Google tem conseguido, cada vez mais, deixar de “medir a fila” para avaliar como as pessoas realmente se sentem no ambiente: a inteligência do buscador para conteúdo consegue avaliar se os termo fazem sentido no contexto, se o texto está escrito corretamente e se as pessoas que indicam aquela página realmente são isentas e tem conhecimento do assunto, entre uma infinidade de outros itens.

Essa é a missão do Google: exibir sempre os conteúdos mais pertinentes para as buscas e não simplesmente rankear os sites que descobriram a melhor forma de se posicionar. Afinal de contas, é para mostrar o que é relevante que o serviço existe e é por sua eficiência que ele detém mais de 90% de share no mercado.

Panda e Pinguim

Como exemplos dessas mudanças para aprimorar esses resultados ao longo dos anos, o Google implementou algumas atualizações de algoritmo. Duas das que ficaram bastante conhecidas e derrubaram o tráfego orgânico de muitos sites foram o Panda e o Pinguim.

O Panda surgiu para impedir que sites que copiavam conteúdo ou produziam qualquer coisa de baixa qualidade focada em dada palavra-chave tivessem sucesso na empreitada de aparecer bem no ranking. O objetivo do Google com este lançamento foi priorizar conteúdo original e de qualidade.

Já o Pinguim pune a otimização em excesso, aquela que fica extremamente artificial. Um alto número de links com o texto-âncora igual, por exemplo, pode parecer suspeito. Links no rodapé e de programa de afiliados em sites de terceiros também não funcionam de forma natural e o Google pode acabar desconsiderando seu valor.

O que passa a contar

O ponto é que a otimização para buscadores deixou de ser uma técnica específica para cada vez mais envolver o marketing digital como um todo: conteúdo, mídias sociais, tudo conta para ficar bem posicionado.

Não há uma informação muito clara sobre o quanto isso já pesa nos algoritmos, mas vêm ganhando cada vez mais força as interações via mídias sociais: likes, shares, tweets e, claro, o +1 (se você ainda não usa o Google+, fique sabendo que ele é ótimo para garantir pontos extras). No atual mundo da mídia digital, a ênfase começa a ser nos follows, comentários e views. É uma tendência que, aos poucos, vai se consolidando.

Há testes de correlação que indicam que, por exemplo, um texto que recebe uma indicação de alguém influente no Google+ (algum perfil que muitas pessoas tenham em seus círculos) possuem uma chance muito maior de estarem entre as primeiras posições.

Os links externos ainda valem muito, mas mudou muito a forma como são avaliados. Não vale a pena ter links por links: o Google tem conseguido identificar cada vez mais o quanto eles são naturais e qual o peso de quem indicou no assunto. Já não adianta mais fazer parcerias com outros endereços e trocar links só por camaradagem. O link precisa fazer sentido dentro do contexto da página e do próprio site.

Se a sua empresa, por exemplo, comercializa um software de gestão financeira e tem um blog sobre o assunto, a recomendação que ela receber de um veículo especializado em economia e finanças vai pesar mais do que de um site que aborde outros temas.

A variação dos textos âncora nos links também faz diferença: muitos links com uma palavra-chave específica podem passar um sinal para o Google de algo artificial, já que não é um comportamento muito comum. É interessante ter uma variação natural de termos chave, sinônimos ou mesmo links com o próprio nome da empresa.

A saída: conteúdo relevante

Como a gente vem falando aqui no blog desde sempre, investir em qualidade continua sendo a principal arma das empresas na disputa por um lugar no ranking. Tenha um ótimo design, um site bem organizado e um conteúdo de primeira classe e boa parte dos problemas de SEO estarão resolvidos no seu site.

É com material aprofundado sobre o seu mercado – e otimizando suas páginas corretamente para que seja encontrado – que sua empresa vai, pouco a pouco, tornar-se referência. É só uma questão de tempo ter seus posts recomendados pelos usuários nas redes sociais.

Além disso, investir em relacionamento é fundamental. Utilizando técnicas de RP e assessoria de imprensa, por exemplo, é possível conquistar espaço em sites e blogs relevantes para o seu mercado. E são essas recomendações que vão fazer a diferença para sua empresa ser vista como uma referência, tanto pelo Google quanto pelo mercado.

O grande segredo é não procurar maneiras de encurtar o caminho: não adianta fazer um script para ganhar tweets ou qualquer coisa que hoje possa ter um peso maior. É questão de tempo até o Google realizar uma mudança e melhorar sua atuação.

Ataque o problema de maneira definitiva investindo em qualidade de conteúdo. Assim você nunca vai sofrer com as mudanças de algoritmo do Google, porque suas páginas terão  exatamente o que os buscadores – e usuários – procuram: relevância.

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