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4 considerações sobre o Penguin 4.0, a mais recente atualização do algoritmo do Google

A SEMrush conversou com alguns especialistas internacionais sobre o Penguin 4.0 e preparou esse artigo para tirar algumas dúvidas. Confira!

No dia 23 de Setembro, 2016 o Google anunciou a mais nova atualização do algoritmo: o Penguin 4.0.

O mundo digital ficou dividido. Enquanto alguns especialistas demonstraram otimismo, outros ficaram preocupados que a atualização pudesse abrir portas para técnicas “cinzas” de SEO (técnicas que, embora às vezes não sigam as leis e normas éticas típicas, não são usadas com intenções maldosas).

A SEMrush conversou com alguns especialistas internacionais sobre essas preocupações e preparou esse artigo.

Mas antes de tudo, vamos relembrar as principais características do Penguin 4.0 e ver como eles podem influenciar o trabalho dos especialistas de SEO:

  1. O Penguin 4.0 foi lançado no mundo inteiro e em todas as línguas ao mesmo tempo. Ou seja, todos os sites sentiram o impacto ao mesmo tempo, independentemente da localização. Regras iguais para todo o mundo;
  2. O Penguin está trabalhando em regime real-time. Isso significa que os ranqueamentos de qualquer página podem mudar cada vez que o Google atualiza as informações sobre essa página e todas as outras que têm links para esta página. Ou seja, você vai ver os impactos negativos e positivos das suas ações mais rapidamente;
  3. O algoritmo real-time permite recuperar as posições depois de enfrentar uma penalidade em menos tempo. Se o seu site for penalizado e você conseguir resolver os problemas que resultaram em penalização, você verá os resultados positivos mais cedo que antigamente. Os resultados aparecerão assim que o Google fizer um novo crawl nas páginas do seu site;
  4. A partir desse momento, Penguin passa a fazer parte do algoritmo principal, não será mais um filtro separado. Agora, monitorar o seu perfil de backlinks constantemente ficou ainda mais importante;
  5. O Penguin está se tornando mais granular. Usando palavras simples, a partir de agora o algoritmo está focado nas páginas específicas para quais links tóxicos estão apontando, e não nos sites inteiros. Essas micropenalidades são mais difíceis de rastrear, por isso é tão indispensável fazer auditoria regular de todos os subdomínios importantes e páginas específicas do seu site.

Como vocês podem ver, a atualização pode parecer fantástica para os profissionais de SEO experientes, e beneficia aqueles que jogam de acordo com as regras. Mas, ao mesmo tempo, ela oferece algumas oportunidades para aqueles que buscam caminhos para introduzir ações manipulativos.

Aqui estão os principais pontos que podem gerar preocupações.

1. Penguin é agora um algoritmo real-time. O que isso significa exatamente?

Cada vez que o Google atualiza as informações, os ranqueamentos de páginas podem mudar, dependendo do grau de satisfação do Google com a página e seus backlinks. Podemos ver que todas as ações de SEO (positivas e negativas) terão um efeito rápido, e esse efeito será evidente.

Ao mesmo tempo que essa característica beneficia os analistas de SEO “white hat” (aqueles que jogam de acordo com as regras) ela pode ser utilizada em favor daqueles que preferem técnicas cinzas.

O analista de SEO agora pode fazer vários testes e ver os resultados praticamente de imediato. Ou seja, você pode rastrear a reação do Google a várias ações de SEO e, considerando a próxima característica do Penguin, você nem precisa se preocupar mais com as penalidades.

2. Penguin oferece recuperação mais rápida de penalidades. Será que isso pode levar ao aumento de condutas duvidosas?

Vamos supor que um site receba uma penalização. Antigamente você teria esperado bastante só para que o Google notasse as melhorias que foram feitas no site e só depois disso você iria ver algumas mudanças de ranqueamento. Hoje, se o seu analista de SEO for ágil, ele consegue remover os links duvidosos em pouco tempo, e você verá o efeito positivo bem mais rápido.

Entretanto, um analista de SEO “grey hat” também consegue tirar vantagens dessa característica. Já que o site consegue recuperar de uma forma mais rápida, ele não precisa pensar duas vezes antes de optar por técnicas não recomendadas. Isso é praticamente um sinal verde para caso queira brincar com links pouco confiáveis.

3. Penguin agora faz parte do algoritmo principal do Google, não é mais um filtro separado. Será que ele pode ser enganado?

Não é a nossa intenção te desiludir completamente. Por exemplo, de acordo com Will Critchlow, CEO da Distilled, Penguin “não é perfeito, mas é sem dúvida um passo certo”.

Perguntamos a alguns especialistas internacionais e pedimos que eles compartilhem as previsões deles.

Alex Guest, Gerente de Inbound Marketing da Prodo, diz que é possível que “dentro de  18-24 meses o Penguin seja 80% automatizado e autoevolutivo, com uma pequena porcentagem de interação humana para controle e ajustes”.

“Penguin 4.0 parece oferecer um perigo de invasão de ‘gray hat’ SEO”, continua Alex Guest. Entretanto ele acredita que caso isso acontecer, o Google pode introduzir alguns elementos de machine learning. (ex. RankBrain).

Leia também o post Desvendando mistérios de RankBrain: como funciona e como pode influenciar seus resultados.

Dave Hermansen, especialista de ecommerce também acredita que os especialistas de “grey hat” podem se aproveitar da situação: “Você pode usar qualquer tática e ver o que passa pelo filtro do Google”, diz Hermansen.

Por fim, vale lembrar que Penguin não é só um teste – é o novo algoritmo do Google. A corrida para aprender mais sobre táticas que dão (ou não) certo antes que o Google consiga impedir os “gray hats” de manipular o algoritmo de Penguin já começou.

4. Será que o Penguin consegue motivar a jogar de acordo com as regras?

Steve Pritchard, consultor de SEO da Wooden Blinds Direct, prevê a reação em cadeia que começa com os analistas do Google lançando melhorias e provoca os analistas de “gray hat” SEO encontrarem soluções criativas. Caso os “gray hats” consigam burlar a natureza flexível do Penguin, o Google vai “introduzir um outro ‘animalzinho felpudo’ que eles já têm guardado na manga. O tempo mostrará”, diz.

Mas nem tudo é só preto e branco.

Algumas lições podem ser tiradas das táticas mais famosas de link building – listas de links, marketing de artigos, guest posts e até roundups. Todas já estavam no topo de popularidade e algumas já caíram em desuso e hoje prejudicam a qualidade do site.

Stuart Young, Analista de SEO da Dr. Felix, prevê que “o fator decisivo será o ROI (retorno sobre investimento) – para a maioria ficará mais interessante de ponto de vista de investimentos seguir as regras do Google em vez de procurar furos no algoritmo o tempo todo”.

Como você pode confirmar, as reações causadas pela atualização são mistas. Alguns chamam o Penguin de “uma tentativa de construir um muro entre o bom e o mal de atualizações Penguin anteriores”, enquanto outros, como David Mercer, da SME Pals, sugerem “remover o Penguin de uma vez”.

Mas o fato é que o Google Penguin reduz os riscos das marcas, que acabam sendo menos prejudicados, já que a atualização penaliza apenas páginas individuais, e não o site inteiro. Isso é um grande benefício para as empresas cujos concorrentes optam por práticas duvidosas de links.

Antigamente, na época pré Penguin 4, qualquer pessoa que queria prejudicar o concorrente podia fazê-lo simplesmente arranjando links tóxicos. O Penguin dificultou demais essa tarefa. É claro que aqueles que querem manipular backlinks e estão dispostos a encontrar furos no algoritmo e testá-los, continuarão prejudicando os sites de concorrentes, no entanto esta tarefa de manipulação agora está bem mais difícil.

“Não acredito que o SEO negativo foi completamente vencido. Uma pessoa ainda consegue prejudicar um site com backlinks. Contudo, o processo de recuperação de penalizações do Google ficou muito mais rápido. Comprar links de catálogos online, bookmarks sociais, postar spam nas seções de comentários dos posts são fatores que não influenciarão mais o ranqueamento. Praticar link baiting, dedicar seus esforços a Marketing de Conteúdo e colecionar links “brancos” – estas atividades estão ganhando mais e mais importância”, diz  Yevgeni Sereda, analista de SEO da SEMrush.

Qualquer que seja o seu plano, white hat backlinks  não são facilmente duplicados, e eles ganharam um enorme respeito da parte do Google.

Por exemplo, pense nos links das mídias impressas. Com certeza, os especialistas de link building não vão parar de vender e comprar links de um dia para o outro. Mas, como o custo de links de qualidade alta está aumentando, eles vão querer passar para outro ramo de negócio. Links “brancos” é um mercado enorme e promissor.

Então, como podemos nos beneficiar do Penguin 4.0?

Uma das razões pelas quais o Penguin é tão perigoso é porque você nunca será informado se seu site for penalizado. Você só pode supor que você foi penalizado baseando-se nos sinais indiretos, como, um queda acentuada no tráfego orgânico ou a perda de posições em algumas (ou todas) palavras-chave, incluindo as da sua marca.

O fato de o algoritmo permitir que você veja os resultados de suas ações rapidamente pode ser uma espada de ponta dupla. O processo de recuperação se torna mais rápido, assim como o processo de penalização.

Aqui está a lista de ações que você pode tomar para proteger seu site de quedas inesperadas nos ranqueamentos:

  • Constantemente monitorar suas posições nas SERPs. Configure envios regulares de alertas por email para se manter informado sobre qualquer mudança de posição. Certifique-se de que você está acompanhando não apenas as palavras-chave da sua página inicial, mas também palavras-chave para todas as subdivisões significativas. Tom Clark sugere “sempre comparar ranqueamentos de palavras-chave e investigar quais palavras-chave deram uma queda repentina nas suas posições”;
  • Mantenha seu perfil de backlink saudável e limpo. Crie um hábito de fazer uma auditoria regular para verificar os novos backlinks e os perdidos, seu valor e qualidade, e retirar os duvidosos;
  • Conduza uma auditoria profunda de backlinks do seu site inteiro. Como o novo Penguin adota uma abordagem granular, é essencial auditar backlinks para cada subdomínio e subdivisão importantes do seu site (por exemplo, realizar auditorias separadas para cada uma das versões de idiomas diferentes do seu site);
  • Configure propriedades no Google Search Console para cada subdomínio ou subcaminho importante e atualize seu arquivo de disavow se for necessário. Você pode usar a ferramenta SEMrush Backlink Audit para formatar os seus arquivos de disavow de uma forma fácil e adequada.

Para finalizar, queria dizer – vamos olhar pelo lado bom! Finalmente o Penguin tornou-se algo que há muito esperávamos que fosse – rápido e flexível.

Nós não temos que ter medo do Penguin, já que ele afeta apenas páginas únicas e não todo o domínio. Com as alterações feitas na atualização do Penguin, sua empresa fica protegida contra a penalização do Google.

Esse post foi escrito por Maria Chizhikova, analista de comunicações da SEMrush.

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