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Google updates: as últimas novidades para sua empresa se atualizar

O Google hoje concentra 91% das buscas online feitas no Brasil, e por isso, ranquear páginas nesse mecanismo de busca se tornou uma perseguição constante para empresas e agências. Como tudo que ganha tanta relevância, aparecem pessoas que tentam burlar o sistema para ter as mesmas recompensas com menos trabalho. Para melhorar a experiência dos usuários e evitar que isso aconteça os algoritmos de busca usados por esses portais são constantemente atualizados, sendo algumas dessas atualizações simples e rotineiras como atualizações de dados, e outras mais complexas e impactantes. No caso do Google, são mais de 500 atualizações por ano.

O fato é, para você que trabalha duro produzindo conteúdo e otimizando as suas páginas para alcançar bons resultados orgânicos, saber quais mudanças são essas e como elas vão influenciar a sua presença web é essencial. O post de hoje veio tratar das principais mudanças trazidas pelo Google no algoritmo de ranqueamento, por que elas são necessárias e como usá-las a seu favor.

O Panda: cada vez mais inteligente

O panda 4.0 foi anunciado em janeiro desse ano como uma grande alteração no algoritmo de ranqueamento. Segundo o próprio Google, cerca de 7,5% dos resultados das buscas (nos EUA) foram afetados pela alteração. A informação é que a nova atualização veio para ajudar a identificar melhor a qualidade dos conteúdos, facilitando para pequenos sites que ainda estejam construindo sua autoridade mas tenham algo relevante a dizer. Passados oito meses, em setembro, uma nova atualização do algoritmo Panda entrou em vigor com a mesma intenção de refinar a leitura dos conteúdos. O Google em parceria com webmasters melhorou ainda mais a sua capacidade de identificar conteúdo de qualidade, e agora mais cerca de 3% a 5% das buscas serão impactadas.

Esse tipo de mudança significa oportunidade para alguns e penalidades para outros. Sites que foram penalizados no lançamento das primeiras versões do Panda e se adaptaram vão provavelmente ver sua autoridade voltar a subir, enquanto sites que não foram impactados na primeira atualização podem talvez serem pegos nessa. Nesse post trazemos alguns motivos para o seu site não aparecer ou ser penalizado pelo Google.

A queda do Authorship

O Authorship (Autoria de conteúdo do Google) foi anunciado em junho de 2011, no mesmo mês do lançamento do Google+. A ideia era vincular os perfis de produtores aos seus respectivos conteúdos, para criar uma espécie de autoridade por produtor de conteúdo e possivelmente usar essa informação como fator de ranqueamento. A mudança foi muito bem recebida pelos próprios autores, que viram sua autoridade e exposição subirem consideravelmente.  Na prática o que acontecia era que, ao fazer uma determinada pesquisa, o nome e foto do escritor apareciam logo abaixo do link de acesso ao site.

O primeiro problema surgiu justamente em função dessa foto. Buscando unificar a experiência do desktop e do mobile, o Google teve dificuldades de adaptar essa interface com foto para o tamanho reduzido das telas de celular. Outro fator determinante foi o comportamento de clicks dos usuários permanecer inalterado independente da foto aparecer. Em dezembro de 2013, em decorrência dessas dificuldades, aconteceu a primeira retração do Authorship, com a retirada de grande parte das fotos de autores, seguida em Junho de 2014 com a retirada completa das mesmas.

A autoria ainda era presente, mas outra dificuldade foi encontrada. O baixo interesse por parte dos autores e difícil configuração levou a apenas 30% dos blogs terem seus autores registrados. Para remediar isso o Google tentou sem sucesso automatizar a atribuição de conteúdo a seus autores, mas a prática se mostrou pouco eficiente e fonte de diversos desentendimentos quando conteúdos eram atribuídos erroneamente às pessoas.

Enfim, com 3 anos de existência e pouco valor gerado para os usuários, o então líder do projeto Authorship John Mueller em 28 de agosto publicou na sua página do Google+ o encerramento oficial da experiência com autores.

HTTPS como critério de ranqueamento na pesquisa

Há muitos anos o Google é alinhado com a ideia de uma internet mais segura. Recentemente, em agosto, eles publicaram que as páginas que atualizarem o seu certificado para HTTPS (Hypertext Transfer Protocol Secure) vão ganhar um empurrão no ranqueamento. Com isso o Google busca estimular o uso de protocolos mais seguros e consequentemente a criação de um ambiente mais seguro para navegação.

Esse protocolo se diferencia do tradicional HTTP  (Hypertext Transfer Protocol) pela adição de uma camada extra que criptografa a informação transmitida entre dois servidores. Basicamente ele cria uma linguagem em código que seja incompreensível para qualquer interceptador, protegendo suas senhas e arquivos.

Migrar a sua página para o protocolo seguro é portanto indicado pelo Google, mas algumas orientações devem ser seguidas para não comprometerem a leitura e ranqueamento dos buscadores, são elas:

  • Decida o tipo de certificado que você precisa: único, multi domínio ou wildcard
  • Use certificados de chave 2048-bit
  • Use URLs relativos para recursos (imagens, videos) que residam no mesmo domínio seguro
  • Usar URLs relativos para todos os outros domínios
  • Não bloquear o rastreador do protocolo HTTPS pelo robô de busca do Google usando o robots.txt
  • Permitir a indexação das páginas pelos motores de busca

Se quiser saber na prática como implementar o protocolo seguro no seu site basta acessar aqui!

The Pigeon update

Em julho desse ano foi publicada uma nova atualização, considerada por profissionais da área bastante relevante. O Google começou a usar correlação entre o ranqueamento das páginas e a localização em que a busca é feita. O objetivo é favorecer negócios que atuam localmente a aparecerem nas pesquisas, possibilitando que compitam com grandes empreendimento de atuação nacional e mundial. Os detalhes dessa atualização estão ainda nebulosos, com pouca coisa oficialmente anunciada pela gigante das buscas. O teste está rodando em páginas americanas e não foi divulgado quando e se a pretensão é liberá-la para o resto do mundo. O próprio Google disse não ter um nome para a atualização, mas especialistas da área deram à atualização o nome de “Pigeon”, ou pombo em português. A ideia é bastante interessante e trará bastante impacto para pequenos empreendimento que buscam lugar ao sol nas buscas do Google. Para entendermos melhor o impacto dessa atualização nos resta esperar e acompanhar as novidades.

As mudanças implementadas pelo Google não são algo a se temer. O único objetivo dessas atualizações é agradar e melhorar a experiência do usuário, por isso sites que trazem conteúdos relevantes e buscam realmente agregar ao usuário não precisam se preocupar, devendo sim torcer para que o algoritmo se desenvolva cada vez mais. O importante para as empresas é acompanhar essas mudanças e se adaptar quando necessário, e como o Google não para, logo voltaremos a conversar sobre novas atualizações.

Até a próxima!

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