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8 mentiras que estão te contando sobre Link Building

Link building é uma das principais formas de conquistar relevância nos resultados da busca. Por isso, essa estratégia é cercada de mitos, que desvendaremos neste post.

Profissionais de SEO estão sempre buscando entender o algoritmo do Google para conquistar melhores posições nos resultados.

Porém, como o buscador dificilmente revela os seus critérios de ranqueamento, surgem muitas especulações sobre o assunto.

Com o Link Building, que é uma das principais formas de conquistar relevância nos resultados da busca, isso também acontece. Por isso, essa estratégia é cercada de mitos, que desvendaremos neste post.

Em primeiro lugar, vamos explicar o que é Link Building e como usá-lo corretamente, para depois você entender quais informações são mentiras, invencionices ou achismos do mercado.

O que é Link Buillding

Você sabia que, no surgimento dos mecanismos da pesquisa, os resultados eram apresentados em ordem alfabética? Enquanto os conteúdos da web eram poucos, esse tipo de ordenação supria as necessidades dos usuários.

Porém, com o surgimento de trilhões de páginas na internet e do Marketing Digital, a organização dos resultados precisou ser revista para apresentar aos usuários aquilo que eles gostariam de encontrar.

Foi com essa proposta que o Google surgiu: priorizar conteúdos relevantes que proporcionassem a melhor experiência de busca.

Em 1996, Larry Page criou o PageRank – algoritmo que deu início à ferramenta de busca que ele fundaria dois anos mais tarde, o Google.

Inicialmente, o PageRank considerava apenas a quantidade de links que uma página recebia de outros sites para entender sua relevância. A lógica era a mesma de trabalhos acadêmicos: quanto mais referências um autor recebe, mais importante ele é dentro daquele tema.

Com o tempo, o Google percebeu que era preciso refinar esse critério. Afinal, muitos sites usaram essa brecha para criar centenas de backlinks artificiais, com o objetivo de forjar sua reputação.

Então, outros elementos foram acrescentados ao algoritmo. Para melhorar o ranqueamento, o Google passou a considerar também a qualidade dos links para uma página.

Isso significa que ele passou a olhar para a diversidade dos domínios dos backlinks, o contexto do link na página, o seu texto-âncora, a confiabilidade do site e a sua autoridade.

Portanto, com essa evolução, Link Building é hoje o conjunto de estratégias para conquistar links em quantidade mas, principalmente, com qualidade. Tudo com o objetivo de aumentar a reputação de um site junto ao Google e de melhorar o posicionamento das suas páginas.

Como fazer Link Building corretamente

Então, para que suas páginas sejam consideradas relevantes pelo Google, você precisa conseguir links:

  • em boa quantidade;
  • de diversas fontes (domínios) diferentes;
  • contextualizados na página;
  • com textos-âncora coerentes;
  • e de sites confiáveis e com autoridade.

Quando os esforços para conquistar backlinks atendem a esses requisitos, você está fazendo Link Building da maneira certa!

Assim, o Google consegue compreender que você tem grande relevância dentro do seu mercado e prioriza suas páginas nos resultados da busca.

Porém, ele entende que a geração de backlinks deve acontecer naturalmente, por mérito do seu conteúdo, que será referenciado por sites importantes se ele for realmente bom.

Portanto, uma estratégia de Link Building deve considerar esse posicionamento do buscador e conquistar links por meio da produção de conteúdos e da nutrição de relacionamento com outros sites. Por outro lado, compra de links e práticas de black hat podem gerar penalizações.

Quais mentiras sobre Link Building você pode ouvir por aí

Agora que você já sabe melhor o que é Link Building, fica mais fácil entender por que surgiram alguns mitos sobre esse assunto.

As restrições que o Google impôs a essa estratégia para inibir práticas maliciosas deixa muita gente com dúvidas sobre como agir, com medo de ter seu site punido. E, como o buscador não especifica o que pode e o que não pode, algumas especulações se tornam verdades.

Vejamos, então, quais são as principais mentiras sobre Link Building e por que você não deve acreditar nelas:

1. “Não pratique mais guest blogging”

Guest blogging é uma prática comum de Link Building que consiste em conquistar um espaço em outro blog para publicar um conteúdo seu e aumentar sua autoridade e visibilidade.

Matt Cutts, engenheiro do Google, escreveu em 2014: “se você está usando guest blogging, você provavelmente deveria parar”. Então, muitos sites se assustaram e erradicaram esta prática para não serem punidos.

Porém, é preciso entender melhor. Guest blogging, ou a simples prática de solicitar links a um site, é um problema quando se torna uma ação indiscriminada de compra e troca de referências, sem gerar valor para o leitor.

Mas continua sendo uma ação interessante quando é feita da maneira correta, com foco no usuário, em blogs relevantes e sem forçar a barra.

2. “Links nofollow não têm valor em SEO”

O parâmetro rel=”nofollow” no código HTML de uma página indica aos buscadores que não sigam determinado link. Ele é muito usado em links pagos ou não confiáveis (como na caixa de comentários de um blog), para que não prejudiquem a classificação da página.

Assim, o site não transmite autoridade para a página de destino, e o Google desconsidera aquele link no seu ranqueamento. Por isso, muitos acreditam que os links nofollow não têm valor em SEO. Será?

Mesmo que o Google desconsidere o link nofollow, os leitores da página conseguem acessar a página de destino. Ou seja, o tráfego é gerado e, se for numeroso e valioso, certamente o link tem valor para a sua estratégia.

3. “Não conquiste links de domínios com autoridade inferior à sua”

Domain Authority é uma métrica criada pela Moz com o objetivo de prever – da forma mais fiel possível ao Google – o posicionamento de um site no ranqueamento. Por isso, esta métrica é muito usada como parâmetro para definir as melhores fontes de backlinks.

Porém, olhar cegamente para o DA pode ser um erro. A métrica não identifica, por exemplo, se os links serão relevantes para os seus leitores e se o site vai gerar tráfego qualificado para você.

Portanto, não ignore os sites com DA inferior ao seu. Eles podem ser interessantes para a sua estratégia e transmitir relevância para o seu site, além de aproximá-lo de novas audiências.

4. “Links de fóruns e diretórios não são relevantes”

Nos primórdios do SEO, fazia muito sentido conseguir links no maior número de sites possível. E uma maneira fácil de conseguir isso era cadastrando o site em diretórios e participando de fóruns da internet.

Devido ao abuso dessa estratégia, o Google baixou a relevância desses backlinks. Porém, eles ainda podem ser muito válidos.

Se você interage genuinamente com a comunidade de um fórum ou acredita que um diretório (como Kekanto e Apontador) é relevante para a sua estratégia, inclua seus links. Eles podem ser muito úteis para os usuários e gerar tráfego para o seu site!

5. “Não ganhe muitos links rapidamente”

Existe uma crença de que, se o Google perceber que você ganhou muitos backlinks em um curto espaço de tempo, seu site pode ser punido, pois ele desconfia que você tenha forjado links a seu favor.

Porém, não existe uma definição sobre a quantidade e a velocidade ideal de ganho de links. Além disso, a punição só surge se o perfil dos seus backlinks for de baixa qualidade.

Portanto, se você desenvolve uma estratégia de Link Building relevante, focada em oferecer uma boa experiência aos usuários, não tenha medo de conquistar links!

6. “Muitos links externos podem prejudicar seu posicionamento”

Como forma de se proteger de spam, o Google diminuiu a relevância de páginas que continham uma quantidade exagerada de links externos de má qualidade.

Com essa atitude do buscador, muitos sites pensaram que não deveriam mais incluir muitos links externos nas suas páginas, para não serem penalizados.

Porém, o Google vê com bons olhos quando um site cria links externos e não limita sua quantidade em uma página – desde que eles aprimorem a experiência de navegação e leitura.

7. “Conquiste links apenas de sites da sua área de atuação”

O Google considera o contexto do backlink para determinar sua relevância. Seu objetivo é entender se há razão para determinado site linkar para o seu e, assim, evitar práticas suspeitas de ganho de links.

Por isso, compreende-se que links de sites do seu nicho de atuação sejam mais importantes.

Porém, mais uma vez, o que prevalece é a experiência do usuário. Se um site sobre alimentação direcionar para um post sobre artesanato, esse link pode ter relevância se o conteúdo for bom e a referência fizer sentido para o leitor.

8. “Use as variações do texto-âncora em proporções específicas”

O texto-âncora se tornou um alvo fácil dos spammers para manipular links. Por isso, o Google apertou o cerco, e a correspondência exata da palavra-chave no texto-âncora perdeu relevância.

Então, difundiu-se a ideia de que existiria uma proporção precisa para o uso de variações da palavra-chave. Seria assim:

  • Correspondência exata da palavra-chave – 10%
  • Correspondência parcial da palavra-chave – 20%
  • Nome da marca no texto-âncora – 40%
  • URL no texto-âncora – 30%

Porém, não há relação dessa distribuição com o ranqueamento. Você deve usar as variações para melhorar a leitura do texto e informar melhor ao Google o assunto da página de destino, mas não se prenda a essa distribuição proporcional.

Conclusão

Ter um site bem posicionado no Google é uma preocupação cada vez mais comum para o sucesso com o marketing online. Por isso, as estratégias de SEO estão se tornando mais difundidas e bem executadas.

Então, o diferencial para se destacar aos olhos do Google atualmente pode estar na qualidade do seu trabalho de Link Building.

Afinal, não é qualquer site que consegue criar conteúdos originais, relevantes e de qualidade e ainda desenvolver um relacionamento valioso com players importantes do seu mercado, para ganhar links de qualidade.

Por isso, o Google dá grande importância para o perfil dos backlinks de uma página. Mas, para ganhar pontos com o buscador, você precisa desenvolver uma estratégia segura, distante do black hat, de maneira que gere valor para o seu site e para as suas personas.

No fim das contas, é isso que o Google deseja e valoriza: oferecer a melhor experiência para o usuário.

Se ficar em dúvida, pense: esse link que estou criando ou recebendo é valioso para o visitante desta página? Se a resposta for positiva, confie – você está no caminho certo.

Agora, para completar sua estratégia de SEO, é importante que você também aprenda como fazer SEO On Page.

Esse post foi produzido pela equipe da Rock Content.

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