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(Not Provided): Por que esse termo aparece entre as palavras-chave que trazem tráfego e como lidar

Quem usa o Web Analytics para encontrar oportunidades de otimizações já deve ter percebido a palavra-chave “(not provided)” entre as que trazem mais tráfego via Google. Nos últimos dias o mercado digital repercutiu bastante o fato de que muitos sites tiveram um aumento considerável nesse tipo de visita por causa de uma mudança do Google, que gradativamente está fazendo todos os termos vindos de busca orgânica aparecerem como (not provided). A tendência é que logo esse tipo de tráfego represente 100% das buscas orgânicas.

A aparição desse termo no painel costuma prejudicar bastante as análises, uma vez que impossibilita a identificação de quais são as reais palavras que trazem aquele tráfego e, principalmente, o comportamento (conversões, páginas visitadas, tempo no site) dessas visitas.

Nesse post vamos listar soluções para lidar com o problema e não ter o seu negócio prejudicado com essa mudança.

O que é (not provided) e por que isso aparece entre as palavras com mais tráfego

Em outubro de 2011, o Google fez uma alteração em suas políticas e deixou de exibir a palavra-chave de origem de todos os usuários que estivesse logados em seus serviços (incluindo o Gmail e o Youtube).

O grande problema é que os serviços da empresa estão conquistando um volume cada vez mais impressionante de usuários e essa política vem causando um impacto muito grande nos relatórios.

Para ter uma noção desse impacto, veja o que aconteceu com a gente: em novembro de 2011, quando o problema surgiu, o (not provided) representava apenas 3,3% dos visitantes da Resultados Digitais vindos do Google. No último mês (entre 26/08 e 26/09), esse número já chegou a impressionantes 82%.

Ou seja, já podemos dizer que desconhecemos o que pesquisou a grande maioria dos usuários que chega até o nosso site via Google. E o futuro não é nada animador: previsões indicam que nos próximos meses 100% das palavras-chave da busca orgânica sejam exibidas dessa forma.

A implicação é que não conseguimos entender, por exemplo, qual palavra-chave é responsável por atrair mais tráfego, qual converte melhor os visitantes em Leads e o quanto os esforços para otimizar para uma palavra em específico têm sido recompensados com visitas e Leads.

Como entender melhor esse tipo de tráfego:

Recomendamos 5 tipos de ações que podem ajudar muito a driblar a falta de informações causada pelo (not provided):

1. Acompanhar um ranking de palavras-chave

Já havíamos indicado anteriormente que acompanhar um ranking de palavras-chave é essencial para escolher melhor onde investir e monitorar os resultados atuais.

Ranking de palavra-chave mostra as que mais geram mais tráfego e conversões

Conhecer as palavras bem posicionadas ajuda muito a saber quais os termos que provavelmente geram mais tráfego e conversões, principalmente quando cruzamos essas informações com as do tópico que falaremos a seguir.

2. Verificar quais as páginas de destino mais acessadas

É possível analisar no Google Analytics, dentre as visitas vindas do (not provided), quais são as páginas pelas quais os visitantes chegaram.

Páginas de destino mais acessadas
Se analisarmos para quais palavras essas páginas estão otimizadas, teremos uma boa ideia dos possíveis termos atraindo o tráfego. Se cruzarmos isso com o rankeamento das páginas do site, como mencionado no tópico anterior, essa informação tende a ficar ainda mais precisa.

3. Utilizar o Google Webmaster Tool

Felizmente, o Google não fez a mesma alteração em sua ferramenta para Webmasters. Lá conseguimos ver os termos em que a empresa teve impressões (foi listada como resultado de pesquisa) e também cliques.

Google Webmaster Tool mostra os temos que geraram mais visitas
Nesse caso, não é possível entender o comportamento do visitante dentro do site, mas dá para ter o número preciso de visitas que cada palavra trouxe, o que já é um contorno interessante.
Infelizmente a ferramenta disponibiliza dados dos últimos três meses, somente. Se quiser arquivar esses dados, é necessário fazer o download das informações periodicamente.

4. Investir em Adwords

Quando a origem da busca não é orgânica, ou seja, é por anúncios no Google, conseguimos fazer o acompanhamento de todas as palavras buscadas.
Por esse motivo, pode ser interessante investir na compra de Adwords, mesmo quando já estamos rankeados organicamente. A maior vantagem dessa ação será entender de uma forma bastante precisa o comportamento do usuário que vem por aquela palavra-chave.

5. Usar o Google Trends

Outra opção é usar a ferramenta Google Trends para buscar termos mais preciso, como o nome da sua empresa, por exemplo. Isso poderá dar uma ideia se as pessoas estão pesquisando no Google por essa palavra-chave e se a sua marca está se tornando mais conhecida.

Resumindo

Para ter uma visão mais clara do número de visitas, taxa de conversão e Leads gerados a partir de cada uma das principais palavras mascaradas pelo (not provided), é recomendado realizar as ações descritas nos itens deste post: acompanhar um ranking de palavras-chave, verificar quais as páginas de destino mais acessadas, utilizar o Google Webmaster Tool e investir em Adwords. Reunindo essas informações, será possível chegar a um panorama mais completo que terá grande utilidade para fundamentar suas ações de SEO.

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Este post, originalmente publicado em 17 de abril de 2013, foi reeditado em 26 de setembro de 2013, com o objetivo de acompanhar as atuais práticas do Google.

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