Blog de Marketing Digital de Resultados

Notas da Inbound Marketing Summit (parte I)

Há alguns dias participei da Inbound Marketing Summit, conferência em Boston-EUA que reuniu algumas das principais empresas e “cabeças pensantes” do Marketing Digital.

Publiquei um artigo como convidado no MestreSEO sobre o que achei que foram as grandes tendências do evento. Vale a pena conferir lá.

Aqui no blog da Resultados Digitais, farei uma série de quatro posts para compartilhar algumas notas e materiais complementares sobre as principais palestras do evento.

(obs. e para quem tiver curiosidade, coloquei na nossa página do Facebook um álbum com algumas fotos do evento.)

Vamos às anotações:

Palestra: Escaping The Competitive Marketing Herd – Youngme Moon

A palestra foi baseada no tema do seu livro “Different”. Esse vídeo dá um bom resumo do conceito:

Notas da palestra:
– Ser diferente se paga.
– Não há fórmula para ser diferente.
– Ótimos exemplos de marcas que se diferenciam: Ikea, Mini Cooper, Harley-Davidson.
– Empresas diferentes não são substituíveis. Ser insubstituível traz lealdade dos clientes.
– Se você quer ser diferente, não pode ter medo de ser ruim em certos aspectos. Pelo contrário, assuma seu ponto negativo.
Exemplos: Twitter com seu limite de 140 caracteres e Google Adwords com seu formato padrão de anúncio (impossibilitando as agências serem criativas).
– A genialidade está na negação, no que a marca se propõe a não fazer.
– Se você quer ser diferente, se prepare para ignorar os críticos.
– Se você quer ser diferente, resista à tentação de escutar demais os clientes. Eles sempre vão poder te dizer como melhorar, mas nunca vão saber te dizer como ser diferente.
– Da mesma forma, os concorrentes também não vão te ajudar a ser diferente. Sua empresa precisa ter uma ideia própria de como ser diferente.
– Essas ideias só nascerão e serão fortificadas se a cultura da empresa permitir.
– Ser diferente fatalmente vai te fazer se sentir sozinho no mundo. É por isso que parece tão arriscado.
– Para conseguir ser diferente em algo que realmente importa, a empresa precisa ter pessoas que são apaixonadas pelo que fazem.
Paixão = forma radical de crença e preocupação pelo tema do seu negócio.
– Líderes que possuem paixão pelo negócio conseguem atrair e contagiar talentos.

Artigo complementar:
Why being different makes all the difference

Palestra: Google+ for Business: What You Need to Know Now – Chris Brogan

Para quem não conhece, Chris Brogan é um dos “gurus” de mídias sociais nos EUA. Ele fez um palestra sobre o uso do Google+ para negócios. Pessoalmente achei a palestra um pouco fraca, mas resolvi colocá-la nessa série por conta de alguns insights interessantes. Comento-os abaixo:

– A coisa mais importante do Google+, pelo menos por enquanto, é o seu impacto na busca. O Google faz uma indexação/priorização muito melhor do conteúdo no Google+ do que no Twitter ou Facebook. Portanto, garanta que seu conteúdo seja promovido e acompanhado por lá também.

– Uma das oportunidades de rápido impacto no Google+ está na página “Sobre” do seu perfil pessoal. Para várias pessoas essa página está com uma posição no Google melhor do que qualquer outra, muitas vezes na frente até de sites/blogs pessoais que já existem há um bom tempo. Vale a pena dedicar um tempo para criar uma boa descrição incluindo os links que achar relevantes.

– Também em comparação com o Twitter e Facebook, os posts no Google+ tem tido um grau de engajamento (comentários) muito maior. É uma grande oportunidade para ter conversas mais profundas sobre alguns temas e se estabelecer como autoridade.

– Ainda que não contenha o mesmo número de usuários das redes maiores, o Google+ ainda não é um canal “lotado”, cheio de ruído. Por isso tem gerado muito tráfego de volta para os sites que compartilham conteúdo na ferramenta (ps. o Jason Calacanis fala sobre isso o tempo todo).

– Apesar desses benefícios todos, Chris lembrou que nenhuma empresa deve abandonar seu próprio site em favor das páginas nas mídias sociais, especialmente por uma questão de controle e segurança no longo prazo. Um site é um ativo próprio, enquanto as páginas nas redes são ativos “emprestados”.

Para quem quiser conferir, o pdf (não muito explicativo) da apresentação está aqui.

(a série continua nos próximos posts…)

 

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