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O futuro é personalizado – e sua instituição de ensino também deve ser

Na área de Educação, as tecnologias digitais vêm ajudando a personalizar muitos aspectos do segmento - do processo de ensino-aprendizagem ao marketing educacional. Veja como utilizar essa personalização na sua instituição de ensino.

Desde muito antes da popularização de tecnologia digital – lá na época de Piaget e Vygotsky, nomes populares no meio educacional – se fala sobre a importância de um processo de aprendizagem que respeite a singularidade de cada criança.

O que mudou desde o início do século 20 é que, agora, o uso de ferramentas digitais permite uma personalização antes inalcançável. Ela é possível por meio da interação com ambientes virtuais, a análise e combinação de dados que traçam perfis únicos para cada um e, por fim, oferecem conteúdos de acordo.

Para entender melhor a personalização no século 21, convém conhecer, ainda que de maneira geral, o conceito de big data. Afinal, ele está em toda parte: quando o Youtube sugere vídeos com base naquilo que você assistiu anteriormente; quando você compra um sofá para a sala e, em seguida, recebe emails com promoções de estantes e mesas de centro.

O que acontece nesses momentos é que suas ações online foram analisadas para que o sistema previsse seu comportamento futuro e, assim, soubesse indicar as informações mais úteis para você. Confira mais a respeito desse assunto no infográfico sobre que é Big Data e seu potencial na educação.

A personalização do ensino

No processo de ensino-aprendizagem, o uso de big data e a personalização são recursos valiosíssimos. Em uma turma de 35 alunos – cada um com contexto familiar, experiências passadas, áreas de interesse e tipos de inteligência distintos – torna-se possível traçar 35 trilhas de aprendizagem diferentes. O que um estudante prefere aprender lendo, outro pode assistir em videoaulas e um terceiro, desenhando mapas mentais.

Além de trabalhar um mesmo conteúdo de maneira multimídia, a personalização permite extinguir o resultado predefinido pelo educador. Isso significa que, em vez de propor o resultado desejado, o professor pode orientar estudantes conforme eles aprofundam seus estudos por diferentes caminhos a partir de um tema inicial comum.

Por fim, a prática offline em sala de aula é enriquecida com o uso de dados. Ao acessar relatórios sobre o comportamento e evolução dos alunos online, fica mais fácil para o educador mapear aquilo que seus alunos já aprenderam, assim como suas dificuldades, ritmo e organização de estudos. Com esses dados, o educador é capaz de planejar intervenções pedagógicas que respeitem o desenvolvimento de cada um e da turma como um todo, aperfeiçoando assim o ensino na escola.

A personalização no processo de captação e venda

Porém, não é apenas a sala de aula que se transforma com a personalização. Ela pode – e deve! – permear toda a organização da escola; inclusive a comunicação e marketing voltados à captação de alunos.

O mesmo processo de conhecer o aluno e adaptar sua trajetória acontece com a família, desde o momento em que ela descobre a Instituição de Ensino até o momento em que realiza a matrícula. Como isso ocorre?

A personalização no processo de captação se dá por meio do Inbound Marketing, que combina a produção de conteúdos e o uso de canais no meio digital, como as redes sociais, em uma metodologia voltada a resultados para atrair, educar e fidelizar o público.

Pense da seguinte forma: enquanto um outdoor imenso na rua seria o equivalente a uma aula tradicional (a mesma para todos), o Inbound Marketing corresponde ao ensino personalizado (em que você conhece o indivíduo e oferece a ele caminhos específicos às suas necessidades).

Conhecer seu público é a chave da personalização

Conhecer é a palavra-chave. Assim como o educador precisa conhecer sua turma e seus alunos, a escola precisa conhecer o público que pretende atrair. Quais investimentos a família mais valoriza? Ela se preocupa com segurança, com aprovação no vestibular, com valores, com status? Qual a renda familiar e quanto está disposta a gastar com educação? Quer estar envolvida na comunidade escolar?

A partir desse perfil – ou desses, já que é possível conversar com mais de uma persona, desde que a escola não se contradiga na tentativa de agradar a todos – produz-se o conteúdo que vai acompanhar a família (ou aquele responsável pela tomada de decisão final) da descoberta à compra.

A personalização envolve todo o processo! É preciso acompanhar qual conteúdo tem mais procura para oferecer mais daquele que agradar. Quais as temáticas mais pedidas pelo seu público – o que é mais curtido e compartilhado nas redes sociais? Quais formatos são mais populares: texto, áudio, imagem ou vídeo? Ficar atento aos indicadores garante que mais pessoas confiem na autoridade da sua instituição e, por consequência, permaneçam até o fim do ciclo de venda.

Por exemplo, vamos supor que a sua escola aposte no ensino de habilidades socioemocionais. O primeiro contato com os pais de seus futuros alunos seria um conteúdo amplo, que explicasse o que são habilidades socioemocionais ou as vantagens de trabalhá-las na infância – sem necessariamente tentar vender a escola nesse momento. Eles funcionam como atração.

Só então você passa a oferecer materiais específicos sobre a sua Instituição de Ensino, como histórias de sucesso de seus alunos ou um plano de aula que mostre como o professor desenvolveu determinadas competências. Lá no final do funil está o momento da venda, em que a escola vai entrar em contato com a família e agendar uma visita, discutir valores e assinar o contrato.

Essa abordagem na hora de vender uma matrícula também deve ser personalizada, embasada nas informações que você colheu ao longo de todo o relacionamento. Uma relação alinhada entre marketing e vendas em instituições de ensino é fundamental.

 

Personalização é uma tendência cujas possibilidades são potencializadas pela tecnologia digital. O uso de dados, longe de ser considerado uma tarefa chata e burocrática, pode trazer insights para que qualquer área – do processo de ensino-aprendizagem ao marketing educacional – fale com mais propriedade com seu público.

Ao personalizar os processos de comunicação da sua escola, tenha sempre em mente as características de quem a recebe, sejam eles família, responsáveis ou alunos, e qual necessidade (dor) deles você irá atender.

Finalmente, garanta que a personalização permeie cada uma das etapas do relacionamento: sentir-se conhecido, ouvido e considerado faz toda a diferença em uma época em que o mais comum é falar com massas – e isso vale dentro e fora da sala de aula!

Esse post foi escrito por Marcela Lorenzoni, da equipe de marketing da Geekie.

 

 

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