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Pesquisa: O peso dos diferentes fatores de rankeamento no Google

Afinal, o que faz com que um site seja bem posicionado no Google? Quais são os itens que pesam mais para uma página estar melhor no ranking do que outra? Em quais pontos minha empresa deve investir esforços para ter o resultado esperado? Há tanta informação disponível sobre o tema e tantos estudos em SEO direcionando para caminhos diferentes que é comum ficar sem saber exatamente por onde começar.

Para tentar entender quais são os principais itens que influenciam nos resultados de busca, a cada dois anos a Moz lança o Search Engine Ranking Factors. Baseado em uma análise feita pela empresa americana com diversos fatores, o material deste ano também traz gráficos com a opinião de 120 dos grandes nomes de marketing do mundo. A ideia desse post é apresentar os dados mais relevantes.

Pesquisa de correlação com os resultados

Uma das formas de analisar o peso de cada fator de rankeamento com a Moz foi fazer uma pesquisa de correlação, ou seja, identificar o quanto cada item tem uma relação forte com estar bem posicionado.

De acordo com a Moz, “esses fatores não são prova do que as ferramentas de busca usam para posicionar sites, mas mostram as características de páginas que tendem a ser melhor posicionadas”. Mais de 80 fatores, divididos em 10 categorias principais, foram analisados.

Veja os resultados completos da análise feita pela empresa no quadro abaixo:

Entenda cada uma das categorias:

Page Link Authority Feature: nessa categoria são considerados itens como a quantidade e a força de links que direcionam para a página, que estiveram entre os elementos mais importantes para o ranking.

Page Level Social Metrics: aqui foram considerados itens relacionados a mídias sociais. O Google+ se destacou como mais relevante que as demais redes.

Page Level Anchor Text: análises relacionadas ao texto-âncora em links recebidos pela página, com correspondência parcial ou exata à palavra-chave buscada.

Page Level Keyword Usage: uso de palavra-chave em partes do código HTML da página, como page title, headings, atributo Alt, etc.

Page Level Keyword Agnostic: elementos da página não relacionados ao uso de palavras-chave ou links, como comprimento da página e velocidade de carregamento. Alguns itens da categoria mostraram pouca relação com o ranking, chegando a ter pontuação negativa na análise.

Domain Link Authority Features: essa categoria representa métricas de links para o domínio, ou seja, o site como um todo ao invés da página específica. A diversidade de fontes (C-blocks, IPs, domínios) estão entre elementos importantes para o ranking.

Domain Level Anchor Text: relacionada a links com texto-âncora (com correspondência exata ou parcial) para quaisquer páginas do domínio.

Domain Level Keyword Usage: mede a influência do uso das palavras-chave em todo o domínio.

Domain Level Keyword Agnostic: itens relacionados ao domínio que vão além do uso de palavras-chave. Esses elementos não tiveram muita relevância na pesquisa. O item tamanho do domínio, por exemplo, pontuou -0.90 na escala de correlação.

Domain Level Brand Metrics: essa categoria avaliou a quantidade de menções do nome da marca no Fresh Web Explorer, ferramenta para pesquisa e comparação de menções e links, em um período de 30 dias.

Com quais fatores de rankeamento devo me preocupar?

A análise da Moz mostrou algo que sempre mencionamos na Resultados Digitais: a autoridade da página é um fator extremamente importante para ela estar bem posicionada no Google. Isso significa que é necessário investir em link building, ou seja, garantir que a página receba links de qualidade que “transfiram” força e credibilidade para ela perante o Google. Uma estratégia para conseguir links e ganhar autoridade é apostar na produção de conteúdo.

Um ponto positivo de produzir de conteúdo é receber links de forma orgânica, o que aumenta a chances de serem de qualidade e virem de sites relacionados à temática da empresa. Guest posts também são uma boa alternativa para trazer tráfego qualificado.

Outro meio de conseguir links para o site da empresa são as mídias sociais, que também se destacaram na análise. O  número de recomendações +1 do Google+ (equivalente aos Likes do Facebook) se mostrou um fator determinante para o ranking, seguido, não muito de longe, pela soma de compartilhamentos, Likes e comentários no Facebook.

Para ajudar com esse item, recomendamos o uso de botões de compartilhamento nas páginas para incentivar os usuários a espalhar os conteúdos que os interessam (como os que estão no canto superior esquerdo deste post). Essa “prova social” também ajuda a convencer outras pessoas que aquele conteúdo foi aprovado.

Alguns elementos on-Page também mostraram ter peso para o Google. De acordo com a análise, o uso de palavras-chave em itens como title tag, corpo do texto, meta description e no título <h1> ajudam no posicionamento. Por esse motivo, sempre recomendamos o preenchimento adequado desses campos.

Como a análise foi feita

Os dados foram coletados em julho de 2013 e incluíram apenas resultados de buscas nos Estados Unidos, na língua inglesa.

O primeiro passo foi montar uma lista de palavras-chave, que incluiu uma ampla variedade de temas e tipos de consultas. Para isso, foram usadas consultas sugeridas pelo Google Adwords, chegando a uma lista final de 14.641 consultas. O volume de pesquisa de cada palavra-chave também foi levado em conta na análise (foram escolhidas pesquisas com menos de mil a até mais de 1 milhão de buscas mensais).

Foram considerados os 50 primeiros resultados para cada consulta (feitas sem considerar fatores de localização e personalização). Todos os resultados não-web (imagens, news, etc) foram removidos, assim como todas as consultas que retornaram menos de 25 resultados, para garantir que as páginas de resultado tivessem dados suficientes para análise.

Na etapa seguinte, os resultados foram submetidos a ferramentas que avaliaram URL, texto-âncora, mídias sociais, elementos on-Page e domínio. O objetivo principal era elencar os fatores mais e menos influentes, ao mesmo tempo em que estimava a influência das diferentes categorias dos itens (aquelas 10 mencionadas acima). Os fatores que mais apareceram em páginas bem posicionadas foram considerados os mais relevantes para a ferramenta de busca.

Para determinar isso, foi considerada a porcentagem de resultados de toda a base que continha determinado fator, onde “conter” significa que o fator não é zero. Por exemplo, a relevância do uso de palavras-chave no título incluiu resultados que tiveram ao menos uma das palavras-chave presente nele.

Para garantir uma análise mais confiável, o coeficiente de correlação de pontos de Spearman foi aplicado, assim como desvios-padrão.

Pesquisa com os profissionais de marketing

Além da pesquisa de correlação, a Moz procuro entrevistar mais de 120 profissionais relevantes da área de marketing de busca que, a partir do feeling que eles têm em seus investimentos e resultados, indicaram suas percepções sobre o que funciona atualmente. Os entrevistados consideraram links recebidos pelo domínio e pela página como pontos mais importante para estar bem posicionado no ranking, com o uso de palavras-chave na sequência. Para a maioria dos 120 entrevistados, as mídias sociais não são um fator tão relevante. Veja no quadro abaixo quais os fatores que eles acreditam influenciar mais os resultados de buscas:


Veja ainda quais são os itens que os entrevistados consideram mais importantes em cada uma das categorias analisadas pela Moz.

E qual será o futuro das buscas?

O valor da página percebido pelos usuários é o item que mais deve ganhar peso nos próximos 12 meses, de acordo com os entrevistados. A influência do Google+ também deve crescer (assim como outros fatores sociais), e a usabilidade e o design também ficam entre as principais apostas dos profissionais:


A tendência é que os fatores de ranking estejam cada vez mais voltados para o usuário. Portanto, para estar bem posicionado, é preciso pensar nas pessoas, e não apenas nas ferramentas de busca.

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