Por que o marketing tradicional não funciona na Internet


Um dos erros que ocorrem com maior frequência nas empresas que iniciam suas ações no marketing digital é encará-lo da mesma forma que no marketing tradicional, tentando “empurrar” a mensagem do produto para o maior número de pessoas possíveis, estejam elas interessadas ou não.

As empresas agem assim porque esse é o ambiente em que os profissionais de hoje foram criados. Somos acostumados a enxergar o marketing dessa forma e, principalmente, tendemos a acreditar que ele é muito efetivo.

Esse modelo tradicional realmente deu muito certo por um bom tempo, fundada em uma premissa: a mensagem da empresa é apresentada através de interrupção. A propaganda na TV ou no rádio interrompe seu programa favorito. O anúncio na revista toma uma página e corta sua leitura. Os operadores de call-center interrompem os seus afazeres durante o dia. Até os entregadores de panfletos se aproveitam de uma interrupção no trânsito. E assim seguiríamos em diversos outros exemplos. Nesse modelo, quanto maior o número de pessoas alcançadas de uma só vez, mais cara é essa interrupção.

Nas mídias tradicionais, o alvo da ação – o consumidor – não tem o poder de não ser abordado pela propaganda. Se ele tivesse, a maioria optaria por não ser interrompido.

O problema com o marketing tradicional é que ele não vem acompanhando as mudanças de hábitos da população. Assim como as vendas locais e o contato de porta em porta foram superados pela propaganda quando as mídias de massa chegaram, esse modelo de marketing de interrupção foi ultrapassado e não faz sentido na Internet. Aqui as pessoas escolhem que conteúdo querem consumir, quando querem consumir e como querem consumir. Na Internet, é muito mais difícil para uma marca interromper alguém e chamar a sua atenção. Está cada vez mais caro e menos efetivo fazer marketing através apenas da compra de propaganda.

Assim, não cabe mais tentar interromper o seu público para transmitir sua mensagem. Na Internet é preciso criar conteúdo relevante e ser a Atração. Se seu site for somente mais um canal tentando “empurrar” o produto e não tiver relevância para o público, um único e rápido clique está sempre à disposição para quem quiser abandonar a sua página.

A vantagem disso tudo para as pequenas e médias empresas é que no marketing digital elas possuem todas as condições de brigar de igual para igual com as empresas grandes, diferentemente do que ocorre no marketing tradicional. Isso porque em época de mídias sociais, como já dissemos, quem manda não é mais o dinheiro, quem manda é a qualidade do seu conteúdo.

E você? Tem produzido conteúdo relevante para o seu público? Compartilhe conosco nos comentários.

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Categorias: Estratégia em Marketing Digital, Produção de conteúdo

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  • http://www.alterdatatecnolgia.com.br/blog Marcus

    Acabou a era dos MAD MAN, onde a via de comunicação era unilateral!

    Hoje a forma de se comunicar e muito mais pela receptividade do seu conteúdo, pois não adianta termos profissionais que pensem em ser a voz da marca.

    Uma coisa que se pode ser usada e as mídias de massa promover seu conteúdo on-line! Pois os 30′ ainda tem muito efeito na forma trazer mais usuários para suas ações.

  • Marcos

    Sem dúvida essa é a tendência. No entanto, como fazer é a questão. Falar de um produto e uma marca sem fazer publicidade é coisa difícil pois sempre que há uma notícia o sujeito não se preocupa muito em tomar decisões de compra.

    Um caminho poseria ser de, ao invés de falar do produto, contar uma experiência que ele trouxe diferente.

    Abs

    • http://twitter.com/andresiqueira André Siqueira

      Oi Marcos!

      Sua observação foi bem interessante. A gente tem falado mais sobre o “porquê” do que o “como” aqui no blog, mas vamos chegar lá.

      Não acredito que haja grandes problemas em citar o produto. O que não faz mais sentido é atuar em um blog ou mídia social como se atua nas mídias tradicionais: empurrando o produto, mostrando porque ele é melhor que a concorrência, etc.

      Se sua mensagem for relevante, não há problema em expor o produto.

      Exemplificando, a Gillette ensina a fazer a barba em um vídeo do Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=JWZdEbnWN8M

      Ela foi realmente útil para o usuário, é uma abordagem diferente da propaganda que eles costumam usar na TV por exemplo, com a mensagem de que as lâminas fazem um barbear mais rente e suave, vendendo claramente o produto.

      Mesmo para casos em que o produto não aparece claramente no post, vídeo, twitt ou que quer que seja, o potencial cliente já vai convivendo com a marca. Quando ele se depara com o produto, há aquele sentimento de familiaridade e confiança.

      Recomendo esse post que escrevi alguns dias, é complementar a este e dá mais algumas dicas sobre como fazer:
      http://sistemarketing.com.br/blog/conteudo-vale-mais-que-dinheiro-nas-midias-sociais/

      Abcs,

      André Siqueira
      SisteMarketing

  • http://www.saovicentedepauloaicnt.org.br Maria da Conceição Santos Soares

    Marcos,
    Concordo em tudo que você disse. Eu só uso o e-mail e também repasso alguns que recebo, quando os acho interessantes.
    Conceição

  • Pingback: Como desenvolver um aplicativo iPhone – Parte 2 – Conteúdo | Praesto Convergence

  • http://pulse.yahoo.com/_E2ICJ2YID7EM6UFLERJCM56IYE Marcelo – guroo

    Interessante o texto… realmente, temos sentido na pele esta mudaçna de cultura inclusive. Estamos lançando a plataforma social de eventos, o guroo, e estamos tendo que aprender com os erros de divulgação. Dia apoś dia a gente entende, refaz, planeja, altera nossa estratégia de publicidade e divulgação. http://www.guroo.com.br

  • marcilio guimaraes

    Só achei que o título está errado, talvez pra chamar a atenção. Isso tudo que foi falado trata-se de publicidade ou marketing 1.0 e nao de Marketing tradicional.

    • http://twitter.com/andresiqueira André Siqueira

      Obrigado pelo comentário, Marcilio.

      É só questão de nomeclatura mesmo. Chamamos de marketing tradicional porque é o modelo mais utilizado nas mídias tradicionais.

      Um abraço,

      André Siqueira
      Resultados Digitais

  • Denis

    A mídia tradicional ainda detém o poder, mas o artigo faz muito sentido, visto que esta ocorrendo uma mudança comportamental, mas mesmo na internet ainda há muita “intromissão” (banners invasivos, anúncios em lugares inusitados, e-mails, enfim) práticas antigas em um ambiente novo. Sinceramente me irrito com certas práticas na web…

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  • http://twitter.com/MauroLeray Mauro Leray

    Concordo com o Marcílio. Nota-se total falta de conhecimento sobre o real conceito de Marketing e acaba-se partindo do senso comum. É lógico que o marketing tradicional não se encaixa na internet. O modelo mais efetivo para este canal, por ora, continua sendo os 8 P’s do Conrado Adolpho. Mas Marketing não é apenas propaganda! Passa por fários fatores chaves como desenvolvimento de produtos, segmentação e clusterização, administração da demanda e dos ambientes de Marketing, gerenciamento de CVP, desenvolvimento de estratégias de diferenciação e posicionamento e etc. No Marketing, se cria, comunica e entrega bens, serviços ou idéias. Não pode-se tratá-lo apenas como a comunicação destes. Abraços.

    • http://twitter.com/andresiqueira André Siqueira

      Oi Mauro,

      Com certeza o Marketing vai muito além da propaganda e dá pra dizer inclusive que, diferentemente da publicidade, muitas das coisas que o marketing envolve tiveram pouquissimas modificações ao longo do tempo.

      No entanto, é muito comum no mercado de marketing digital falar de marketing tradicional como sendo a publicidade de antigamente. Não é a nomeclatura adequada, mas é utilizada e as pessoas entendem. Foi por esse motivo que usamos no post.

      Pode relevar e encarar como publicidade mesmo.

      Valeu pela participação!

      Abs

  • Guest

    Na verdade, eu não acho que seja assim. Na internet você pode ser interrompido sim. Muitos sites abrem pop-ups com propagandas, isso com certeza é uma interrupção, mesmo