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8 dicas de como usar o Storytelling na produção de conteúdo e na divulgação da sua Instituição de Ensino

Confira em 8 passos simples como criar um elo forte para mobilizar e inspirar alunos, pais, educadores e colaboradores de sua Instituição de Ensino!

Se você fosse um roteirista de Hollywood, como seriam os seus conteúdos? Com certeza recheados de boas histórias que motivam o coração das pessoas. Escrever dessa maneira é ter nas mãos um poder de conversar com o outro de uma forma muito significativa, que o atinja emocionalmente, convencendo-o a agir do jeito que você quer.

O storytelling é uma técnica que tem a capacidade de influenciar fortemente atitudes, desejos e valores. Os principais benefícios de usar storytelling em seu conteúdo são:

  • Inspirar pessoas no sentido de uma meta acordada
  • Explicar quem somos, de onde viemos e em que acreditamos
  • Estabelecer meta e visão de futuro
  • Estimular a inovação e a criatividade
  • Ensinar lições importantes
  • Mostrar soluções de problemas
  • Formar culturas e valores

Mas como encaixar o storytelling na estratégia de Marketing Digital de uma Instituição de Ensino? Muito do que uma IE precisa para atrair seus alunos em um mercado cada vez mais crescente é conseguir chamar a atenção, buscar meios de personalizar sua marca e lidar com a evasão.

O problema é que na prática, muitas Instituições de Ensino se esquecem de usar o poder do storytelling e caem na crise do imediatismo, competição obsessiva e escassez de tempo. Isso leva a uma relação com o mercado extremamente direta, fria e racional, que não funciona para todo tipo de público e muito menos para os objetivos esperados.

A educação conta com o valor da essência social e é isso que seu público procura. Os alunos querem saber como as Instituições de Ensino podem transformar positivamente suas vidas por meio do ensino, e contar histórias de alto impacto é uma forma de levar essa informação a eles.

Sendo assim, o storytelling pode ajudar muito na produção de conteúdo da sua Instituição de Ensino. Então, para contribuir com inspiração e técnica, separamos 8 passos de como criar um elo forte para mobilizar e inspirar alunos, pais, educadores e colaboradores.

1 – Entender o papel do protagonismo

O principal de uma história é o protagonismo. É preciso entender qual é a alma da sua história, a essência dela. Para isso, o protagonista de seu conteúdo deve ter uma imagem consistente e convincente, com problemas reais. Dessa forma a audiência se identificará com ele e validará o relato.

É preciso ter em mente que histórias são sobre princípios e que todo protagonista tem um desejo autêntico para criar uma conexão emocional com o público. E esse tipo de conexão pode ser com conteúdos em formato de um email, vídeo, uma carta ou um post.

Qualquer um pode ser o protagonista: funcionário, aluno, produto, curso ou a própria marca da Instituição de Ensino. Um bom exemplo de protagonismo é o Comercial da Universidad Cesar Vallejo:

2 – Trabalhar com as forças antagônicas

São aquelas que podem impedir o protagonista de conseguir seu desejo. É preciso mostrar que o potencial da sua Instituição de Ensino para o aluno em potencial é maior que qualquer força que seja um possível impedimento.

Ao preparar seu conteúdo, você deve estar ciente dos problemas que podem ser levantados pelo seu público como impedimentos. Por exemplo:

  • forças internas (medos, falta de capacidade, resistências);
  • forças pessoais (conflitos, dificuldades financeiras, falta de recursos);
  • forças externas (competidor, natureza, espaço, governo, preparação educacional).

3 – Fazer a pergunta certa

Fazer perguntas ajuda você a entender que caminho seguir na produção do seu conteúdo. Algumas delas podem ser:

  • O que minha Instituição de Ensino vende?
  • Quem escolhe minha IE quer qual resultado?
  • Qual é a mensagem principal?
  • Como esse público vai se conectar ao que estou contando?
  • O que significa a história?
  • Por que esse aluno precisa estar na minha Instituição de Ensino?
  • Quais resultados minha IE entrega?
  • Quais são os casos de sucesso da minha IE?
  • Quem são os professores da minha IE e qual a credibilidade deles?
  • O que é confiança para meus alunos?

Começar respondendo essas perguntas auxilia a organizar a linha racional do seu conteúdo e focar em outros aspectos da sua estratégia de Inbound Marketing, como a criação de personas e a evolução na jornada de compra de seus possíveis alunos.

4 – Surpreender

Incluir uma surpresa é um recurso que faz a audiência prestar atenção e permite ao cérebro liberar adrenalina, neurotransmissor responsável pela consolidação da memória. Ou seja, surpreender seus futuros alunos alimenta as expectativas deles em relação à sua Instituição de Ensino e faz com que procurem saber ainda mais sobre o que ela pode oferecer.

Confira o exemplo da UniCesumar EAD – Pôster Vozes:

5 – Falar a verdade

Não diga ao seu público-alvo que você segue x metodologia se na verdade segue a z. Não ofereça conteúdos sobre o uso de tendências tecnológicas na educação se ainda aplica modelos tradicionais de ensino. A mentira pode atrair em um primeiro instante, mas reverte negativamente a situação logo em seguida.

Use histórias reais e diga a verdade para que seus futuros alunos conheçam sua IE e se identifiquem com o que ela pode oferecer. Dessa forma, ao chegar à etapa de venda, você terá muito mais Leads qualificados e uma maior possibilidade de fechamento de matrículas.

6 – Usar o fator transformação

Uma história é feita de viradas. Essa estruturação deve conter um dilema que leve a uma crise, forçando a decisão, ação e resolução.

Por que alguém escolheria sua Instituição de Ensino? Qual problema evidente vocês conseguiriam ajudar a solucionar na vida dos alunos que escolheram sua IE?

7- Criar impacto visual

A narração da história pode assumir vários formatos e ser transmitida por diferentes canais. É fato que as pessoas correspondem mais aos estímulos visuais do que aos simples relatos escritos.

Cambridge usou animações gráficas e ilustrações para explicar como futuros alunos podem se aplicar na universidade.

8 – Mostrar dados

Que histórias os números da sua instituição carregam? Dados não movem pessoas. Dados só são importantes se estiverem dentro de um contexto, ou seja, se bem apresentados e inseridos dentro de uma boa estrutura narrativa e com visual que possa ajudar a audiência a reter a informação.

Outro exemplo de Cambridge, que usou essa técnica, mas com um visual e uma história bem estruturados.

Usando o Storytelling para diferentes tipos de Instituições de Ensino

Agora que você tem os elementos principais, confira algumas sugestões de como resolver as dores e desafios de seus futuros alunos no caso de sua Instituição de Ensino ser:

Escola de educação básica

Nessa IE o foco não são só os alunos, mas principalmente os pais. A palavra mestre na sua história é contar como sua escola pode transmitir confiança e segurança sobre o aprendizado que o aluno terá ao longo de muitos anos nessa fase de ensino.

A grande preocupação dos pais (os decisores) ao escolher um colégio é ter a certeza de que seu filho aprenderá muito além do que matérias básicas, que a escola proporcionará um aprendizado sobre ética, moral, cidadania, respeito e contribuirá para a formação da personalidade do aluno.

Outro ponto importante é aguçar o desejo de estar na escola, com uma infraestrutura adequada e moderna, atividades extracurriculares, segurança do local e currículo dos professores. Apresentar histórias reais de alunos faz com que sua instituição seja muito mais verdadeira.

Faculdade ou Universidade

Aqui já estamos falando direto com o aluno, a pessoa que vai decidir qual faculdade está dentro de suas expectativas e desejos. Uma ideia é apresentar em formato de vídeos as conquistas dos alunos e suas transformações dentro do campus e fora dele, no mercado de trabalho.

O aluno tem um grande desejo de transformação, ele entra de um jeito e sai de outro no último ano da universidade. Isso faz o futuro aluno querer entender como é essa trajetória, como ela pode realizar coisas dentro da sala de aula, como será essa transformação de fato.

A audiência também presta muito atenção nos prêmios, classificações e experiências dos professores.

Os exemplos acima da universidade de Cambridge são excelentes histórias, com todos os elementos de storytelling.

Para saber mais como o Marketing Digital pode ajudar sua Institução de Ensino Superior, leia o post “Como otimizar o processo seletivo de sua IES com Inbound Marketing”.

Cursos online

Nesse caso o público em questão são pessoas com necessidades específicas e algumas limitações. Geralmente são pessoas que buscam por qualidade, flexibilidade de tempo e investimento.

Muitas vezes o incidente provocador para realizar um estudo à distância pode ser a falta de algum conhecimento específico que o limita a crescer na carreira. Outro fator é a questão do tempo/deslocamento, o que torna esse formato de ensino muito mais atraente e de fácil acesso. Outro ponto que não podemos esquecer é a questão do valor do curso e o seu tempo de duração.

Aqui nossos protagonistas trabalham muito mais as forças antagônicas e limitações para conquistar seus objetivos. Use e abuse de histórias reais e de superações.

Estruturando seu roteiro ou conteúdo

Até aqui entendemos os elementos e as dores de cada público, bem como o que podemos usar de dados e fatos para cada num deles. Você deve estar se perguntando como organizar tudo isso, não é mesmo? Neste post, que mais virou um dossiê do storytelling educacional, vamos finalizar mostrando a estrutura básica e prática para organizar todo o seu conteúdo e ideias.

Os maiores apresentadores, roteiristas e contadores de histórias usam os 3 atos:

Ato 1 – início

Geralmente começa apresentando o personagem e seu contexto, dia a dia. Nesse ato existe um ponto de virada que é o incidente provocador, algo que deixa nossa persona em desequilíbrio, um desafio ou uma certa limitação para atingir seus objetivos.

Ato 2 – meio

O personagem encontra alguns empecilhos que podem afastá-lo de sua jornada. O meio é onde a trama toda se desenrola, onde encontramos todos os bons argumentos, desafios, superações, encontro de soluções. O ponto de virada é a solução e a retomada das forças do personagem.

Ato 3 – fim

Deixe para o final aquele momento que a audiência vai lembrar para sempre. O final contém a grande transformação, é onde o personagem aprendeu algo, mudou a sua vida, ou da empresa, da marca, dos funcionários, enfim, algo que a sua audiência queira muito. O final do conteúdo pode ser o começo de uma próxima história, uma continuidade, como se fosse uma série, isso fará a audiência se apegar ainda mais ao personagem.

Steve jobs sempre usava a estrutura de 3 atos: descrevia o problema, introduzia o herói e fechava com a resolução.

Essas são as nossas dicas para conteúdos valiosos e de alto impacto. Esperamos que você possa criar diferentes formas de contar como seus diferenciais podem mudar a vida de seus alunos.

Para complementar este post, baixe gratuitamente o eBook “Planejamento de Gestão e Marketing para Instituições de Ensino” para entender melhor como planejar as ações necessárias para encarar o novo cenário do mercado de educação, fortalecer a imagem de sua escola e superar a evasão.

Até a próxima história!

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