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Storytelling para ecommerce: como contar histórias e encantar a audiência

Uma história consistente, criada para o público certo e com a linguagem e elementos visuais corretos encantará o seu público.

Poucas coisas nesse mundo são mais poderosas do que as histórias e a força de saber contá-las do jeito certo. Isso se aplica aos livros, aos filmes, aos argumentos que utilizamos no dia a dia e também às marcas.

O storytelling infiltrou-se no mundo dos negócios para mostrar que tudo nessa vida depende da nossa capacidade de comunicação com o outro, da empatia, de entender quais são os problemas da perspectiva do cliente para só então resolvê-los da melhor forma. Quais histórias você tem contado no seu ecommerce?

Qual a voz do seu ecommerce?

Um processo que já é conhecido no Inbound Marketing é definir qual persona queremos trabalhar no ecommerce, ou seja, qual público queremos atingir. Entretanto, poucas vezes é feita uma análise anterior, a de posicionamento de marca como uma persona, com uma voz e comportamentos de uma pessoa real que pode e irá se relacionar com o público de forma direta.

Você sabe qual a voz do seu ecommerce? Que pessoa está contando sua história por você? Essa pessoa utiliza uma linguagem formal ou informal? É de qual sexo? Quais são seus principais hábitos? Como ela age quando precisa ajudar o outro?

Responder algumas destas questões pode ser a chave para agir de forma mais pessoal e humana com seu público. Só as marcas que criam uma relação verdadeira com seus clientes estarão ganhando lá na frente, e a melhor forma de criar uma relação com seu público é tratando sua marca como uma pessoa real.

Para quem você está contando sua história?

Quem é a persona do seu ecommerce? Ter um público bem definido vai ajudá-lo a determinar o tipo de conteúdo de que precisa para atingir seus objetivos, qual o tom e estilo do seu conteúdo, quais serão suas estratégias de marketing, de quais tópicos tratar, onde seu público procura informações e como quer consumi-las.

Lembrando que, em alguns ecommerces, quando existem públicos muito distintos para cada tipo de produto, será necessário focar em uma persona principal ou trabalhar somente com a persona de marca que tratamos no tópico anterior. Para definir sua persona você pode fazer as seguintes perguntas:

  • Quem é o seu potencial cliente? Pense em características físicas e psicológicas do responsável pela compra
  • Que tipo de assunto interessaria a ele sobre o seu setor?
  • Quais são as atividades mais comuns que ele realiza, tanto pessoal quanto profissionalmente?
  • Qual seu nível de instrução?
  • Que tipo de informações ele consome e em quais veículos?
  • Quais são seus objetivos, dificuldades e desafios?
  • No caso de produtos B2B, qual é o tipo de empresa que compra a sua solução? E qual o cargo de quem compra?
  • Quem influencia suas decisões?

Aqui você pode entender melhor como e por que criar uma persona para sua empresa.

Como contar sua história com storytelling no ecommerce

Lembra daquela vez em que você era criança e estava andando de bicicleta em volta da casa da sua avó, deslizou a roda da frente em uma pedra um pouco maior, caiu e ralou todo o joelho no asfalto? Aí você foi correndo e choramingando para dentro da casa e sua avó disse que a melhor coisa para curar aquela dor de uma vez por todas era uma mistura de álcool e ervas dentro de uma garrafa de refrigerante?

Você não queria por nada nesse mundo passar aquela mistura na sua perna porque sabia que ia arder. Mas aí sua avó contou a história de quando era menina e a mãe dela disse que aquelas ervas eram poderosas e podiam curar até dor de cabeça, e disse que em um dia ela ficou nova em folha depois de ter caído de uma árvore muito alta. Do jeito que sua avó contou a história e com todo o carinho que demonstrava, você passou a mistura. Doeu, doeu muito, mas em poucas horas você já estava agradecido em cima de sua bicicleta rodando pela rua.

Certo, talvez nada parecido com isso tenha acontecido com você. Mas não é incomum que as histórias nos convençam de usar, comprar, falar e participar de situações pelo mundo. No ecommerce, isso pode funcionar de forma parecida. Você pode contar sua história a partir de suas raízes, de como começou a loja, de qual sua proposição com ela. Você também pode ser visto pelos valores que preza, pela ideia que quer vender, por suas metas ou visões de futuro, por sua cultura ou valores.

Seu ecommerce deve ser a extensão da história que você escolheu transmitir, misturando produtos e serviços com estilo de vida, senso de humor e desenvoltura. Nesse sentido, o blog para ecommerce pode funcionar como um diário de sua marca, como uma forma pessoal de falar sobre seus interesses e conversar com intimidade com o público, assim como sua avó conversava com você.

Nesse processo, você precisará criar vídeos e utilizar imagens com o mesmo propósito. Com um design efetivo, reviews de clientes, imagens de qualidade, vídeos de produto e Calls-to-Action convidando seu público a participar da sua história, seu trabalho está feito.

E tudo isso ainda pode ser feito escolhendo as palavras-chave relacionadas com o seu negócio, que têm um bom rankeamento e número de buscas mensais. O planejador de palavras-chave do Google já pode ser uma ferramenta suficiente para que você analise o que está sendo buscado em relação aos seus produtos e encaixe essas palavras na sua história.

Como ser consistente em todos os canais

E ainda tem o último detalhe do storytelling: a consistência. Assim como podemos reconhecer o trabalho de alguém nas palavras que a pessoa usa ou nos elementos visuais, a marca e a história escolhida para ela precisa ter essa consistência em todos os canais e momentos.

Ou seja, não importa se os funcionários internos de seu ecommerce mudaram, você trocou de agência digital ou contratou uma nova equipe de comunicação: é preciso saber como mover de um posicionamento para outro com consistência. Se a estratégia já está funcionando, isso é ainda mais importante.

Utilize o mesmo tom de voz em todos os canais: redes sociais, blog, YouTube e páginas do ecommerce. Tenha uniformidade em suas imagens e abordagens de conteúdo. A consequência: clientes que realmente se importam com sua marca.

Construir uma história com paixão, motivação e consistência gera conexão com seus consumidores, mas é preciso acertar a mão. Se você conseguir fazer parte da vida das pessoas, você passará a existir de verdade.

Esse guest post foi escrito por Rodrigo Martucci, da Nação Digital.

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