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O Rei Leão: 5 lições de marketing que você pode aprender com o clássico da Disney 🐾

O Rei Leão nos ensina muito sobre liderança, responsabilidade e… Marketing! Confira neste post 5 aprendizados retirados do filme

Em 2019, O Rei Leão está completando 25 anos. Para celebrar esse aniversário, a Disney lançou um remake do filme que marcou gerações: o melhor presente para quem, assim como eu, é fã de carteirinha deste clássico.

A versão digitalizada da animação foi ao ar no dia 18 de julho e já está próxima de chegar a marca de 1 bilhão de dólares em faturamento. Desta cifra, US$ 350 milhões foram arrecadados nos Estados Unidos, e US$ 611 milhões são provenientes da soma das bilheterias de outros países.

O sucesso do filme não é à toa. Com uma trama 100% original, O Rei Leão conquistou públicos das mais diversas idades e de todas as partes do mundo. A história nos ensina muito sobre liderança, responsabilidade e lealdade. 

Particularmente, eu tirei muitas lições dessa trama para a vida (e acredito que você também). Mas, desta vez, ao assistir o filme com os olhos de quem sou hoje como profissional, consegui também reunir alguns aprendizados sobre marketing e negócios. E nos próximos parágrafos quero compartilhá-los com você!

Vamos lá?

Raio X: Gestão das Agências de Marketing no Brasil

Uma viagem etnográfica pelo interior das agências

#1: Muitas vezes já temos um conteúdo de sucesso em mãos, só precisamos renová-lo

A primeira e mais óbvia lição que tirei do filme é aproveitar os materiais que você já tem. Essa é a alma da estratégia de live-actions que vem sendo utilizada pela Disney, que só em 2019 já lançou três remakes de sucesso (Dumbo, Aladdin, e O Rei Leão). Ainda estamos em julho e a empresa já registrou o seu melhor ano em termos de arrecadação nas bilheterias.

Ao invés de despender tempo apenas criando novas histórias do zero, a empresa tem se dedicado à recriar versões digitalizadas de animações já lançadas. Após o grande sucesso de A Bela e a Fera, Cinderela, Alice no País das Maravilhas, e Mogli – O Menino Lobo, a companhia decidiu continuar por esse caminho.

O legal dessa estratégia é que é possível adicionar novos recursos e aprimorar o conteúdo que já foi criado. Por exemplo, no caso da Disney, as novas versões dos filmes contam com atores de carne e osso, trilhas sonoras especiais reproduzidas ou criadas por grandes artistas da atualidade e recursos de computação gráfica que, quando associados à nostalgia das versões animadas, agregam ainda mais valor aos filmes. 

A mesma ideia pode ser aplicada aos conteúdos desenvolvidos pelo time de Marketing da sua agência. Sabe aquele título que poderia ser mais assertivo? As táticas de SEO que podem ser atualizadas? Ou ainda novos parágrafos e conteúdos que podem ser adicionados? Essa é uma ótima chance de colocar tudo isso em prática. Muitas vezes já temos um material vencedor em mãos, só precisamos aprimorá-lo e otimizá-lo.

#2: Para saber para onde vamos, precisamos constantemente nos lembrar de quem somos

Em uma das passagens mais emocionantes do filme, Simba olha para si mesmo através de uma lagoa e vê o reflexo de seu pai. Mufasa, então, tem uma séria conversa com ele.

Com este diálogo, Simba percebe que estava perdido há muito tempo e que era hora de assumir o seu papel no Círculo da Vida. A partir disso, o jovem leão decide retornar para a casa e salvar o reino das garras de Scar. Durante os desafios ao longo do caminho, Simba se agarra às palavras do pai: “remember who you are”.

Saber quem você é e ser fiel a você mesmo é importantíssimo no âmbito pessoal, mas nos negócios não é diferente. Ter uma identidade forte é o que te motivará e ajudará a superar as adversidades nos dias difíceis. 

Mas o que eu quero dizer com ter uma identidade? Quando estamos falando de agências, esse conceito pode se desdobrar, de maneira geral, em duas ações:

  1. Ter missão, visão, valores e posicionamento bem definidos. Esses pilares são a base de sustentação do seu modelo de negócios e de engajamento da sua equipe.
  2. Possuir uma boa estratégia de Branding.

O grande objetivo do Branding é fazer com que o público se conecte com a sua marca, fazendo com que ela se torne memorável para o consumidor. Aqui entram atividades como:

  • Definir planos de ação para se trabalhar os valores da agência em storytelling
  • Design e identidade visual
  • Estratégias de Branded content e marketing de conteúdo

Todos esses pontos são importantes para direcionar as suas ações de marketing. E, mais do que isso, são fundamentais para construir uma marca sólida e única.

#3: Não adianta correr atrás de hienas, se queremos leões: precisamos entender nosso público-alvo

Por muito tempo a definição de público-alvo foi o passo número 1 das estratégias de marketing. Porém, com a nova dinâmica de vendas da era digital e com as mudanças no comportamento do consumidor, novas práticas de segmentação se tornaram necessárias. É preciso sair da superfície e entender a fundo quem é um consumidor em potencial do seu produto ou serviço. 

É nesse cenário que surgem novos conceitos como Perfil de Cliente Ideal e Buyer Personas (ou somente personas). A seguir você entenderá melhor como todas essas definições se encaixam.

Tudo isso que o sol toca é o seu público-alvo. Como você pode ver, ele é muito vasto. Mas será que cada um dos animais desta savana é realmente uma oportunidade de negócio para a sua agência? Uma coisa é certa: você não conseguirá correr por todo esse espaço sozinho para descobrir. Quer dizer, isso é até possível, mas pouco viável. 

O ideal em uma estratégia digital é que o seu público te encontre e venha até você, e não o contrário. É por isso que o primeiro passo de um bom plano de Marketing Digital é a definição do seu ICP (Ideal Customer Profile). Você precisa definir qual é o perfil de cliente que tem sinergia e capacidade de investimento para a sua proposta de valor. Essa é uma segmentação que surge dentro do seu público-alvo.

Lembrando que o ICP é o cliente que você quer conquistar. Ele deve conter dados como: segmento de atuação, porte e localização da empresa ideal, ticket médio, estrutura de equipe, e maturidade digital. Um bom parâmetro para construí-lo é a sua carteira de clientes atual, avaliando quais perfis você gostaria de prospectar mais e quais são aqueles que você poderia descartar. 

Em seguida, é hora de você criar as suas personas. Elas são perfis semi-fictícios que representam o seu consumidor ideal, e são o norte que guiará as suas ações de marketing. As personas tem como base o seu ICP, mas elas vão além ao trazer características psicológicas e pessoais, como: idade, cargo, crenças, hobbies, hábitos, desafios, estilo de vida, quais tecnologia e mídias utilizam, etc.

Cuidado com o cemitério de elefantes!

Sabe aquele lugar escuro que fica além das fronteiras? Mufasa alertou Simba para não ir lá, não por acaso. 

rei leão

Você deve focar no público que representa os clientes que você quer ter. Se você ultrapassar os limites desse grupo, as chances de você esgotar os seus recursos em vão e colocar o seu negócio em risco são enormes. 

Caso você vá ao cemitério de elefantes, pode até ser que você consiga algumas parcerias e contratos por um tempo. Mas será que a longo prazo eles serão sustentáveis para o seu negócio? 

Scar nos mostrou bem que não. O vilão até conseguiu chegar ao topo e se tornar rei, mas não com o apoio e as alianças certas. O resultado? Um governo efêmero e cheio de mazelas. A alcateia, que era o público que ele queria conquistar, nunca comprou suas ideias de fato.

Por isso, não deixe de pensar muito bem nas suas segmentações. Com elas, as suas estratégias de marketing e os seus planos de ação podem ser mais bem planejados e, consequentemente, trazer resultados reais e duradouros para a sua agência. 😉

#4: O ciclo de vendas é constante e nosso trabalho não acaba quando pensamos que acabou

Se tem uma coisa que aprendemos com O Rei Leão é que a vida é um ciclo sem fim. A natureza nunca para. Enquanto uns morrem, outros nascem, e todos nós estamos equilibradamente conectados pelo grande círculo da vida.

rei leão

Com o ciclo de vendas, a história é parecida. Se você pensa que o seu trabalho acaba na geração de leads ou no fechamento de um novo contrato, você está muito enganado. O ciclo não se encerra com uma conversão ou com uma venda.

Um grande erro das agências é achar que cada profissional ou área atuam de maneira individual, quando na verdade eles são todos parte de um todo. É preciso ter consciência de que os trabalhos de cada um impactam uns aos outros. Por exemplo: um usuário que se converte em Lead, depois se transforma em MQL (Marketing qualified Lead) e, por fim, se torna um SQL (Sales qualified Lead). Os times de marketing e vendas estão profundamente conectados para realizar essas entregas. 

Muitas vezes as metas e prioridades de cada área são conflitantes, mas é preciso ter em mente que todos estão trabalhando por um objetivo maior: o de conduzir os prospects por todas as etapas do funil de vendas da maneira mais natural possível. E não para por aí: o trabalho continua mesmo após a consolidação da venda. 

A imagem do funil geralmente passa a ideia de que o fechamento do contrato é a etapa final, mas isso não é real. Na verdade, a etapa posterior e incessante que o funil não mostra é tão importante quanto (ou mais!) que as etapas anteriores, pois é nesse momento que os negócios devem trabalhar para fidelizar e reter os clientes. E essa é uma função que pode ser co-criada por mais de um segmento da agência

Então, não pense que o trabalho do marketing se restringe à geração de novas oportunidades. Também é função da área criar um bom relacionamento com os clientes e nutri-lo constantemente. Se quiser saber que ações realizar nesse estágio, confira nosso post sobre Marketing de Relacionamento.

#5: Não precisamos trabalhar mais, precisamos trabalhar melhor

“Em matéria de cérebro, eu tenho a herança dos leões. Mas em matéria de força bruta, eu receio não ser um bom representante da espécie.” Confesso que eu não queria criar um tópico usando como base o vilão do filme neste texto. Mas, não posso negar que Scar nos ensina uma lição valiosa: a inteligência importa mais do que a força física.

Mas trazendo isso para o contexto de agências, o que eu quero dizer?

Simples: você precisa de bons talentos e de ferramentas para otimizar o seu trabalho. 

Trabalhar com Marketing Digital não é fácil. É preciso muito trabalho braçal para criar artes, desenvolver Landing Pages, produzir conteúdos, criar fluxos de Email Marketing, otimizar as páginas para os motores de busca do Google, e por aí vai. Todas essas atividades são importantes, mas correm o risco de comprometer o tempo disponível que você tem para desenvolver estratégias e pensar em planos de ação.

Em um ambiente extremamente dinâmico e que, muitas vezes, conta com uma equipe enxuta como o das agências, equilibrar todas essas atividades se torna ainda mais desafiador. É por isso que se faz necessário um time de verdadeiros talentos e a implementação de soluções que facilitem esse fluxo de trabalho. 

Na maioria das vezes, você não precisa de mais braço, mas sim de ferramentas inteligentes que otimizem a carga operacional. Nesse sentido, softwares de automação de marketing, CRM, soluções de business intelligence e plataformas de gerenciamento de projetos podem ser de grande ajuda. 

Bônus: Hakuna Matata!

Achou mesmo que eu não ia falar de Timão e Pumba neste post? Achou errado!

o rei leão

Essa dupla tão querida ensinou não só Simba, mas todos nós a levar a vida de maneira mais leve com o mantra hakuna matata.

É claro que você não pode simplesmente ignorar os problemas da sua agência, não me entenda mal. Mas o que você pode (e deve fazer) é proporcionar um ambiente de trabalho agradável e leve para a sua equipe. 

E quando os problema surgirem, calma! Não há problema tão grande que um time qualificado não possa resolver. Conte com os seus colegas quando estiver em apuros.

Trabalhar é importante e atingir metas é vital para qualquer negócio, só não esqueça de se divertir no caminho. 😎

 

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