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De agência digital a agência de resultados: como sair da mesmice e se tornar estratégico para os clientes

A velocidade das mudanças no mercado digital está obrigando as agências digitais a se reinventarem como modelo de negócio. A sua agência está preparada?

Não é segredo para ninguém que a pandemia acelerou a migração do off para o digital. Mas mesmo antes desse movimento, o mercado já estava passando por mudanças que estão obrigando as próprias agências digitais a reinventarem seus modelos de negócios. 

Criar sites, gerir redes sociais e criar uma presença digital “só por criar” não é mais o foco. Hoje, saem na frente as agências que geram vendas para os clientes. Simples assim. 

Especialmente em momentos como o que estamos vivendo, não há mais espaço para o marketing ineficiente. Se o ROI não se comprova, o investimento é cortado. Por isso, é fundamental que as agências reflitam e ofereçam serviços que a tornem, de fato, um parceiro de negócios dos clientes

Sem dúvidas, as condições são propícias para o surgimento de cada vez mais agências digitais. Mas você não quer ser só mais uma dentre elas, certo? 

Então continue lendo este artigo e descubra como dar os próximos passos.

Qual é a principal diferença de uma agência digital para uma comum?

Uma agência digital é especializada em internet. Isso significa que ela vai focar suas estratégias e conhecimento no ambiente virtual. E o grande benefício disso é a expertise — um diferencial enorme para quem quer uma presença virtual de impacto.

Até há poucos anos, o mercado era composto por muitas agências especialistas (agências focadas em mídias sociais, agências focadas em Google AdWords, agências focadas em SEO) e poucas grandes agências Full Service, com equipe e estrutura para atender várias áreas do digital numa empresa só.

O cenário atual, no entanto, caminha cada vez mais para agências digitais multi-tarefas. Esses negócios devem ser capazes de centralizar o atendimento a todas as necessidades do cliente num só fornecedor. Isso porque o digital é um ambiente complexo e multidisciplinar, e muitos clientes não querem ou não tem tempo suficiente para aprendê-lo, buscando portanto uma agência capaz de absorver toda essa complexidade.

Para ser uma agência digital de destaque, ter sucesso no modelo de negócio e ser uma empresa lucrativa, as agências precisam gerar valor para o cliente. E este valor é percebido na geração de demanda. Criar marca é importante, manter o relacionamento é fundamental, mas o que o cliente vai cobrar, no fim das contas, é o aumento nas vendas.

Por isso, é preciso definir qual tipo de agência você quer ser, e como quer gerar valor para os seus clientes.

Para que você possa entender onde está antes de dar os próximos passos,entenda a seguir como o mercado de agências digitais mudou nos últimos anos.

A primeira década digital: Criação de Sites e geração de tráfego

A mentalidade que reinava no mercado até alguns poucos anos atrás era focada em geração de tráfego: fosse através do Google, de redes sociais, de email ou de qualquer outro canal. O foco era atrair visitas para os sites. O principal KPI do mercado era a visitação, e ninguém media com profundidade as taxas de conversão, ou se preocupava com o quanto estas visitas se tornavam clientes das empresas.

Em poucos anos, o Facebook veio e se tornou um dos maiores hubs da internet. Um mundo dentro dele mesmo, capaz de reter usuários por horas a fio, fagocitando outras redes sociais de forma arrebatadora. O Orkut, que reinou durante anos no Brasil, viu uma massa de usuários migrarem para o Facebook em apenas um ano. 

Há alguns anos, quando parou de exibir vídeos do Youtube, o Facebook se tornou em poucas semanas a maior plataforma de vídeos da internet. Agora já é possível ver vídeos do Youtube novamente, mas com alcance menor. A cada grande mudança na forma como o Facebook funciona, é preciso adaptar as táticas do dia a dia.

Paralelamente, o Google conseguiu criar algoritmos tão específicos e precisos, que fez com que o SEO se transformasse rapidamente de um “jogo de conseguir links” para uma prática de criação de conteúdo relevante e disseminação desse conteúdo em sites relevantes. O velho link building passou a ser mais arriscado, e muitos sites perderam tráfego valioso abusando da criação de links. Muitos nunca o recuperaram. 

Após anos tentando aculturar o mercado, foi só com grandes mudanças grandes em seu funcionamento – apelidadas de Panda, Pinguim e outros nomes curiosos – que o Google conseguiu forçar o mercado a tomar um caminho mais relevante, que tivesse foco em gerar valor para os clientes ao invés de buscar cegamente por posições na busca.

O email marketing, relegado ao segundo plano frente a outras estratégias de aquisição de tráfego, voltou para a vitrine da alta relevância também.

Sem que quase ninguém notasse, após o surgimento dos smartphones em 2007 e dos tablets em 2010, duas grandes inovações da Apple, o tráfego na internet feito por pessoas que não estão sentadas à frente de um computador (ou usando um notebook) começou a ganhar relevância rapidamente. Hoje, estima-se que 20% do tráfego em sites vem de dispositivos móveis.

E o que tudo isso tem haver com o negócio de uma agência digital? Tudo!

Enquanto o comportamento dos usuários mudava rapidamente, a maior parte dos profissionais continuava a fazer o que sempre fez: gerar audiência.

Mudança de paradigma: Geração de negócios

Segundo o Empresômetro, existem mais de 17 milhões de empresas no Brasil, sendo cerca de 8 milhões delas micro ou pequenas empresas. Mas o Registro.br tem apenas 3,7 milhões de domínios registrados. Isso mostra que a imensa maioria das empresas mal tem um domínio registrado. A oportunidade é evidente.

Enquanto grande parte das empresas mal tem o próprio domínio registrado, aquelas que já estão online em geral estão subutilizando os recursos disponíveis. A maior parte delas, inclusive, mal sabe que estes recursos existem.

O que o mercado está começando a buscar hoje são agências capazes de traçar estratégias baseadas em números. Isso, em alguns mercados, é chamado de “Marketing de Performance”: a remuneração acontece baseada nos resultados alcançados. Enquanto a performance é bem percebida em alguns segmentos, como no ecommerce, em outros é um grande tabu.

Com estruturas pequenas e enxutas, a maioria das cerca de 4.000 agências digitais existentes no país não tem condições de ter um profissional exclusivamente dedicado a métricas. Além disso, também faltam no mercado especialistas em ferramentas de análise de dados, tornando ingrata a tarefa de medir todas as ações e demonstrar com simplicidade e clareza quais resultados o trabalho com Marketing Digital está gerando.

É aí que entram as ferramentas de integração e automação de marketing. Ao facilitar o trabalho de mensuração dos dados, coleta de informações e monitoramento das principais redes sociais, essas ferramentas se tornaram grandes aliadas das agências digitais, automatizando parte das demandas e criando possibilidades de trabalho até então muito complexas de se executar de forma independente e viável.

Se antes era necessário fazer todo o trabalho de SEO, de mídias sociais e de email marketing de forma independente (e muitas vezes desvinculada), hoje é possível integrar todas estas iniciativas numa só ferramenta.

Esta integração permite às agências manter o foco naquilo que mais interessa ao cliente: aumentar as vendas. Sabendo como cada etapa do trabalho está funcionando, e tendo controle de quais são os canais que mais geram tráfego, quais geram mais Leads e quais geram mais conversões (informações de Bussiness Intelligence), as agências digitais podem otimizar os recursos que utilizam, gerar mais valor e mostrar números mais precisos para os clientes.

Quando comecei a trabalhar neste formato dentro da minha agência, vi meus clientes muito mais seguros em relação ao nosso trabalho, e pude provar, usando números, que o nosso trabalho estava dando resultados. O que antes era uma percepção subjetiva, baseado no tráfego gerado e no número de contatos que o site gerava, passou a ser muito mais abrangente e medido através de um funil, perceptível numericamente para o cliente. (Rafael Rez, Diretor da Web Estratégica)

De agência de Marketing Digital a agência de resultados

Antes de iniciar qualquer projeto de Marketing Digital para um cliente, é fundamental que a sua agência já tenha definido:

  • Quais são os KPI’s importantes para o cliente
  • Quais serão as métricas de sucesso a serem acompanhadas
  • E como a equipe de vendas do cliente irá interagir com as ações de marketing (falamos sobre isso neste webinar).

Somente assim você poderá focar seus esforços em ações que dão resultados, mostrar esses resultados para o cliente e trabalhar de forma objetiva.

Este posicionamento é o que pode salvar a sua e muitas outras agências digitais da “mesmice”, ajudando a gerar negócios ao invés de apenas gerar tráfego. Muita gente que hoje apenas alimenta redes sociais, escreve em blogs ou otimiza sites poderia expandir horizontes e fazer muito mais.

E quando falamos em fazer mais, estamos falando de Inbound Marketing. 

Inbound Marketing: Como essa metodologia difere do Marketing Digital e pode ajudar sua agência a ir além

O Marketing Digital envolve o plano de ação e as táticas utilizadas por um negócio para se comunicar online. Costuma ser cuidado exclusivamente pela equipe de marketing da agência ou pelo marketing interno da própria empresa, e nem sempre tem o mesmo foco do Inbound.

Já quando falamos em Inbound Marketing, estamos nos referindo a uma estratégia de mercado. Essa estratégia é alinhada pela gestão da empresa, e é 100% focada na captação de Leads para aumento das vendas. Não é à toa que dentro do Inbound, times de Marketing e Vendas devem estar alinhados.

Quando uma agência oferece serviços de Inbound, ela está oferecendo serviços de Marketing Digital integrados. Há uma sinergia entre os canais de aquisição, comunicação e produção de conteúdo para que se gere resultados reais, que impactem diretamente na lucratividade do negócio. Prestar serviços integrados é extremamente importante pois torna a proposta mais clara ao cliente, e valoriza o contrato firmado com a agência.

Lembre-se: o cliente não quer saber quantas postagens nas redes sociais, eBooks ou Landing Pages sua agência vai produzir. Ele quer saber qual será o impacto do investimento na agência em seu negócio. E no Inbound você pode provar esses resultados por A + B, desde que a estratégia seja bem elaborada.

Para saber como começar a trabalhar com Inbound e se destacar, preencha os dados abaixo e assista o webinar que fizemos sobre o assunto.

Inbound Marketing: Veja como fazer a sua agência crescer com esse serviço

E aí, que tipo de agência digital você quer ser?

A oportunidade está aberta, existem milhões de empresas no mercado sem saber como usar a internet em seus negócios. Uma agência digital bem posicionada pode ser uma empresa de sucesso utilizando as ferramentas certas.

Na RD, temos um programa de parceria direcionado para agências e consultorias de marketing que desejam gerar resultados reais para os clientes. Ao fazer parte, você terá todo o suporte para implementar estratégias de Inbound não só para os clientes, como para a sua própria agência, se tornando seu próprio case de sucesso.

Quer saber mais? Agende agora mesmo uma conversa com um de nossos consultores!

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Comentários

5 comentários

  1. Adriano Foss

    Há tempos não lia um artigo tão objetivo e enriquecedor. Infelizmente a web está cheia de blogs que só enchem linguiça e comentam sobre “a importância das coisas”, “de fazer as coisas”, sem entregar as informações prometidas em seus ganchos e chamadas. Rafael, você é o cara! E não é por acaso! Parabéns fera!

  2. Paola Faria

    Muito legal 🙂

  3. AlanNicolasSouza

    Parabéns Rafael! Artigo excepcional!

  4. Wesllen Makel

    É uma grande verdade Rafael, as oportunidades estão abertas… Porém! Exige muito trabalho. Obrigado, seu artigo foi muito enriquecedor.

  5. Adm Anwar Hamud

    Parabéns!! Rafael, Artigo muito bom!