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Censo de Agências 2019: Os erros e acertos dos negócios que cresceram no ano

A Operand fez uma pesquisa com diversas agências do mercado e mapeou algumas ações que contribuíram para o crescimento (ou não!) desses negócios. Confira:

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À medida que a tecnologia evolui, o mercado de comunicação também busca se reinventar. Em um cenário repleto de novas tendências, ferramentas disruptivas e possibilidades, as agências de publicidade têm o desafio de conquistar um ritmo constante de crescimento.  A boa notícia é que muitas delas têm tido sucesso. Isso é o que mostra o Censo de Agências 2019, levantamento feito pela Operand com o apoio de parceiros.

De acordo com a pesquisa, um número expressivo de agências sinalizou que o saldo financeiro aumentou em relação ao ano anterior.

Isso quer dizer que, mesmo em um contexto altamente competitivo e influenciado por diferentes variáveis, é possível, sim, se destacar.

Quer entender quais fatores foram determinantes para o crescimento, bem como aqueles que funcionam como empecilhos? Então, confira os erros e acertos das agências e saiba como você pode ser mais assertivo!

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O que essas agências têm feito para crescer?

#1 Gestores priorizam o gerenciamento da agência

Essa é uma prática positiva empreendida pelos gestores que veem sua agência crescer. Hoje, 38% das agências que disseram que o faturamento aumentou em relação ao ano anterior afirmam que o gestor dedica muito tempo à gestão do próprio negócio. É por isso que a agência avança.

Quando o CEO dedica seus esforços para a administração do negócio, ele ganha condições de executar as  tarefas que devem ser feitas, preferencialmente, por ele, a exemplo das negociações e do relacionamento com os clientes.

Em contrapartida, os gestores que ainda não conseguem priorizar as atividades gerenciais são maioria:

#2 Medidas claras são adotadas para minimizar impactos negativos da instabilidade econômica

Aos poucos, o Brasil dá passos mais largos rumo à conquista de um cenário econômico mais estável, que deve levar à retomada do crescimento do país. As projeções, inclusive, sustentam essa expectativa. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) prevê um crescimento de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB), para 2019.

No entanto, enquanto isso não se confirma, as agências buscam alternativas para se manter firmes, têm tido sucesso.

Dentre as agências pesquisadas, para mitigar os possíveis impactos da crise política-econômica:

  • 48,6% optaram por aumentar a força de prospecção;
  • 22,8% tentaram criar outras alternativas de receita;
  • 8,4% reduziram o quadro de colaboradores;
  • 11,7% declararam que raramente são impactados por esses momentos; e
  • 4,0 % reduziram os valores dos serviços.

Observe que a maior parte das agências que obtiveram aumento de faturamento optaram por caminhos criativos e inteligentes: potencializar a força e ampliar o leque de serviços. Ou seja, ações que não provocaram mudanças na estrutura nem na precificação da agência, mas mesmo assim a mantiveram de pé.

De todo modo, a eficácia das estratégias adotadas para a sustentabilidade da empresa é o que realmente importa. Fundamental mesmo é sobreviver a crise.

#3 Priorizam investimento em gestão interna e nas pessoas

Se manter competitivo em um cenário de instabilidade não é o único desafio. Priorizar a melhoria contínua dos processos e investir nas pessoas também é uma ação que as agências precisam realizar para se destacar.

E é essa a postura que os gestores de sucesso vêm assumindo: fazer o que for necessário para driblar as dificuldades relacionadas às áreas administrativa, financeira, processuais e de pessoas.

Como o gráfico a seguir mostra, a maioria dos CEOs pretende encarar os desafios de frente com ações efetivas:

#4 Usam o Fee Mensal como modelo de gestão de atividades

O Fee Mensal fixo se destaca como o modelo de contrato mais usado e não é à toa. É o mais interessante tanto para a agência quanto para o cliente porque traz uma série de benefícios:

  • Relação de maior longevidade entre cliente e agência;
  • Possibilidade de apresentar relatórios e mostrar os resultados conquistados;
  • Previsibilidade financeira para a agência;
  • Possibilidade de atender vários projetos do cliente e montar um portfólio de resultados e aprendizados ao fim do contrato.
  • Torna tangível para o cliente o retorno do seu investimento.

De acordo com o Censo Agências 2019, nas agências grandes e médias da capital, 65,8% usam esse modelo, enquanto nas agências do mesmo porte do interior 81% são adeptas do Fee Mensal.

Nas agência pequenas da capital e do interior, a mesma tendência se confirma, respectivamente, com: 64,9% e 73,9% delas usando esse modelo de contrato.

Lembrando que estes dados são referentes às agências que falaram que obtiveram aumento no faturamento em relação ao ano de 2017, não englobando aquelas que falaram que o faturamento permaneceu igual ou diminuiu. Afinal, nos interessa saber o que está fazendo quem cresceu, certo?

Mas, o que está impedindo o crescimento das agências?

#1 Ausência de ações de retenção de clientes

Sempre imersos nos vários processos da rotina da agência, profissionais e gestores não conseguem reservar um tempo para relacionamento e fidelização de clientes. Os dados do Censo Agências 2019 indicam que boa parte das agências 59,6% na capital e 56,3% no interior – de pequeno porte dedicam-se pouco ou não realizam ações de retenção de clientes.

Nas agências de médio e grande porte, o cenário é um pouco diferente. Na capital e no interior, respectivamente, a frequência de iniciativas de fidelização alta e média é de 39,1% e 50% das agências.

#2 Não apresentar aos clientes o valor agregado dos jobs

As agências voltam a maior parte dos seus recursos para os processos de criação e produção. Nesse movimento, acabam esquecendo que o trabalho não termina com a entrega da peça.

Para que o cliente perceba o valor do serviço prestado é fundamental apresentar indicadores claros, permitindo a mensuração dos resultados obtidos com a estratégia de marketing.

Quando as agências deixam de priorizar esta etapa, elas perdem o cliente. Essa é a razão número 1 no ranking dos motivos de cancelamento de contrato do Censo Agências 2019.

#3 Dificuldade de avaliar a rentabilidade de um job

Se o gestor deixa de mensurar o retorno financeiro dos jobs e campanhas, ele pode perder o controle da rentabilidade e da lucratividade agência. Por isso, é fundamental saber exatamente o quanto cada entrega é rentável ou não.

Sabe aquela campanha que exigiu mais horas de produção do que o previsto? Possivelmente você perdeu dinheiro com ela, mas, sem controle, não dimensionou o tamanho do prejuízo. Esse erro é mais comum do que deveria ser.

Muitas agências ainda possuem dificuldades em mensurar e analisar a rentabilidade financeira de um job.

Dentre as pequenas agências, 29,8% delas afirmam que tentam otimizar ao máximo o tempo investido no trabalho; enquanto outras 36,2% delas afirmam que não avaliam se o trabalho realizado valeu a pena financeiramente.

Já nas agências médias e grandes, 22,2 % dos gestores também tentam otimizar o tempo e outros 25,9% não conseguem mensurar o retorno financeiro do job.

Quer saber mais sobre a realidade das agências?

Faça o Download do Censo Agências 2019 e conheça os desafios, as dificuldades e os avanços das agências de publicidade, comunicação e marketing do Brasil!

 

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