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Covid-19: Veja como líderes de agências estão se adaptando ao cenário

Neste post, 8 agências de marketing compartilham ações que estão adotando para manter o negócio funcionando mesmo durante a crise. Confira

Independente de quando a quarentena começou pra você, o fato é um só: estamos vivenciando uma pandemia global. O Covid-19 chegou ao Brasil e está desafiando o modo como as pessoas vivem, se relacionam e trabalham.

São tempos de muitas angústias e incertezas, não podemos negar. E em meio a esse cenário caótico, sei que a sua cabeça deve estar cheia de perguntas: será que o home office vai prejudicar o andamento de tarefas do meu time? Como adaptar o meu atendimento? Como diversificar meu portfólio de serviços e oferecer ajuda aos clientes?

Em tempos como esse, são muitas dúvidas e poucas respostas; afinal, o coronavírus é uma novidade para nós. Todos ainda estamos aprendendo a lidar com a situação. Mas existe algo que podemos fazer para nos ajudar: compartilhar experiências e boas práticas. 

Pensando nisso, conversamos com líderes de oito agências parceiras da Resultados Digitais para entender como eles estão se adaptando à crise imposta pelo Covid-19. Nas próximas linhas, você vai conferir os highlights dessas conversas. 

Gestão e operação de Marketing e Vendas à distância

Este kit possui conteúdos e ferramentas que vão ajudar a sua empresa a se adaptar à quarentena
 

André Cintra – CEO da Post Digital

Na Post Digital, aparentemente nada vai mudar, uma vez que o home office já está enraizado na cultura da agência. Cada colaborador pode trabalhar de casa uma vez por semana; o que nunca havia sido feito era todos estarem remotos de uma só vez.

Para enfrentar o momento atual, André destacou a importância de ter seriedade e consciência: “Um ponto que conversamos com todos foi sobre realmente ficar em casa.  Não adianta não ir até a agência mas manter as atividades sociais como academia, happy hour, etc. Acho que esse é um ponto importante dentro do cenário. Se vamos evitar a proliferação do Covid-19, que isso seja feito em todos os âmbitos.”

Eduardo Fonseca – CMO da DIWE 

Na DIWE, a política de home office já existia antes da quarentena. O que mudou foi a adoção completa desse modelo, com 100% do time remoto. Segundo Eduardo, bom senso é o primeiro caminho para essa essa ação funcionar.

A dica do CMO é fazer um combinado claro. “O que não é declarado, não tem força. O colaborador precisa ser o que se espera dele nas condições de home office. Por isso, você precisa deixar claro alguns pontos, como por quais canais o time deve estar disponível (e em quais horários). Outro combinado nosso aqui na DIWE é que o funcionário será cobrado por entrega, e não por horário”, disse Eduardo.

Ele ainda complementa: “Além disso, você como gestor deve se perguntar: seu time tem estrutura em casa para trabalhar lá? Caso negativo, como você pode ajudar? Como você vai realizar o seu atendimento ao cliente?” 

Procure respostas para essas questões e se planeje.

Fábio Ricotta – CEO da Agência Mestre

Nas palavras de Fábio, “o home office na Mestre começou na dia 18. Pelo o que vimos dos indicadores, a gestão de projetos e o contato com clientes estão redondos para continuar no remoto. Não vamos focar muito em quanto tempo as pessoas estarão trabalhando de casa, mas sim nas entregas. Esse é o principal mindset pra dar certo. Se microgerenciar o tempo, vai ter problemas.”

De imediato, Fábio afirmou que na agência houve um debate sobre os casos de clientes que podem ter impacto direto nas vendas, seja positivo ou negativo.

“O entendimento que temos é de coisas que as pessoas vão poder fazer por estarem em casa. Sobra mais tempo, pois elas não vão estar no transporte público ou no trajeto para casa. Vão ter mais tempo para fazer cursos online, testar um app de bem estar.. Podemos explorar esses serviços para os clientes que se encaixam. Além disso, podemos trabalhar bem com lojas online, como as de vestuário e de alimentos, por exemplo, reforçando a política de devolução e de segurança”, disse.

O CEO ainda complementou: “vamos acompanhar as mudanças e ver qual será o impacto na entrega e nas vendas dos clientes. Agora, em casos que estão mais em risco, como os ligados ao turismo e materiais para viagem, é preciso pensar em maneiras de mudar o foco dos produtos.”

Letícia Previatti – COO da Agência Layer Up

Na semana em que diversas empresas no Brasil passaram a adotar o home office, a Layer Up também aderiu ao movimento. Além de permitir que todo o time levasse para a casa os equipamentos da agência necessários, Letícia conta que neste primeiro momento foram realizados alinhamentos tanto de apoio aos clientes quanto internamente. A ideia foi disseminar a conscientização da responsabilidade de todos diante da crise do Covid-19. 

“Fizemos rodadas de diálogo e trocas com os líderes e posteriormente com os times. Trouxemos a visão macro de tudo para que todos tenham o compromisso e a seriedade necessários neste momento”, disse a COO.

Em relação ao andamento da rotina da agência, Letícia destacou alguns pontos: “Estamos utilizando ferramentas de gestão de projetos, além de computar a produtividade e fazer rodadas e entregas. Colocamos um tráfego para fazer um acompanhamento bem redondo da operação.”

Nas palavras dela, “o cenário é bem preocupante, todos os clientes estão bastante apreensivos, principalmente os do “varejo”.  Já estão pensando em férias coletivas e solicitando pausa de tudo, estão todos bem apavorados. Mas nós estamos tentando trazer o cenário de oportunidade. O time está bem alinhado, com todos os cenários possíveis de curto, médio e longo prazo. Agora, a questão é o mercado, a economia e todo o ecossistema.”

Márcio Ciamponi – CEO da LIONS Digital

Aqui na LIONS todos iniciamos home office no dia 16, por prazo indeterminado. Quem não tinha estrutura para trabalhar em casa levou da agência e graças às ferramentas que utilizamos, conseguimos gerenciar o trabalho de todos. Nesse sentido, os dias estão sendo normais, como se estivéssemos na agência”, disse o CEO.

Márcio ainda afirmou que na mesma semana o time já entrou em contato com todos os clientes para discutir estratégias personalizadas para cada negócio. “Essa foi uma ação muito bem recebida por eles”, comentou.

Renan Caixeiro – Diretor da E-Dialog e do Reportei

Na E-Dialog, o home office começou inicialmente no dia 16. A partir desta mesma data, reuniões presenciais e participações em eventos foram suspensas. Os clientes foram todos informados da decisão.

Em meio ao novo cenário, uma das prioridades da agência é garantir um bom espaço de trabalho para os colaboradores. Nas palavras de Renan:

A equipe pode levar pra casa até a cadeira que trabalha, muita gente não tem nem uma cadeira boa em casa pra trabalhar. É importante também ficar atento à qualidade da internet dos funcionários (item que às vezes não observamos). Vamos dar uma “bolsa” emergencial para quem for trabalhar de casa para custeio de infraestrutura. Estamos vendo a parte burocrática disso, mas basicamente a ideia é fornecer um valor extra para ajudar a pessoa a pagar luz, internet, etc.”

Já em relação aos clientes, o diretor afirmou que estão trabalhando em planos de ação personalizados para cada cliente. O objetivo é identificar onde podem ter pontos fracos e como a agência pode ajudar

“Já iniciamos o plano de contenção com alguns clientes, aqueles que fazem parte dos nichos mais afetados. Para restaurantes, por exemplo, vamos focar totalmente e delivery (enquanto ainda há essa opção). Agora é hora de estar muito perto dos clientes, cada dia conta”, disse Renan. 

Rodrigo Lóssio – Diretor da Dialetto

A cultura do home office não é uma novidade na Dialetto. Além de possuir 4 colaboradores CLT que trabalham remotamente em outras cidades (Lages, Gaspar, Uberlândia e Berlim), o time baseado na sede, em Florianópolis, pode trabalhar um dia de casa a cada duas semanas. Nesse sentido, o isolamento social não dificultou muito o dia-a-dia da empresa. 

“Temos ponto eletrônico online, mantemos as rotinas de reunião e alinhamentos por videoconferências, e estamos acompanhando  as entregas via Asana, com as lideranças. Ainda é cedo para identificar se teremos perda de produtividade do time”, disse Rodrigo. 

O diretor ainda recomendou o uso intensivo das ferramentas do Google Suite para ajudar nesse momento.

Rodrigo Werneck – Diretor Executivo na Agência Cupola

“Aqui na CUPOLA o time está inteiramente em home office, e nós contratamos internet para quem não tinha em casa. Contratamos também um consultor de RH para auxiliar nossos líderes na virada de chave para a gestão de times remotos, compartilhou Rodrigo.

Já sobre ações voltadas ao mercado, a CUPOLA lançou um webinar para discutir a crise do Covid-19 no ramo imobiliário (segmento no qual a agência é especializada). “Vamos aproveitar alguns clientes e difundir ideias e ações que podem ajudar a manter os negócios ativos para enfrentar esse momento”, disse o diretor.

Além disso, Rodrigo também começou a fazer um boletim de crise, que acontece ao final de todos os dias, por 15 minutos, com um convidado especial do mercado imobiliário. “É hora de conversar com o ecossistema, de dar a cara, se expor, ouvir.. Só email e mensagem de instagram não vai dar”, acredita.

Veja também: Rodrigo Werneck conta como diversificar serviços e ganhar rentabilidade no #RDSummit

E você, o que está fazendo para minimizar os impactos do Covid-19 na sua agência?

Tem alguma boa prática que você adotou e tem funcionado bem? Compartilhe conosco nos comentários! Se foi útil pra você, pode ajudar outras pessoas também 🙂

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