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Reestruturando sua agência em tempos de crise: 5 pontos a se considerar

Sua agência está preparada para as mudanças provocadas pela pandemia? Pontuamos 5 fatores para guiar você na hora de reestruturar o seu negócio. Confira

Nos últimos 3 meses, diante do cenário de incertezas, intensificamos ainda mais o contato com as mais de 1.600 agências parceiras da Resultados Digitais. Entendemos o real impacto da pandemia nesses negócios e imediatamente tomamos medidas estratégicas  alinhadas com o propósito de ajudar pequenas e médias empresas a crescerem, inclusive em cenários de crise.

Além de agir rápido, a aproximação com as agências parceiras através de contatos individuais e coletivos gerou muitas informações qualitativas. É com a riqueza  gerada por estes contatos que trago nos próximos parágrafos uma leitura sobre os estágios de uma crise. Também responderei aqui as 5 principais dúvidas dos nossos parceiros na hora de reestruturar os seus negócios diante deste cenário.

Se você é dono ou sócio de uma agência de marketing, com certeza poderá aproveitar os insights aqui compartilhados. Continue lendo e se tiver algum ponto a acrescentar, deixe nos comentários!

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Os 5 estágios pelos quais as pessoas passam ao lidar com momentos difíceis

Ouvindo o relato de parceiros sobre a trajetória das agências desde que o Brasil foi impactado pela contaminação do Covid-19  fiz o exercício de buscar na teoria explicação para os fatos. O Modelo de Kübler-Ross, escrito em 1969 pela escritora Elisabeth Kübler-Ross, parece ser pertinente com os estágios descritos pelos empresários. O modelo descreve cinco estágios discretos pelos quais as pessoas passam ao lidar com a perda, o luto e a tragédia: a negação, a raiva, a negociação, a depressão e a aceitação

Trazendo estes estágios numa timeline do contexto atual percebemos que em fevereiro, um pouco antes de sermos realmente impactados  nos nossos negócios e rotinas, vivíamos com clareza o estágio da negação, sem acreditar na possibilidade de sermos realmente atingidos. Avançando um pouco mais para o mês de março, vivemos o estágio da raiva, emoção vivida pelos  empresários quando confrontaram a realidade e os planos para 2020. 

Chegamos em abril e com um pouco mais de cautela, surge o estágio da negociação: o que vamos perder, o que temos para negociar, o que podemos ganhar. O próximo estágio, a depressão, neste contexto é associado a tristeza que identificamos nos empresários quando falamos das medidas necessárias como layoff, no resultado impactado pela perda de receita, na redução da geração de Leads e na revisão de planos futuros, incluindo sonhos pessoais. 

O que vivemos agora é o estágio da aceitação. Nesta etapa, há uma abertura do olhar para o que temos de real em nossa frente e o que não podemos lutar contra. É nesta etapa que percebemos o maior impulso dos empresários a buscar no cenário de incertezas, as oportunidades. Não estamos vivendo apenas uma crise. Estamos vivendo uma transformação dos negócios, da forma de trabalhar, de consumir e se relacionar.

Este movimento acelerou a necessidade de transformação digital das empresas em apenas alguns dias para um patamar de maturidade que levaria alguns anos. E neste momento é fundamental que você se pergunte: Como sua agência está posicionada no mercado para ser um agente de mudanças neste contexto de aceleração digital? 

5 Fatores-chave para considerar na hora de reestruturar a sua agência frente ao “novo normal”

Conseguiu responder a provocação do parágrafo anterior? Caso negativo, não tem problema. Compartilho agora com você as 5 possíveis respostas para essa pergunta que estão ajudando os nossos parceiros durante este processo de reformulação de seus negócios:

#1: Repense suas estratégias e meios de prospecção de clientes

É preciso estar na vitrine! Muitos negócios buscarão parceiros para criarem presença digital, principalmente os negócios que ainda não consideravam esta estratégia. Se sua agência ainda estava esperando o momento certo para priorizar o seu próprio projeto de Inbound Marketing, o momento é agora! 

#2: Não esqueça de incluir o potencial mercado (ainda imaturo digitalmente) no seu portfólio de serviços

Muitas empresas ainda não tem maturidade digital o suficiente para começar uma estratégia de Inbound Marketing, mas isso não precisa ser algo negativo. Crie planos de serviços  no nível mais básico e construa a jornada de resultados para o cliente. Entregue valor e o crescimento e a fidelidade do clientes serão orgânicos

Saiba mais em: Como vender Inbound Marketing para os clientes da sua agência

#3: Considere trabalhar definitivamente no modelo remoto

Algumas (poucas) agências já nasceram assim ou já usavam este modelo de trabalho enquanto que  a maioria não imaginava esta possibilidade. Antes de decidir, entenda as preferências do seu time. Identifique se o caminho é migrar totalmente ou parcialmente para este modelo.

Há equipes que preferem se reunir eventualmente. Que tal um espaço que sirva de base de trabalho, onde possam ocorrer encontros eventuais? Ele pode ser muito menor do espaço que era antes e ainda assim atender ao time que prefere o trabalho presencial. E nesta decisão, considere a redução significativa de custos, o apoio estrutural ao time para trabalhar em casa, rituais de gestão e muita (e boa) comunicação.

#4: Crie cenários

Ainda estamos no início da transformação digital e no início de um ciclo econômico que pode trazer grandes impactos e consequências aos negócios. Construir cenários é um exercício de preparação para momentos de incerteza, tanto de crescimento acelerado quanto de necessidade de redução de receitas e custos. Por isso, projete possibilidades e medidas necessárias e tudo ficará mais previsível, pelo menos no microcenário da sua empresa. 

#5: Faça uma autorreflexão

Para finalizar,  faço a provocação de perguntarem a si mesmos sobre qual o impacto da aceleração digital na sua própria agência? O que precisou mudar? O que ainda precisa mudar? Quais hábitos, rituais, processos não fazem mais sentido e quais ganharam evidência? 

Um exercício que gosto muito de fazer em diferentes cenários e que parece oportuno trazer aqui, é comparar nossa vida e nossos negócios a um viajante que carrega consigo uma mochila. Para cada destino escolhido, ele abre a mochila e olha para o que está carregando. Tira tudo de dentro. Coloca de volta o que realmente faz sentido ser usado na próxima viagem. Muitas coisas se tornaram inúteis, pesadas e precisam ser tiradas, deixadas para traz. Outras novas precisam ser colocadas pois serão fundamentais para nova viagem.

Qual é a sua mochila agora como empresário? Qual é a mochila da sua agência? O que precisa ficar, sair ou ser colocado de novo?

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