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Conhecer para liderar: como o entendimento do perfil de sua equipe pode ajudar você a maximizar seus resultados

Em agências, encontramos pessoas de diferentes gerações, com diferentes formas de trabalhar; neste post, trazemos dicas para líderes lidarem com essa diversidade geracional

Muito se fala hoje no poder de uma liderança de resultado, da importância de se ter gestores que lideram por inspiração e não pela intimidação ou arrogância. E um dos principais desafios que os líderes enfrentam atualmente é ter em sua equipe profissionais de diferentes gerações. Isso exige que o líder conheça cada um, agindo com equidade (tratar os diferentes de forma diferente adequada) para conseguir os melhores resultados.

Mesmo no ambiente de agência, encontramos pessoas de diferentes gerações e que possuem diferentes visão de mundo e futuro, além de diferentes formas de trabalhar. Com isso, uma decisão pode não satisfazer todos da mesma forma.

Segundo alguns estudiosos, a cada dez anos temos novas classes genealógicas de pessoas. E a tendência é que esse tempo seja cada vez menor. Aí entra o desafio do líder: conhecer para liderar.

Não tenho intenção de esgotar o assunto aqui (até porque não sou uma estudiosa da área, mas sim uma interessada no tema), mas acho importante compartilhar com você alguns aprendizados que foram muito valiosos para entender melhor meus colegas e colaboradores. Se você tem outros desafios na gestão da sua agência, dá uma olhadinha nesse material: Os 6 principais desafios de gestão de agências.



Agência em Pauta #18 - Como estruturar uma equipe de excelência

Neste episódio, abordamos sobre como sua agência pode atrair e capacitar talentos, prezando pela cultura e a qualidade das entregas para os clientes

Características das diferentes gerações

Elias Leite, em seu livro Líder de Resultado*, aponta as características básicas de cada geração:

1. Baby Boomers ou geração IBM

É o termo usado para classificar pessoas nascidas após a Segunda Guerra Mundial. Essas pessoas foram criadas para conseguir emprego em grandes empresas. Por isso, são pessoas que respeitam (e exigem respeito) à hierarquia e dão muito importância para as horas trabalhadas. Também são vistos como workaholics.

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2. Geração X

É o termo usado para classificar as pessoas nascidas da segunda metade da década de de 1960 até o início da década de 1980. Pessoas que nasceram nesse período começaram a pensar mais na carreira do que na empresa que trabalham, adaptando-se a qualquer empresa, desde que atendesse aos seus anseios profissionais.

São pessoas que possuem o costume de resolver o maior número de coisas sozinhos, pois desde pequenas já ficavam em casa sozinhos ou cuidavam dos irmãos mais novos enquanto os pais trabalhavam. São pessoas que possuem o senso de autonomia e independência, tendem a querer trabalhar e resolver as situações independentemente dos colegas.

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3. Geração Y

É a categorização usada para referenciar as pessoas nascidas entre o início da década de 1980 até meados da década de 1990. São pessoas que nasceram com agendas determinadas, pois geralmente passavam o dia todo na escola enquanto os pais trabalhavam. Têm alta capacidade intelectual, estimuladas desde a infância, porém tendem a ter um nível de maturidade emocional menor, não sabendo lidar muito bem com a frustração de uma repreensão.

A experiência não é um item muito valorizado para essa geração, pois tendem a achar que já sabem de tudo e veem os empregos como descartáveis, assim como foram os brinquedos da infância. Se tem algo com que não concordam ou se não são promovidos, saem do emprego. Têm grande capacidade de relacionamento e estão sempre bem preparados, pois são considerados a primeira geração verdadeiramente globalizada.

Essa geração cresceu com a tecnologia, em meio a grandes avanços tecnológicos e em ambiente altamente urbanizado.

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4. Geração Z

Abrange os nascidos a partir de meados da década de 1990 e são classificados como nativos digitais. Estão sempre conectados e não conseguem imaginar um mundo sem computador. Fronteiras geográficas não têm importância.

Possuem dificuldades relacionadas à interação social, intimidade e comunicação verbal, o que gera conflitos com as gerações anteriores, pois possuem baixa capacidade de serem ouvintes.

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Como administrar um time tão divergente?

Mudança será uma palavra que vai estar presente constantemente na sua vida. E nem sempre é algo confortável. Mesmo que sutil, uma modificação em um processo pode exigir que toda a equipe da agência adote novas práticas e para conduzir essas mudanças é fundamental avaliar o perfil dos colaboradores atuais da agência. (Gestão de mudança é um problema? Leia mais aqui)

Sempre que uma nova geração entra no mercado de trabalho, ela gera mudança nos hábitos e nas gerações anteriores, demandando adaptações.

Um líder que gere por inspiração precisa estar a par das características e das mudanças necessárias para cada nova geração. Isso é especialmente importante para administrar várias gerações simultaneamente no mesmo ambiente de trabalho.

Como fazer isso? Já ouviu falar em gestão biológica? É uma gestão orgânica, mais humanizada e intuitiva, que sabe ouvir verdadeiramente a opinião do outro.

Segundo Elias Leite:

O líder deve saber ouvir a opinião dos outros e levá-las seriamente em consideração, olhar os membros de sua equipe sob um novo ângulo e respeitá-los, avaliando, dessa forma, se devem ser seguidos ou não, independentemente de quem sejam.

Uma forma de reduzir os atritos é fazer a avaliação de competências comportamentais já no momento da contratação. Nesse post, você encontra orientações bem relevantes para esse processo.

Fácil? Com certeza não é. Mas é um exercício diário.

Já tentou hoje?

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