Blog Agências de Resultados

[Entrevista] Zeca Camargo explora a importância de Agências e veículos de comunicação trabalharem com campanhas integradas on+off

“Eu acredito que, se um dia a TV desconfiou se era interessante ou não estar nesse universo digital; hoje não há mais dúvidas.”

Se assim como eu, você foi fã de projetos como “No Limite” e “A Fantástica volta ao mundo”, você deve estar familiarizado no estilo curioso e descontraído do jornalista Zeca Camargo.

Tivemos a honra de ter esse grande apresentador  como mestre de cerimônias do Partner Day 2018, evento que reuniu mais de 1300 profissionais de Agências Parceiras da Resultados Digitais, no dia 6 de novembro.

Como ele “é de casa”, você confere agora uma entrevista exclusiva que realizamos com ele:

 

Zeca, nós sabemos que a busca pela criatividade ainda está no core de muitas agências de marketing. O que é necessário para se ter ideias inovadoras que não caiam no clichê?

Curiosidade. Quando você deixa de ter curiosidade, você deixa de ser uma pessoa interessante.

Isso não depende de idade – pode ter curiosidade com 3, 12 ou 55 anos – que é a idade que eu tenho hoje. A curiosidade é o que nos empurra, faz com que realizemos uma boa reportagem, uma campanha criativa, bonita, diferente e que vai instigar as pessoas.

Você também tem a capacidade de usar sua criatividade para atiçar a criatividade dos outros. Essa é a grande provocação.

 

Bom, nós jornalistas sabemos que o storytelling pode dar vida a qualquer campanha publicitária. Zeca, quando você vai montar uma reportagem, um VT para TV, o que não pode faltar na sua história?

Um bom começo e fim. Parece óbvio, mas é que muitas vezes as pessoas começam a contar uma história sem saber aonde ela vai parar, o que é um grande erro. Porque a história acaba ficando muito solta, depois para você juntá-la e fazê-la com que tenha um algum sentido, provavelmente vai dar trabalho e pouco resultado.

Quando você pensa em contar essa história, você já tem uma trajetória. Você sabe aonde quer chegar. E isso que eu penso quando eu começo a escrever uma coluna ou um livro. E assim fica mais fácil construir um bom storytelling.

 

Zeca, a sua raiz está na mídia off como jornalista na Folha de S. Paulo e na Rede Globo. Mas observamos que cada vez mais você está ganhando uma audiência alta nas redes sociais. Qual é a chave de sucesso para casar bem as campanhas on + off?

É inevitável que tenhamos que estar mais inseridos no digital. Eu acredito que, se um dia a TV desconfiou se era interessante ou não estar nesse universo digital; hoje não há mais dúvidas. Ela precisa sim conectar com esse universo e isso exige mais do profissional. Você tem que ter uma distribuição do seu tempo mais apurada.

Eu dedico, por exemplo, um horário para fazer minhas redes sociais. Sempre tenho um planejamento sobre o que vou dizer e como vou aparecer. E os próprios projetos e programas que eu participo estão presentes em diferentes canais.

Eu acho inevitável, não reclamo disso não. Isso exige mais da gente como profissional.

Nesses dias, eu brinquei com uma turma de Rádio e TV: “Vocês têm certeza que vocês vão mergulhar nesse mundo? Rádio e TV provavelmente não vão ser no futuro, como são hoje. Pode ser uma coisa maior que mistura informação, mídia, HISTÓRIAS.” No fundo, eu acho que as pessoas têm que se preparar para essa mudança.

 

Zeca, em “A Fantástica volta ao mundo”, você percorreu dezenas de países em um curtíssimo espaço de tempo. Aí certamente entrou em jogo uma palavrinha importantíssima que é a adaptação. São diferentes línguas, comidas, costumes. Fazendo um paralelo com o mundo do Marketing Digital, o que as empresas precisam fazer para falar a língua do seu consumidor mais qualificado? Como tornar essa experiência mais especial?

Elas realmente não podem perder a curiosidade. Quando você pensa que sabe tudo, você acha que conhece o seu tipo de cliente ideal. E muitas vezes, você não vai em frente por não investigar a fundo.

Por isso, é importante testar diferentes clientes, ousar. Até arriscar muitas vezes um perfil que você nunca trabalhou antes. Se você deixar de ter a curiosidade, você novamente vai ser uma agência menos interessante. Espero que nunca aconteça isso com você.

Marcadores:

Deixe seu comentário