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5 ícones do mundo esportivo que ensinam muito sobre liderança 🏊

Veja algumas lições de liderança que podemos tirar de ícones do mundo esportivo e implemente-as na sua agência

Vivemos em uma sociedade cada vez mais competitiva, inspirada na busca constante por performance, números e resultados. Ok, até aqui nenhuma grande novidade para ninguém. Mas vocês já pararam para pensar que hoje em dia tudo se trata de liderança?

A expressão está por todos os cantos — seja no ambiente empreendedor, corporativo, político ou até mesmo pessoal. É como se a palavra tivesse certa magia, ainda que muitas pessoas não conheçam ao certo seu real significado.

Isso porque existem muitas definições para liderança

Tem quem a caracterize como algo empírico, que se aprende com o tempo e com as experiências do dia a dia. Outros creem que é a capacidade de conduzir um grupo de indivíduos, transformando-os em uma equipe que gera resultados. Para muitos se trata de motivar e influenciar. A verdade universal é que um bom líder consegue despertar nas pessoas a vontade de fazer a diferença.

Veja mais: Como estabelecer uma relação de confiança entre líder e liderado

Não é à toa que, quando pensamos em grandes líderes, que fizeram história, nos vêm à mente nomes como Gandhi, Mandela, Abraham Lincoln, Martin Luther King.

Porque eles conseguiram fazer a diferença. Agregaram outras pessoas às suas crenças e valores, influenciaram positivamente o sistema em que estavam inseridos e contribuíram com a evolução de quem estava ao redor. Para Mark Brouwer, “um homem é só um líder quando tem um seguidor atrás de si”. Todos esses líderes tiveram vários.

E não é preciso retroceder décadas ou séculos para encontrar boas referências de liderança. Temos inspirações por todos os lados, nos mais diversos segmentos.

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Inspirações no meio esportivo

O mundo do esporte, por  exemplo, é cercado de líderes que construíram — e/ou ainda constroem — um legado durante o exercício da sua missão. E aqui não se trata apenas da trajetória bem-sucedida de técnicos como Bernardinho (vôlei brasileiro) ou Diego Simeone (futebol argentino). Os próprios atletas podem ser considerados grandes líderes se analisarmos suas características pessoais e ensinamentos que transmitem ao público.

O universo de agências e consultorias também tem muito a aprender com alguns líderes do esporte. Afinal, os problemas enfrentados no dia a dia das empresas não diferem muito daqueles que os atletas precisam encarar durante os treinamentos intensos e nas próprias competições.

Agora você deve estar tentando encontrar alguma analogia ou semelhança entre a rotina de trabalho da sua equipe e a dos atletas renomados, não é? Pensando nisso, apresento abaixo algumas lições de liderança que podemos tirar de ícones do mundo esportivo:

1. Marta e suas lições sobre foco e superação

Quem trabalha em agência sabe bem que quando não há foco, dificilmente haverão resultados. É complicado lidar com tantas demandas de inúmeros clientes ao mesmo tempo. A verdade é que não dá para abraçar o mundo de uma vez só. Às vezes você terá que abrir mão de algo, para focar naquilo que realmente é importante para o seu negócio. E quase nunca essa opção é fácil – mas se trata de ser melhor a cada dia, se superar sempre.

Quem entende bem disso é a jogadora brasileira Marta. Também conhecida como “Rainha do futebol”, “Pelé de saias”, “Melhor que Messi”. Eleita cinco vezes consecutivas pela FIFA como a melhor jogadora de futebol do mundo (feito nunca alcançado por um colega homem), Marta não esconde de ninguém que foi muito difícil abraçar o seu amor pelo esporte na infância.

Nascida em Dois Rios, em Alagoas, em uma família de origem humilde, ela passou por todas as privações das crianças pobres do sertão. Como era boa de bola, encontrou nas peladas de rua e nos campeonatos da escola uma perspectiva para crescer na vida e ajudar a família. Marta foi a única mulher em diversos times masculinos – e admite que não foi uma época fácil.

A jogadora recebia olhares estranhos e comentários maldosos todos os dias. Apenas pelo fato de ser uma garota que gostava de futebol, enquanto todas as outras brincavam de boneca. Quando pensa na infância, relembra julgamentos, piadas e preconceito por todos os lados. Mas ainda assim, não desistiu do seu sonho e, aos 14 anos, entrou em um ônibus e depois de 3 dias viajando chegou ao Rio de Janeiro, onde começou sua carreira no Vasco.

Considerada a maior artilheira da história das seleções brasileiras, com mais de 100 gols, ela conseguiu superar o legado de Pelé – com 95. Mas infelizmente ainda não pode ser comparada a ele, Neymar ou Cristiano Ronaldo. Na verdade, ela ainda sonha com o dia em que as meninas do futebol serão tão reconhecidas quanto os jogadores masculinos. Para a alagoense, o futebol feminino engatinha. E, no Brasil, quase passa despercebido. Não há investimento, divulgação ou apoio para colocar homens e mulheres no mesmo patamar.

Ainda assim, Marta consegue atrair olhares de todos os cantos quando entra em campo. De acordo com os comentaristas esportivos, nunca houve no futebol uma mulher com uma perna esquerda tão letal e criativa quanto a dela.

Apesar dos inúmeros obstáculos enfrentados ao longo da vida, Marta conseguiu se destacar e pode ser citada como exemplo de líder porque é protagonista de uma história de foco e superação, que teve início na infância e segue até os dias de hoje.

2. Michael Phelps e o poder do hábito

Nem tudo se trata de dom. Além de características físicas favoráveis à natação, há alguns outros pontos que fazem do estadunidense o maior atleta olímpico de toda a história – dono de 28 medalhas, sendo 23 de ouro. Muitos dos resultados obtidos por Michael Phelps têm a ver com um programa de treinamento dedicado a incluir hábitos muito precisos a sua vida.

Relaxar, alongar, largar. Braçadas e respiração. Tudo isso são técnicas que o nadador tinha que executar de maneira consciente. Esse treinamento conseguiu transformá-las em hábitos tão automáticos que, se repararmos nas gravações de provas disputadas por Phelps, podemos pensar que são replays da mesma competição.

O livro O Poder do Hábito, do autor Charles Duhigg, descreve alguns desses hábitos, que são capazes de influenciar o modo como as pessoas trabalham, se alimentam, gastam, se comunicam, praticam esportes. Para o autor, “alguns hábitos têm o poder de iniciar uma reação em cadeia, mudando outros hábitos”. No caso do nadador dos EUA, tudo sempre teve a ver com ‘pequenas vitórias’, que levavam a uma conquista seguinte.

Bob Bowman, treinador de Phelps, concluiu que era melhor ele se concentrar nesses pequenos momentos de sucesso e transformá-los em gatilhos mentais, tornando-os uma rotina. O nadador fazia uma série de ações antes de cada prova que eram projetadas para dar a ele um senso de vitória, sem que se desse conta, pois fazia de forma natural.  Depois disso, todos os outros hábitos pareciam se ajustar por si próprios. E quando ganhava uma competição, era uma vitória a mais numa vida cheia de pequenas vitórias.

E você, já parou para pensar que talvez seja mais fácil quebrar um grande objetivo da sua agência em outros menores?  Traçar pequenas vitórias e começar a visualizá-las dentro da sua rotina?

O maior ensinamento transmitido por Phelps é que nossas aptidões são importantes, mas o que realmente modela nossa vida são os hábitos. Quase tudo o que fazemos pode ser relacionado a rotinas que foram estabelecidas aos poucos – às vezes sem nem percebermos. Se quisermos mudar, basta criar novos hábitos de maneira consciente que poderemos obter resultados surpreendentes.

3. O combo “técnica + força mental” de Roger Federer

Ser líder em condições favoráveis já não é a tarefa mais fácil do mundo. Agora conseguir criar condições favoráveis para o crescimento de um negócio isso sim é um grande desafio. E é exatamente o que líderes estratégicos fazem. Seja dentro de agências, fora delas, em cooperativas ou até mesmo em quadras de tênis.

É uma tarefa difícil porque é preciso lidar constantemente com muita pressão, onde a força mental se faz imprescindível para alcançar bons resultados. Mas isso nunca pareceu ser um grande problema para o tenista Roger Federer. Sua habilidade para lidar com pressão e, até mesmo, prosperar com ela – contribuíram em muito para o sucesso do suíço.

De acordo com Roland Carlstedt, psicólogo clínico e diretor da Liga Americana de Psicologia do Esporte, “qualquer pessoa tem limites para lidar com a pressão. Porém, o que significa momento de pressão para um jogador mediano, não significa ser pressão para alguém como Roger”. O tenista suíço era capaz de vencer todos esses momentos.

“Quando você tem bases técnicas, físicas e atléticas, como é o caso dele, isso já representa três quartos da batalha. Adicionando a isso uma imensa autoconfiança e mais a força do seu estado psicológico, acho que Federer é praticamente invencível”, completa o psicólogo.

Tais afirmações evidenciam por que Federer é constantemente colocado nas listas de melhores e maiores tenistas de todos os tempos. Melhor pela classe, destreza e magia demonstradas dentro de quadra, e maior pelos números incontestáveis de conquistas, como os 20 títulos de Grand Slams que o tornaram recordista no prêmio.

O tenista é um exemplo de inteligência de jogo, limpeza e sutileza de golpes –  todos eles saem naturalmente. Não surpreende que ele seja reconhecido por analistas do esporte como “gênio, mestre das quadras, professor, lenda”, entre outros. Apelidos que externam a autoridade e o respeito que um líder do nível de Roger Federer merece.

4. Michael Jordan e a busca pela excelência

Difícil alguém que nunca tenha ouvido falar na história de um jovem nascido no Brooklyn (NY), que se mudou com a família para a Carolina do Norte e se transformou no maior jogador de basquete de todos os tempos. Michael Jordan, hoje com 55 anos, continua sendo referência no mundo do esporte e o que não falta são razões para isso.

Uma das características mais marcantes do atleta era exatamente a busca constante pela excelência. Ele nunca escondeu do público que seu principal objetivo era ser o melhor. E não há nada de errado nisso. Afinal, se você quer se destacar precisa ser o melhor, ou pelo menos, estar entre os melhores. Quando se fala em liderança, não há espaço para amadores. É preciso traçar metas claras, ter foco e muito comprometimento.

Entre os inúmeros ensinamentos que Jordan passou ao público, existe um que é clássico: o simples desejo não nos leva a resultados. É preciso agir — se não nossos sonhos correm o risco de permanecer no mundo da fantasia.

E aqui se encaixa perfeitamente uma das frases célebres do jogador de basquete “Algumas pessoas querem que aconteça, outras desejam que aconteça, e outras fazem acontecer”. Em qual desses perfis você se encaixa? Que tipo de agência você quer ser?

Além de ser famoso por alguns feitos como bater lance-livre de olhos fechados e tornar a NBA a maior marca esportiva do mundo, há outras características e curiosidades  que fizeram Jordan ser reconhecido e admirado por onde passou:

  • Competitividade – no sentido saudável, é claro. Apesar de estar presente na maioria dos grandes atletas, no jogador de basquete esse fator parecia ainda mais forte. Contam que na época da faculdade, quando ele perdia no War (jogo de tabuleiro que dura cerca de 5h), fazia os companheiros de quarto ficarem acordados e jogar de novo até ele ganhar. Ele sempre queria ser a sua melhor versão.
  • Trabalho em equipe – ser individualista e querer agir apenas de acordo com a sua própria maneira é nitidamente um obstáculo quando se fala de liderança. Outra famosa frase de Michael Jordan evidencia isso: “O talento ganha jogos, mas o trabalho em equipe e inteligência vencem campeonatos”. Para ele, saber trabalhar em equipe sempre fez toda a diferença.
  • Falhar e aprender com os erros – em algum momento da vida, você irá fracassar em algum projeto pessoal, no trabalho ou em qualquer outra situação. Isso faz parte de um aprendizado constante. Aquele que não tenta não falha. Já dizia a estrela do basquete:

Errei mais de 9.000 cestas e perdi quase 300 jogos. Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo… e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que sou um sucesso.

5. O empreendedorismo de Haile Gebrselassie

Se você curte corrida muito possivelmente já escutou falar sobre a lenda do atletismo mundial: Haile Gebrselassie. Um etíope que virou referência não só pelas inúmeras conquistas, mas pelo sorriso, que transborda humildade e amor pelo esporte que mudou sua vida. O atleta, hoje com 44 anos, quebrou nada menos do que 27 recordes mundiais.

É impossível falar da trajetória bem-sucedida de Haile sem voltar à sua infância desfavorecida na Etiópia. Gebrselassie corria diariamente 20 km para ir e voltar da escola, sempre carregando seus cadernos e livros embaixo do braço direito. Não é a toa que, se repararmos bem, a corrida do atleta — mesmo na fase adulta — continua marcada pelo braço direito colado ao corpo — como se ainda carregasse os livros didáticos.

Apesar de ter se aposentado do mundo das provas há dois anos, o atleta continua fazendo história. E não é só pelas suas frases famosas (que renderam até uma conta no Instagram — Haile Sincero), como “Um dia sem correr, não é um bom dia”. Haile é o tipo de atleta que soube o que fazer com o dinheiro que ganhou no esporte, tanto é que transformou-se em um dos maiores empresários da Etiópia.

Atualmente, Haile atua em ramos como hotelaria, mineração e plantação de café. É dono de salas de cinema modernas, academias e investe na construção civil. Também é responsável pela criação de duas escolas primárias gratuitas. Com influência em tantos segmentos, a lenda do atletismo emprega cerca de duas mil pessoas no país. O espírito de empreendedorismo e inovação é uma característica marcante de muitos líderes.  

Seu prestígio na Etiópia fez com que ele ficasse conhecido como “o pequeno imperador”, uma referência a Haile Selassie, que governou o país entre 1930 e 1974. Há boatos que o corredor até pensa em seguir os passos do imperador para transformar os rumos de sua nação. Caso o desejo de se candidatar à presidência se concretize, já definiu os principais objetivos: “Acabar com a pobreza e melhorar muito a educação”. Para Haile, a educação é a chave para resolver os graves problemas de desigualdade social. Assim como para a maioria dos grandes líderes.

E aí, vamos colocar tudo em prática?

Além dessas 5 lendas mencionadas, existem muitos outros exemplos que nos mostram que há grandes lições de liderança para aprender com personalidades do mundo esportivo. Se você quer começar a colocar alguns ensinamentos em prática na sua agência, pode começar focando em:

  1. Visualizar/Ter foco – todos os atletas têm um objetivo: vencer um campeonato e/ou conseguir um troféu. Eles focam em resultados.
  2. Trabalho em equipe – é praticamente impossível obter sucesso sozinho. Você precisa contar com uma equipe realmente boa, e de confiança.
  3. Ter uma referência e aprender com ela – muitos atletas costumam ter alguém como inspiração. A dica é cercar-se de pessoas que conseguem fazer aquilo que você não consegue e tirar o melhor aprendizado disso.
  4. Treinamento e hábito – repetição nunca é demais. A constância é muito importante, tanto para os atletas quanto para os processos da agência
  5. Nunca desistir – a determinação é uma chave mestra, que nem todos conseguem priorizar. Lembre-se: os atletas/grandes líderes simplesmente não desistem.

E aí, você já pode ser considerado um líder no contexto da sua agência? Ainda não? Agora que já leu esse texto e está motivado, por onde planeja começar?

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