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[Painel] Líderes de TOP Agências debatem sobre gestão e trazem suas principais prioridades para 2019

Definição de valores, gestão financeira e previsões para 2019 - esses foram alguns dos temas discutidos no Encontro entre Agências no RD Summit 2018

O RD Summit, maior evento de Marketing Digital e Vendas da América Latina, está acontecendo a todo vapor em Florianópolis. Agora você vai conferir um conteúdo especial que fez parte da Trilha de Agências.

No palco estavam Isabela Mendes da Surfe Digital, Eduardo Fonseca da Diwe e Fabio Ricotta da Agência Mestre, ganhadora do prêmio de agência do ano de 2018. O painel foi mediado pelo diretor do programa de parcerias da RD, Henrique Saraiva.

Confira quatro temas principais que foram discutidos no painel:

1. Contratação e Onboarding: como funcionam esses processos nas agências?

Isabela Mendes, CEO da Surfe, disse que esse tema ainda é uma dor muito grande para as agências digitais, pois o que se faz nessas organizações – principalmente o Inbound Marketing – não é ensinado nas faculdades. Por isso, a formação acadêmica não é o que se costuma buscar na hora da contratação; o ponto chave é avaliar o fit cultural do potencial funcionário com a empresa.

Possuímos valores culturais muito bem definidos, e buscamos pessoas que possuem esses valores, diz Isabela.

É preciso mapear muito bem qual o perfil comportamental ideal para cada cargo dentro da agência, e a partir disso procurar pessoas que se encaixem nesse perfil. Para ajudar nessa missão, a Surfe conta com a ferramenta Profile, da Solides, que avalia o fit de cada indivíduo. Esses perfis podem ser o de “comunicador” ou “executor”, por exemplo. Só após essa avaliação de perfil é que se dá atenção para as capacitações técnicas necessárias.

Sobre o onboarding, Isabela diz:

O primeiro dia na Surfe é no RH. No segundo dia, entram os outros pares para contar o que fazem e como fazem. Depois a pessoa também conhece os clientes e como funciona a relação com a empresa. Só depois disso o contratado vai de fato para operações.

2. Otimização de processos: como ter eficiência nas operações?

Fábio Ricotta, CEO da Agência Mestre, seguiu a linha de raciocínio de Isabela e disse acreditar muito na atuação de valores. Segundo ele:

Definir valores é o mais importante da sua agência, pois tanto seus funcionários quanto seus clientes devem ter fit com seu negócio. Contratar cada vez mais pessoas alinhadas com a cultura otimiza os processos, e também diminui a taxa de turnover.

Fábio ainda disse acreditar fortemente na meritocracia de cada funcionário, e defende a ideia de que todos os colaboradores devem ter autonomia para agilizar as ações do negócio. É justamente para ter essa autonomia que é preciso que o código de cultura esteja muito bem alinhado.

Eduardo Fonseca, CEO da agência Diwe, concorda com as visões de Fábio e Isabela, mas diz que trouxe alguém de fora para ajudar na construção e formalização do culture code da empresa.

Quando você não sabe por onde começar, procure ajude, converse com quem já fez, chame um terceiro. O site do Sebrae e da Endeavor tem muitos materiais que podem ajudar, disse.

Eduardo ainda foi além, dizendo que a grande sacada é não só definir seus valores, mas também se questionar sobre como você pode vivenciá-los. É preciso unir a teoria à prática no dia-a-dia da agência.

Isabela complementou dizendo que, desde o começo da trajetória da Surfe, eles adotaram diversos softwares de produtividade e controle. Isso se fez necessário principalmente porque quando começaram, o time era muito pequeno, e uma só pessoa fazia muitas coisas ao mesmo tempo (Inbound, RH, financeiro, etc).

3. Gestão Financeira: como fazer para pagar a conta?

É fundamental saber quais as engrenagens principais do seu negócio. Tem que vender e entender de vendas, e tem também que saber fazer gestão financeira. Ela é a responsável por viabilizar o seu crescimento. Temos muito orgulho disso na Diwe, pois somos muito orientados por números, diz Eduardo Fonseca.

Eduardo ainda complementou, dizendo que é preciso tomar cuidado com esse tema em agências, pois normalmente elas nascem a partir de profissionais que são técnicos (vindos da área de criação, desenvolvimento etc). É fundamental que esses profissionais busquem constantemente aprender e entender cada vez mais o setor financeiro do negócio.

Fábio, por sua vez, falou muito de precificação:

Quando se fala em gestão financeira, tudo deve ser feito na ponta do lápis. É preciso ter controle de tudo em planilhas. Você precisa saber quanto tempo demora para escrever um artigo, por exemplo, e definir escopos. Isso ajuda na eficiência de toda a equipe. Também é essencial conhecer os impostos e carga tributária que atingem sua agência, isso ajuda muito na hora de precificar os serviços. Pense no lucro desde o dia 1.

4. Delegação de tarefas: como você, como fundador, faz isso?

Para Eduardo, o segredo está no auto-conhecimento. Segundo ele, é somente quando você passa a se conhecer e entender melhor seus pontos fortes e fracos que você consegue observar isso no outro. A partir disso você começa a descentralizar de si as funções que podem ser feitas de maneira mais adequada por outras pessoas, e a delegação se torna uma tarefa natural.

Isabela, por sua vez, confessa estar em uma fase de transição entre executora e tomadora de decisão.

Tem sido um grande desafio, pois eu me meço pelo quanto eu entrego; eu gosto de fazer, de por a mão na massa. Venho pedindo a ajuda do time para me lembrarem de atuar mais nessa papel de delegação. É preciso não abraçar todo o trabalho da sua equipe, pois só assim você poderá fazer o seu, disse.

Já Fábio, disse ter se libertado do modo operacional e recomendou diversas ferramentas para auxiliar nesse processo, como o artigo Who’s Got the Monkey, publicado pela Harvard Business Review. Segundo ele:

Minha missão é ser substituível na minha função. Eu quero que minha empresa possa me mandar embora, porque quando isso acontecer, significa que a empresa está em outro patamar. Não se pode ter apego às suas jobs e funções. Treine pessoas. No primeiro momento elas não serão melhores, mas a ideia é torná-las melhores.

2019: quais as expectativas para o ano que está por vir?

“Estou super otimista. Acho que o mercado está mais otimista também, principalmente devido ao momento político. Está todo mundo falando de Inbound. Acredito que poderemos fazer bons negócios e que o dinheiro irá voltar a circular”, disse Isabela.

Para Eduardo, a perspectiva é boa, mas ele trouxe a importância de se questionar:

“Onde você quer estar em 2019? Você precisa saber o tamanho que quer ter. Priorize sua máquina de vendas, sua gestão financeira e sua máquina de gestão.”

Já Fábio voltou a frisar a importância das pessoas:

“Quero atingir 100 colaboradores, e quem sabe em 2020 expandiremos globalmente. Esse ano é o ano de investir em pessoas na Mestre; reter pessoas boas. A mochila é muito pesada quando você está sozinho. Quanto mais pessoas alinhadas no objetivo de crescer, melhor; esse é o objetivo para 2019.”

 

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