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Resultados do estudo Panorama PMEs: 73% das agências tiveram impacto negativo em receita durante pandemia

Se a crise se mantiver, mais da metade das agências têm até 6 meses de caixa para sobreviver

A pandemia provocada pelo Covid-19, como já era de se esperar, rapidamente deflagrou uma crise econômica que impactou os resultados das empresas. Alguns negócios foram diretamente afetados logo no início e outros não, mas enquanto a situação do coronavírus perdurar é certo que em menor ou maior grau todos irão sentir o baque.

Mas, afinal, qual é a intensidade desse impacto e onde ele é maior/menor? E quais os planos de contingência acionados pelas empresas para lidar com a situação? Essas são algumas questões que o estudo “Panorama PMEs: Os impactos da Covid-19 e os passos para a retomada”, elaborado em conjunto pela Resultados Digitais, Endeavor, e Pequenas Empresas Grandes Negócios, buscou responder.

Dada a peculiaridade do mercado de agências de marketing e publicidade e o volume significativo de respondentes da área, o estudo contou com um recorte exclusivo para esse segmento (disponível na íntegra através do formulário abaixo). De acordo com a pesquisa, 73% das agências sofreram impacto negativo em suas receitas e, do total de respondentes, 46,5% teve diminuição em 20% ou mais do faturamento

Isso, é claro, demandou reajustes em diversas frentes do negócio. Para entender melhor esse contexto e o que esse impacto significa para o mercado, abaixo trazemos alguns dados apontados pela pesquisa.

Panorama PMEs: os impactos da Covid-19 e os passos para a retomada

Recorte: Agências de Publicidade e Marketing

Impacto em receita foi majoritariamente negativo para as agências

Mas, apesar disso, a pesquisa indica que no comparativo com outros segmentos as agências se saem melhor do que a média. Veja no gráfico abaixo:

O impacto, para as agências, varia principalmente de acordo com os perfis de clientes que esses negócios atendem. Além de olhar diretamente para o segmento do cliente, também é preciso considerar outras variáveis, como o seu tamanho. Agências que possuem grandes empresas na carteira demoram mais para sentir o baque, enquanto aquelas que atendem majoritariamente pequenos comércios – os mais afetados pela pandemia – são diretamente afetadas.

Embora muitas agências atendam diferentes tipos de clientes, foi possível notar dois recortes interessantes:

  1. Agências que atendem Ecommerce tiveram o maior número de respostas com impacto positivo, das quais 12,5% tiveram aumento de receita e 14,5% ainda não foram impactadas. O crescimento do Ecommerce no período é reflexo da aceleração da migração do off para o digital, o que aumentou a demanda das agências para esse segmento;
  2. Já nas agências que atendem o nicho de Ensino e Educação, que foi fortemente afetado pelas condições de isolamento social, o impacto foi predominantemente negativo (81,5%). 

Há ainda uma parcela de 18,7% de agências que experienciaram um aumento em suas receitas. Isso mostra que existem empresas driblando o cenário e crescendo, mesmo em tempos de crise. Exemplo disso é a Melhor Comunicação, agência parceira da Resultados Digitais que conseguiu aumentar seu faturamento em 20% durante a pandemia. 

Mais da metade das agências têm disponibilidade de caixa para continuar operando por 6 meses ou menos

De acordo com o Panorama, 55,8% das agências têm 6 meses de disponibilidade de caixa para se manterem ativas no mercado sob as atuais condições. Considerando a data de resposta do estudo (maio de 2020), isso significa que se a crise econômica permanecer até o fim do ano, grande parte desses negócios terão que fechar as portas.

Não é à toa que “ter controle sobre o fluxo de caixa” é um dos tópicos mais relevantes para o momento, apontado por 61,3% dos respondentes.

Muitas agências costumam trabalhar por projetos pontuais, o que gera um caixa temporário que inviabiliza a saúde financeira a longo prazo da empresa. Para garantir a disponibilidade de caixa é preciso pensar em formas de oferecer serviços de maneira recorrente, para que o caixa da empresa seja constantemente abastecido.

Por exemplo, ao invés de prestar um serviço único de construção de site, que tal ampliar a oferta com Marketing de Conteúdo e SEO, visando construir e alimentar um blog para conversar com as demais estratégias digitais do cliente? Um trabalho completo, além de trazer mais resultados para o cliente, também garante uma relação duradoura dele com a agência.

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O orçamento de despesas foi reduzido na maior parte das agências

O impacto em receita veio acompanhado de queda no orçamento de despesas para a maior parte das Micro e Pequena/Média agências (66,9% e 74,6%, respectivamente). Esses negócios tiveram que reajustar o planejamento estratégico do ano para atender os objetivos e possibilidades do momento.

Com o orçamento reduzido, a necessidade de reduzir as maiores despesas se tornou latente. A pesquisa aponta que 3 em cada 4 agências adotaram cortes de infraestrutura como um dos planos de contingência iniciais.

Com a queda de receita e consequentemente de orçamento, o quadro de funcionários também sofreu alterações. De acordo com o estudo, 36% das agências tomaram a drástica medida de diminuir o número de colaboradores, enquanto 9,75% contrataram novos profissionais.

Mais de 55% das agências está renegociando o preço dos contratos para manter os clientes na casa

Em um momento tão delicado como esse para as agências, a retenção de clientes se tornou, mais do que nunca, essencial. Com a receita e o orçamento reduzidos, existe uma preocupação profunda em relação ao cancelamento de contratos por parte dos clientes. 

Como principal medida de retenção adotada pelas agências, está a renegociação do preço dos contratos (55,4%). Há também uma parcela de 43,4% de agências que estão renegociando o prazo de pagamento para manter os contratos ativos e de 37,5% que estão renegociando o escopo das atividades previstas.

Comunicação e negociação são as palavras da vez para esses negócios, que precisam encontrar maneiras de conciliar as possibilidades do cliente com as da própria agência para manter ambos ativos no mercado. No webinar  “Como lidar com clientes em tempos de crise” reunimos três grandes líderes de agências parceiras da RD para falar sobre o assunto. Muitas dicas e experiências compartilhadas podem servir de insight pra você, então não deixe de assistir!

Ferramentas e soluções tecnológicas continuam sendo fundamentais para a maioria das agências

Além dos impactos já mencionados, o estudo também avaliou qual a necessidade atual das agências em relação a soluções de tecnologia utilizadas. Essas ferramentas costumam ser responsáveis por viabilizar grande parte do trabalho de gestão, marketing e vendas desses negócios. Não à toa, os respondentes majoritariamente indicaram que a opção foi manter as ferramentas já utilizadas.

A manutenção das soluções de fato chama bastante atenção, pois elas estão associadas as entregas de valor das agências. Ferramentas essenciais, como Website, Gestão de tarefas/projetos, Gestão de mídias sociais e WhatsApp, Software de automação de marketing e vendas, além de Videoconferência, foram aquelas que se destacaram como as cinco principais com maior índice de continuidade neste período.

Com isso, nota-se que apesar da redução dos orçamentos, essas ferramentas são essenciais para manter a operação da agência rodando e trazem um ROI positivo para esses negócios. 

Veja as demais medidas adotadas, necessidades atuais e como as agências estão se preparando para a retomada da economia acessando o estudo completo

Os impactos e medidas apontados neste artigo são apenas um tira gosto dos resultados apresentados no estudo “Panorama PMEs: Os impactos da Covid-19 e os passos para a retomada”. Clique aqui para acessar o relatório completo e confira mais dados sobre:

  • O impacto que a Covid-19 já teve nas agências
  • As principais medidas e ações já tomadas pelas agências até agora
  • Do que as Agências ainda sentem falta: quais são as necessidades mais urgentes
  • Como os empreendedores e líderes de agências enxergam o futuro e como se preparam para a retomada da crise

E não deixe de assistir também uma análise feita por Fábio Ricotta, CEO da Agência Mestre e parceiro da RD, sobre os resultados do estudo:

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