O que é a Pirâmide de Maslow e como você pode aplicá-la à gestão de pessoas da sua agência

Vamos supor que você tem uma ótima condição de vida hoje. Sua agência vai bem, você tem uma boa moradia, carro na garagem e uma família maravilhosa a quem não falta nada. Dorme o suficiente todas as noites e tem dinheiro para se divertir.  Para você, nesse cenário, o que é mais importante: Ter um […]


Vamos supor que você tem uma ótima condição de vida hoje. Sua agência vai bem, você tem uma boa moradia, carro na garagem e uma família maravilhosa a quem não falta nada. Dorme o suficiente todas as noites e tem dinheiro para se divertir. 

Para você, nesse cenário, o que é mais importante:

  • Ter um salário acima da média, ou um bom ambiente de trabalho?
  • Se envolver em um projeto arriscado com altas chances de retorno, ou trabalhar em projetos com retornos menores, mas seguros?

Não existe resposta certa para nenhuma dessas questões. Tudo depende das suas prioridades. 

Mas agora imagine que você teve que fechar a sua agência durante a crise e está desempregado há dois meses. O motor do carro deu pau e você não tem como arrumar agora. Seus dois filhos pequenos precisam de cuidados e os boletos não param de chegar. Você, sem perspectiva de encontrar uma nova fonte de renda, mal consegue dormir à noite. 

Neste segundo cenário, provavelmente suas prioridades mudaram. Por que?

De acordo com Abraham Maslow, a resposta é simples: suas prioridades mudaram porque suas necessidades mudaram. O psicólogo norte-americano explica isso melhor através da Pirâmide de Maslow, uma teoria que coloca as necessidades humanas em hierarquia.

“Mas por que eu, profissional de Marketing e Vendas, devo me preocupar com essa tal Pirâmide de Maslow?”, você pode se perguntar.

Bom, todo negócio é feito por e para pessoas. Por isso, conhecer ferramentas da psicologia humana sempre é benéfico para as empresas, e com as agências de marketing e publicidade não é diferente. A Pirâmide de Maslow atualmente é muito utilizada para entender a motivação dos colaboradores de uma organização, e pode ser uma facilitadora do seu processo de gestão de pessoas.

Então, vamos entender melhor essa teoria e como ela pode ser útil para você?

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O que é a Pirâmide de Maslow?

A Pirâmide de Maslow, também conhecida como Teoria das Necessidades Humanas, é uma teoria que elenca as necessidades humanas de acordo com suas prioridades. O objetivo da pirâmide é definir as condições necessárias para que um indivíduo atinja a autorrealização.

Abraham Maslow, psicólogo norte-americano que criou a teoria na década de 1950, acreditava que os seres-humanos vivem em busca de satisfazer certas necessidades. Para ele, a força motivadora das pessoas é a perspectiva de satisfação dessas necessidades.

Só que para atingir o ápice da satisfação, é preciso suprir diferentes níveis de demandas. A teoria de Maslow hierarquiza essas demandas, e as dispõem em uma pirâmide:

pirâmide de maslow

1. Necessidades Fisiológicas

Na base da pirâmide encontramos as necessidades básicas dos seres humanos. Ou seja, aquelas que estão diretamente relacionadas com as necessidades do organismo e que garantem a sobrevivência. Dentre elas, as principais são: respirar, se alimentar, e dormir.

Para Maslow, os indivíduos só podem começar a se preocupar com as necessidades dos outros níveis da pirâmide se as necessidades fisiológicas forem atendidas. 

2. Necessidades de segurança

O segundo nível da hierarquia de Maslow trata sobre questões de segurança tanto no âmbito físico quanto emocional das pessoas. Mais do que a necessidade de ter um abrigo, isso também envolve:

  • Segurança financeira: ter um salário, reserva emergência, pensão, etc;
  • Segurança pessoal e de família: ausência de doenças, seguro de vida, plano de saúde, etc;
  • Segurança de propriedade: ter abrigo próprio e meios de proteger seus bens.

Basicamente, aqui entram quaisquer fatores que tornem o indivíduo menos inseguro e vulnerável. 

3. Necessidades Sociais

Os dois primeiros níveis da Pirâmide de Maslow falam sobre as necessidades básicas dos indivíduos. A partir do terceiro nível, as necessidades já entram no âmbito psicológico. 

Nesta hierarquia, as necessidades estão ligadas ao afeto, aos relacionamentos e ao senso de pertencimento. Basicamente, amar e ser amado.

O homem é um ser social e a interação com grupos e pares é essencial. Por isso, aqui entram as necessidades de amizade próximas e confiáveis, relacionamentos amorosos e familiares, pertencimento a grupos de interesses em comum e identificação com os outros.

No terceiro nível também entra a busca por aceitação, já que a conexão e a relação com as outras pessoas está diretamente ligada a isso. 

4. Necessidades de estima

O quarto nível da Pirâmide de Maslow trata sobre dois aspectos: sentir-se bem consigo mesmo e sentir-se valorizado pelos outros. A necessidade de estima é importante para que os indivíduos se tornem confiantes e desenvolvam o respeito uns pelos outros. Ela envolve:

  • Auto-estima
  • Status
  • Reconhecimento dos outros
  • Conquistas e realizações pessoais

5. Necessidades de autorrealização

Por fim, temos o topo da pirâmide: a necessidade de autorrealização, que fala sobre viver todo o nosso potencial. Este é o nível mais difícil de ser alcançado, pois para atingi-lo é preciso satisfazer todos os outros primeiro.

Este nível da Pirâmide de Maslow é muito subjetivo, pois a realização pessoal é diferente para cada um. Ela engloba o desejo pelo sucesso pessoal e profissional, mas cada indivíduo busca esses fatores de uma forma. Enquanto para uns a realização está em ajudar os outros, para outros a realização está em exercer trabalhos criativos, por exemplo.

Não existe certo ou errado, mas essencialmente “realização” significa sentir que estamos fazendo o que deveríamos fazer, dentro da nossa moralidade e dos nossos valores. É algo difícil de ser alcançado porque assim que atingimos um objetivo, surgem outras aspirações. O ser humano está sempre em busca de “mais”, não é mesmo?

O funcionamento da Pirâmide de Maslow e como ele se relaciona com a nossa motivação

A motivação pode ser definida como um impulso que leva as pessoas a agirem para atingir seus objetivos. Mas esses objetivos nada mais são que necessidades. E é aí que a Pirâmide de Maslow começa a ser aplicada para explicar e induzir a motivação.

A hierarquia de Maslow está diretamente relacionada com as prioridades do indivíduo. Para que alguém passe para o próximo nível de hierarquia, a etapa anterior deve ter sido saciada (no mínimo parcialmente). Quando as necessidades não são atingidas, o indivíduo continua na busca por sua realização. Mas ao saciá-las, ele se motivará a correr atrás dos objetivos do próximo nível de hierarquia. 

Para continuarmos motivados, é importante compreender o que estamos buscando e quais são nossas metas. A Pirâmide de Maslow é uma ferramenta que ajuda a mapear esses objetivos, e nos faz entender melhor quais necessidades estamos tentando saciar com eles.

Vale ressaltar que embora a “regra” seja suprir um nível antes de partir para o próximo, hoje a pirâmide é vista como uma estrutura bem mais flexível. É possível, por exemplo, que certos aspectos em algum dos níveis não sejam tão relevantes para a motivação de determinada pessoa. O que é certo é que todos estão ativamente buscando realizar suas respectivas necessidades em diferentes níveis.

Para entender melhor, vamos a um exemplo prático. Um analista de Marketing que busca ser diretor da área pode encontrar sua motivação para subir na carreira em diferentes fatores: segurança financeira (nível 2), reconhecimento dos colegas (nível 3), conquista pessoal (nível 4), etc. Saber qual a mola que impulsiona este analista é o que vai facilitar a realização desse objetivo, não deixando-o desistir no caminho.

Exercício prático: Identifique o que te motiva

Vamos treinar a auto reflexão e colocar em prática o que vimos até aqui?

Pense sobre as suas prioridades e identifique as suas maiores necessidades. Entenda a razão que faz você querer o que quer. Reflita também sobre como essas necessidades interagem com suas metas de médio e longo prazo. Você pode fazer isso seguindo os passos abaixo:

  1. Desenhe a pirâmide e escreva os níveis hierárquicos
  2. No topo da folha, escreva a sua maior ambição/meta
  3. Na pirâmide, começando pelo primeiro nível, identifique todas as necessidades que você saciaria se atingisse esse sonho
  4. Agora, reflita: quais dessas necessidades são mais relevantes para você? Por que?

Se você é um gestor, fica aqui a dica para aplicar esse exercício em 1-1’s com seu time.  

Como usar a Pirâmide de Maslow na gestão de pessoas da sua agência de Marketing

Se você tem o privilégio de trabalhar em uma agência que valoriza seus funcionários, provavelmente as forças da pirâmide de Maslow já estejam presentes em seu ambiente de trabalho. Mas caso esse não seja o caso, saiba que esses princípios podem ser facilmente aplicados pelos gestores ou CEO.

Esforçar-se para atender às necessidades da sua equipe, como líder, não faz sentido apenas moralmente – é bom do ponto de vista financeiro também, uma vez que atrair e reter os melhores talentos torna uma empresa altamente competitiva. Então, vamos entender a seguir o que sua agência pode fazer para que as necessidades dos colaboradores sejam atendidas:

1. No nível fisiológico

Em seu livro de psicologia industrial de 1965, Maslow on Management, o autor diz que as pessoas ficam insensíveis ao desenvolvimento da ambição quando as necessidades básicas não são atendidas. Então, se você como empregador e gestor quer garantir que seus colaboradores estejam suprindo essas necessidades, certifique-se de que eles estão recebendo um salário adequado. 

2. No nível de segurança

O segundo nível da pirâmide fala tanto sobre a segurança que é literal (ausência de violência e segurança financeira, por exemplo) quanto a que é mais abstrata (lei e ordem, estabilidade política, segurança psicológica, etc.). Mas como isso se traduz em um ambiente corporativo? 

Em primeiro lugar, o trabalhador precisa se sentir seguro no ambiente físico. Como estamos em uma pandemia, uma solução é implementar o home office ou garantir que todo o time use máscara durante o expediente, por exemplo.

Em segundo lugar, estão as questões relacionadas à segurança financeira, de saúde e de aposentadoria. Se um colaborador sabe que está coberto por benefícios médicos e de aposentadoria adequados, por exemplo, ele se sente seguro e tem uma maior probabilidade de permanecer leal ao trabalho. Se a sua agência ainda não oferece esses tipos de planos e benefícios, considere implementar.

3. No nível de pertencimento

Os dois primeiros níveis da hierarquia devem ser fornecidos em qualquer local de trabalho, mas a partir do terceiro é onde as empresas realmente começam a se destacar (ou não). Os gestores podem garantir que as necessidades de amor e pertencimento dos funcionários sejam atendidas de duas maneiras:

  1. Criando uma cultura que preza pela camaradagem e que incita os pares a colaborar, ao invés de competir uns com os outros
  2. Ter políticas empresariais favoráveis à família e amigos

Em um escritório onde ninguém conversa e trabalha silenciosamente, de cabeça baixa, até às 18h, é muito difícil as pessoas se sentirem à vontade para socializar. E isso pode prejudicar o gosto delas pelo trabalho. 

Tenha certeza: seus colaboradores vão valorizar muito mais a sua agência se o dia de trabalho envolver pelo menos um pouquinho de diversão. Por isso, uma ideia é agendar happy hours ou até mesmo um café semanal – qualquer evento que faça o time passar um tempo junto, sem falar de trabalho.

E em datas comemorativas como dia dos pais/mães e das crianças, por que não convidar as famílias para visitarem o escritório? 🙂

4. No nível de estima

A necessidade de estima foi posteriormente dividida por Maslow em duas categorias: motivadores externos e internos. E as empresas podem desempenhar papéis cruciais em cada uma.

Para motivadores externos, ações como prêmios e promoções ajudam muito a fazer as pessoas se sentirem publicamente reconhecidas por um trabalho bem executado. Aqui na RD, esse é inclusive um recurso poderoso que usamos com as nossas agências parceiras. 

Todo ano promovemos o Prêmio Agência de Resultados, cujo propósito é celebrar os melhores negócios de um ecossistema de mais de 2.000 agências (aquelas que fazem parte do Programa de Parcerias RD Station). Com diferentes categorias, o prêmio visa coroar agências que entregam resultados reais para seus clientes, com todo o apoio estratégico da RD.

O Prêmio acontece sempre no final do ano, e caso você tenha interesse em concorrer ainda dá tempo! Fale com um de nossos consultores para fazer parte 🙂

Os motivadores internos, por outro lado, são objetivos pessoais que os colaboradores definem individualmente para si próprios. À medida que esses objetivos são alcançados, sua auto-estima aumenta. Embora esse componente de estima possa ser interno, você ainda pode apoiar o seu time nesse aspecto.

Como? Apoiando os integrantes do time em seus planos de promoção e dando abertura para conversas honestas sobre objetivos e intenções futuras.

5. No nível de auto atualização

Enquanto as outras camadas da Pirâmide de Maslow são bastante genéricas e comumente enraizadas na natureza humana, esta está relacionada ao que é único no self. Então, é improvável que a auto realização de uma pessoa se pareça com a de outra.

Para algo que é tão inerentemente individualista, que papel você pode ter para permitir que os trabalhadores se tornem uma pessoa auto-realizada? 

Muitas vezes, há um senso de convenção rígido quando se trata de deveres e funções de trabalho. Os trabalhadores individuais, na maioria das vezes, têm muito pouca autonomia para individualizar sua experiência de trabalho.

Nesse sentido, você pode ajudar a permitir essa autonomia fazendo algo simples, como buscar o feedback dos trabalhadores (e realmente levá-lo em consideração), para dar aos funcionários a capacidade de moldar e ajustar suas próprias descrições e funções de trabalho (dentro de limites razoáveis). Estamos todos crescendo e mudando, o tempo todo, e os gestores devem estar cientes de que um cenário que era ideal para um funcionário há um ano pode não ser o mais adequado hoje.

Por último, Maslow também defendia que a autorrealização estava fortemente ligada ao altruísmo e à capacidade de enxergar além de si mesmo. Mais tarde ele até criou um sexto nível para a Pirâmide – a auto-transcendência – para captar melhor esse sentimento.

Então, assim como funcionários individuais podem se auto-realizar, o mesmo vale com empresas inteiras. Isso acontece quando o negócio se alinha com uma missão que vai além da geração lucro. Então, questione-se: a sua agência já tem uma missão bem definida? 

Caso ainda não tenha, desenha isso e garanta que os colaboradores estejam alinhados com ela. Isso também fará toda a diferença na motivação da equipe.

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