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Storytelling: o que é e como aplicá-lo no dia a dia da sua agência

Storytelling é a capacidade de transmitir conteúdo por meio de enredo elaborado e de narrativa envolvente, usando palavras e recursos audiovisuais; descubra como sua agência pode aproveitá-la!

Era uma vez uma agência que conseguia simplificar todo o seu trabalho com ações de storytelling. Utopia? Claro que não! Desde os homens das cavernas, que contavam as façanhas (ou desastres!) de suas caças ao redor da fogueira, até o happy hour de sexta-feira, a humanidade adora uma boa história.

Você com certeza tem uma grande história para contar. De onde veio a ideia de seu nome? Qual a origem de seu sobrenome? Que lugares você morou? Em nossa vida, nós é que escrevemos nossos próprios cases.

E por que não contar histórias para tornar as coisas mais claras em sua agência? Só porque você é especialista em algum assunto e trata disso há anos, não quer dizer que seus Leads, prospects e clientes podem reter e entender essa informação.

Preste atenção nas próximas linhas e anote seus hacks. O storytelling facilita a maneira com que me comunico há anos e tenho certeza que pode fazer muito por vocês também.

O que é storytelling

Storytelling é a habilidade de contar histórias utilizando recursos audiovisuais, além das palavras. A técnica ajuda a promover seu negócio e vender seus serviços de forma indireta, com caráter persuasivo. O storytelling é utilizado com frequência na TV, no marketing e na publicidade.

Para tornar o conceito mais claro, vamos dividi-lo em duas partes, utilizando um exemplo: o sistema solar.

Digamos que queremos contar histórias sobre o sol.

  1. STORY: o próprio sol.
  2. TELLING: são as maneiras que falaremos isso. Temos diversas versões para contar como é o sol.

Mercúrio, por sua proximidade, falaria que o sol é quente demais! Um calor infernal.

A Terra o chamaria de Astro Rei. Há um equilíbrio maior por causa das estações.

Já Netuno reclamaria: “o Sol é muito distante. Aqui é frio demais!”.

Viram como temos diversas versões da mesma história? O storytelling pode ser personalizado de acordo com o público.



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Tempo ou dinheiro?

Começo perguntando o que é mais importante em sua visão: tempo ou dinheiro?

De um lado o tempo. Imagine poder ter horas a mais de sono, momentos livres, poder curtir um fim de semana sem maiores preocupações…

De outro o dinheiro. Poder comprar o que bem entende, viajar para lugares que sempre sonhamos e até morar em uma cobertura, quem sabe.

O que surpreende é que mais importante do que tempo ou dinheiro, hoje em dia, é a atenção.

Mais que Leads, prospects, clientes ou plateia, tenha atentos! Eis o grande desafio.

Por exemplo, na correria dos dias de hoje, não queremos perder nem os 5 segundos de propaganda do Youtube, já perceberam? Como diria o poeta, hoje – sim – o tempo voa e escorre pelas mãos. Mas como ter a atenção das pessoas?

Lembrando o personagem da raposa de Saint-Exupéry em O Pequeno Príncipe: “por favor, cativa-me!”.

Como cativar, afinal?

Muita informação e pouco conhecimento 

Há informação em abundância. 

“Hoje a cada dois dias a humanidade cria mais informação do que o total somados de 100 mil anos até o ano de 2013”, traz Eric Schmitd, presidente do Google.

Imagine quanta informação foi consumida por uma pessoa antes que você entre em contato com ela: o jornal da manhã ao acordar, a rádio ao ir pro trabalho, as reuniões no trabalho, o bate-papo do almoço, mais reuniões (sem contar as mídias sociais).

Há, porém, pouco conhecimento. Por quê? Pela falta de atenção. Hoje todos sabem pouco sobre tudo e muito sobre nada.

Todos sabem que o Facebook mudou seu algoritmo, mas poucos dão atenção para transformar a informação em conhecimento.

Sim, contar uma história pode ajudar, e muito!

As mil e uma noites… de histórias!

Alguém lembra da Xerazade, de As Mil e Uma Noites? Essa antiga história vinda do Oriente Médio nos conta que um rei, Xariar, é traído. Por isso Xariar casa diariamente com uma nova mulher e manda matá-la após a noite de núpcias, com medo de uma nova traição. Até que chega a vez de Xerazade casar com o rei. A diferença é que ela aplicava o storytelling.

Por isso, vai contando histórias que prendem a atenção do rei com a seguinte fórmula: ao amanhecer ela interrompia a história para continuar na noite seguinte. Dessa forma, Xariar vai adiando a morte da moça, prendido pelas histórias, até que desiste de executá-la. E assim vai, com exemplos que respondem possíveis gaps, como:

  • Como ensinar meus filhos a não aceitar presentes de estranhos? Leia “Chapeuzinho Vermelho” para eles;
  • E quando quero reforçar que dizer a verdade sempre é bom? Conte a história do “Pinóquio”;
  • Como fazer evitar julgamentos? Apresente “A Bela e a Fera”… E assim vai.

Mas e aí? Como contar histórias poderia ajudar no dia a dia de minha agência? Importante lembrar: storytelling não é somente criar um personagem e criar uma historinha, muitas vezes sem objetivos. O storytelling tem contexto e objetivo, sim! E também podemos simplificá-lo com pequenos causos e facilidades como veremos a seguir.

Storytelling na prática

1. Na produção de conteúdo

Não preciso nem falar: antes de produzir conteúdo saiba quem você quer atingir com aquilo. Defina também qual será o tom de voz utilizado. Eu utilizo a regra: “é complicado fazer entender ou o texto precisa de algo que prenda o leitor? Vou exemplificar com uma história”.

Não existe exemplo mais prático do que a comparação do Sistema Solar com storytelling feita linhas atrás. É aí que pensamos em uma importante figura de linguagem: a metáforaA metáfora é uma comparação implícita com algo.

Muitas vezes, quando corrijo palestras ou textos de amigos e colegas, o que falta é amadurecer aquele conteúdo com metáforas. Elas podem prender o leitor e facilitar o entendimento.

Por que não pedir a correção do conteúdo por alguma pessoa que não faça nem ideia do que aquilo é, como um parente?

Se mesmo assim você sentir dificuldade de encaixar metáforas e histórias no meio do conteúdo, sugiro que você escreva o texto inteiro, cru, para depois incluir formas que facilitem o entendimento.

E, acima de tudo, use a criatividade! Produza conteúdo diferente! Não importa se existem diversos artigos sobre esse tema.

Outro ponto importante é: seja verdadeiroNunca esqueço do filme Good Morning Vietnam (1987). Adrian Cronauer (o personagem encenado por Robin Willians) é DJ em uma rádio no meio da Guerra do Vietnã. A grande e simples diferença para o resto dos radialistas era: ele falava e prezava pela verdade, mesmo com as histórias que contava. Lembre-se disso!

Obs.: a ficção também é válida, desde que não caia para o lado da falsidade.

2. Nas vendas

Em primeiro lugar: eu entendo o que vendo?

Se sou um parceiro da Resultados Digitais e trago cinco novos clientes para o RD Station, será que estou pronto para vender essa ideia? Como eu estou contando essa história, já que se trata de uma venda complexa?

Só porque somos especialistas em algum assunto, não podemos achar que os prospects falam e entendem nossa línguaPor isso, acredito que sejam fundamentais quatro pontos:

  • Tempo: se temos exatamente 15 minutos, como vamos falar com essa pessoa e levar nossa mensagem? Lembrem-se de que Xerazade sabia que tinha a madrugada inteira. Por vezes não podemos contar grandes histórias pelo tempo que temos. Preste atenção na ideia já citada de pequenos contos e metáforas.
  • Conhecer o assunto: vamos falar de RD Station? Ok. E como vamos falar sobre o software para esse prospect? Temos que entender como vamos falar com essa pessoa. Antecipar desentendimentos. Exemplificar e facilitar explicações. Facilitar o “namoro” com a ferramenta através de um discurso personalizado.
  • Ambiente e interesse: quantas pessoas estarão do outro lado? Quem eles são? Qual o nível de importância na empresa?

Estarão vendo o seu serviço como a última salvação para a crise ou são um case de sucesso na sua área?

  • Objetivo: Qual é o objetivo desse processo, em geral? Existe um funil definido para facilitar as reuniões de vendas consultivas?

Dessa forma, em um rápido levantamento dos quatro pontos citados, conseguimos encaixar alguma forma de storytelling.

3. Na consultoria

Um consultor é um facilitador. Senão não seria consultor. Ele tem o dever de retirar pedras do caminho, remover montanhas e alcançar os objetivos esperados.

Impossível não recordar de um de meus filmes preferidos: Dead Poets Society. Nele (por coincidência) o mesmo Robin Willians interpreta um professor de poesia, John Keating. Como um consultor para seus clientes, o professor tem que compartilhar conteúdo com seus alunos. A diferença é que o mestre, ortodoxo, trazia métodos inusitados de transmitir seu conhecimento com os alunos: aulas no jardim do colégio, por exemplo, fazendo com que os alunos entendessem e pensassem por si próprios. A isso damos o nome de pedagogia: as estratégias e métodos para o ensino.

Os consultores de sua agência entendem a importância de um discurso adaptado a realidade dos clientes? Ou seguem um padrão que mais se assemelha a um robô?

E você, consultor? Dentre o escopo de trabalho qual é o tema que os clientes mais sentem dificuldade em entender? (não julgo aqui a qualidade da consultoria, mas sim a complexidade do tema relacionado ao conhecimento dos clientes).

Por exemplo: se você vai explicar o que é a Jornada de Compra do cliente, que tal contar uma história?

“Seu João, hoje vamos falar de Jornada de Compra. Em primeiro lugar pergunto: você conhece alguém que pediu a mulher em casamento no primeiro encontro? Pois é! Com a Jornada de Compra também é assim: vamos aos poucos…

A etapa de “Aprendizado e Descoberta” é comparada ao dia que o casal se conheceu. Você, aos poucos, vai descobrindo quem é essa pessoa.

Em “Reconhecimento do Problema” surge a pulga atrás da orelha. É hora de dar um passo a mais com essa moça?

Já em “Consideração da Solução” vamos considerando o casamento: quanto sairia um apartamento novo, por exemplo?

E, finalmente, na etapa de “Decisão de Compra” é hora de pedi-la em casamento. Essa é a decisão final.”

O storytelling para consultorias pode ser acompanhado de situações humanas e seus sentimentos. Isso facilita o entendimento.

O exemplo do casamento com o Seu João poderia virar um exemplo relacionado a esportes com o Seu José, e histórias em quadrinhos com a Dona Maria.

Saiba com quem você está lidando e facilite este entendimento! Assim se ganha tempo.

Conclusão

Storytelling não tem que ser uma ferramenta, e sim um processo. Storytelling não é feito à toa, mas sim fornece um aprendizadoHá muitas maneiras de utilizá-lo no dia a dia de sua agência.

Importante lembrar que o storytelling, em quaisquer das áreas, nunca pode gerar overtime do leitor, prospect ou cliente. O tempo é sagrado. Não abuse da duração do storytelling, mas saiba encaixá-lo da melhor maneira possível.

E você, já utiliza ou deseja utilizar storytelling em sua agência? Compartilhe conosco! Até a próxima!


Esse post foi publicado originalmente em agosto de 2016. Em agosto de 2017, foi atualizado e republicado. 

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