#Hostel: André Carvalhal e Facundo Guerra compartilham dicas de como as marcas devem se adaptar às mudanças pós-pandemia

A Sympla convidou dois visionários para falar sobre as mudanças do mercado, trazendo insights e tendências para o futuro


Para fechar o segundo dia do Hostel by RD Summit, a Sympla convidou dois visionários, André Carvalhal e Facundo Guerra, para falar sobre previsões e o futuro, trazendo insights e tendências para o próximo ano.

Com o tema As Previsões do Mercado: Mitos e Verdades da Era Pandêmica, os convidados responderam várias questões sobre as mudanças na forma de consumir, além das adaptações que o mercado precisou e ainda precisa adotar por conta da pandemia.

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“Não existe um único tipo de consumidor”

Perguntado sobre quais são as novas maneiras de consumir, André Carvalhal compartilhou sua visão de que muitos reports surgiram durante a pandemia falando de um mundo mais consciente. O fato é que a pandemia não acabou, mas já conseguimos ver algumas mudanças no comportamento do consumidor.

Ele destacou que, quando o mercado da China voltou a abrir, muitas marcas bateram recordes de vendas. Então fica o dilema: teremos um mundo mais sustentável, consumindo menos, ou mais eufórico para comprar?

“É importante a gente entender que não existe um único tipo de consumidor. Precisamos estabelecer a visão de que sim, teremos pessoas consumindo menos, mas não necessariamente ficaram mais conscientes. Várias pessoas perderam o emprego durante a pandemia”, relata André.

Ele ainda destacou que também existe a compreensão da nossa correlação com a natureza, que pode resultar na mudança de comportamento.

Facundo Guerra e André Carvalhal no Hostel

“Empreender não será mais facultativo”

Na visão de Facundo Guerra, “a pandemia afeta diferentes pessoas de diferentes maneiras, e muitos voltarão aos comportamentos antigos porque o consumo também é uma maneira de expressão. A Geração Z será formada em cima de uma pandemia”.

Facundo ainda destaca que a tendência é de que as pessoas não tenham mais carreiras. “Temos 2, 3 ou 4 fontes de renda diferentes para compor nosso orçamento mensal. Os jovens terão 3 ou 4 carreiras diferentes, com fluidez de identidade, de orientação sexual, em todos os sentidos”.

Por conta do fim da fronteira entre carreira e emprego, as novas gerações terão que empreender. Na visão do empreendedor, que já iniciou 20 negócios, no futuro próximo poucos sobrarão só com a carteira assinada como fonte de renda.

Empreender não será mais uma opção ou visto como uma opção de luxo. Por conta do efeito colateral da pandemia, será um direcionador de comportamento. “Empreender não será mais facultativo”, finaliza.

“A pandemia foi uma aceleração do que vinha acontecendo”

As pausas nas experiências presenciais fizeram surgir mitos como o digital vai substituir o presencial. Mas, com a retomada gradual do mercado, parece que o novo normal se parece mais com o antigo normal, só que de máscara. E qual será a relação disso com um mundo que buscava ampliar a socialização fora de uma tela?

Para André Carvalhal, “a pandemia foi uma aceleração do que vinha acontecendo. As pessoa que vinham nesse processo de consciência podem sim ter se tornado mais conscientes, mas não podemos generalizar dizendo que vai acontecer com todo mundo. Mas nada substitui o presencial. Se a gente migrar só para o digital, podemos dizer que falhamos como humanidade”.

Quando falamos das práticas presenciais, nos referimos a cultura, movimentos e experiências. Então quando surgiu a necessidade de digitalizar a nossa vida durante a pandemia, muitos tentaram transferir as mesmas coisas para o digital.

Para André, isso não é a mesma coisa. “Não podemos ter a expectativa de que vamos substituir as coisas. Hoje a Geração Z já comemora aniversários dentro de jogos, o que é diferente de usar o mesmo aplicativo de reuniões, como o Zoom”.

A nossa busca deve ser por novas experiências, não só substituir do presencial para o online. “O caminho é a fusão das duas coisas, mas é romântico pensar que o digital vai substituir em tudo o presencial”.

Facundo Guerra e André Carvalhal no Hostel by RD Summit

“Algumas situações permitem ter uma fluidez entre o físico e o digital, outras não”

Facundo Guerra destaca que a pandemia não apagará centenas de anos de cultura. “Existem experiências que são traduzidas para o digital, e outras que não são. Precisamos entender que existem novos lugares digitais como o Fortnite e o Tinder”.

Ele destacou que, dentro de um game, o público pode se expressar da maneira que quer. “Algumas situações permitem ter uma fluidez entre o físico e o digital, outras não”.

Já quando falamos da figura dos influenciadores digitais e o seu papel de gerar consumo, encontramos um novo perfil que são dos Curadores de Conteúdo. Mas será que as redes sociais se tornaram mais conscientes?

No entendimento de Facundo, a produção de conteúdo é tamanha hoje em dia que chega a ser asfixiante. Por isso, contar com perfis que nos identificamos, para ter uma visão de mundo pelo olhar deles, ajuda sim a ter um filtro para o excesso de conteúdo.

“Postar uma foto na praia com um corpo perfeito em plena pandemia é não ter empatia, é um pouco cruel. Estamos nessa transição, e quando perceberem que isso dá menos curtida do que o conteúdo de valor, que tem mais engajamento, talvez a gente veja uma mudança real”, completa.

Como as marcas podem se adaptar às mudanças?

Para ambos, a resposta aqui está na humanização. E para colocar em prática, as marcas devem olhar para o presente. Querer fazer qualquer tipo de previsão no momento de tanta incerteza é meio ingênuo.

As pessoas buscam maneiras de resolver seus problemas hoje, entendendo o que precisam aqui e agora. Ao olhar para as marcas, a mentalidade será entender se elas têm relação com o que acreditamos e buscamos no momento.

E nas palavras de André Carvalhal, essa tendência já tem até nome: “quero lançar a tendência do presentismo”.


Esse foi só o resumo do bate-papo no #HostelByRD. Você pode conferir ele na íntegra, a partir do dia 07/12, acessando a plataforma do Hostel by RD Summit. Comprando seu ingresso, você terá 3 meses para assistir a todo o conteúdo das mais de 100 palestras.

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