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O que é busca semântica e como usá-la na produção de conteúdo?

O objetivo da busca semântica é melhorar a precisão dos resultados ao entender a intenção do pesquisador utilizando outros fatores além da palavra-chave — no caso do Google, são mais de 200 deles

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Se você estudou comunicação, é provável que o termo semântica remeta às aulas da faculdade. Ou, ainda, às aulas de português da escola.

No entanto, além da interpretação mais conhecida, segundo a qual semântica é o “ramo da linguística que estuda o significado das palavras”, o termo ganhou nova relevância na internet nos últimos anos.

Diz-se que os mecanismos de busca, como o Google, viraram semânticos.

Mas o que é busca semântica?

E o que muda quando ela é aplicada aos buscadores?

Será que devemos mudar a maneira como produzimos conteúdo para continuarmos ranqueando nossos textos?

Responderemos a essas perguntas neste post!

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O que é busca semântica

O site NXTFactor dá uma definição concisa de busca semântica:

Busca semântica é quando diversas fontes são utilizadas para realizar uma busca, não somente as palavras-chave.

O termo semântica, como dissemos na introdução, refere-se ao significado ou essência de algo. Quando aplicado à busca, o conceito tem relação com o estudo das palavras e da sua lógica.

O objetivo da busca semântica é melhorar a precisão dos resultados ao entender a intenção do pesquisador. Para isso, o sistema de busca semântica utiliza dados como localização, variação das palavras, sinônimos, dentre outros.

Qual a origem da busca semântica?

A busca semântica surge a partir da ideia de web semântica — termo que, por sua vez, foi criado por Tim Berners-Lee, James Hendler e Ora Lassil.

Em 2001, os cientistas publicaram um artigo descrevendo a possibilidade de computadores e humanos trabalharem em cooperação, interligando significados de palavras e atribuindo sentido aos conteúdos publicados na internet.

Mas, apesar de já se falar de busca semântica desde anos antes, o primeiro grande avanço prático ocorreu em 2013, com a atualização que o Google nomeou de Hummingbird. Na época, falamos sobre o que ela representava no post O que muda em SEO com a nova atualização do Google, o Hummingbird.

De forma resumida, a novidade tornava mais precisos os resultados de buscas para os usuários, com o Google indo além da palavra-chave e considerando não só os termos buscados, mas sinônimos, contexto e fatores mais complexos, como a localização do usuário e pesquisas anteriores realizadas por ele.

O Hummingbird alargou as possibilidades da busca para um mundo de fatores semânticos. Atualmente, o Google utiliza mais de 200 fatores para oferecer resultados aos usuários. É impossível conhecer todos, mas sabe-se que o comportamento do usuário os afeta.

Quais os benefícios da busca semântica?

Para quem procura, a resposta é simples: a busca semântica é muito mais precisa.

Mas também existem vantagens para os mecanismos de busca. Oferecer resultados de busca com menos spam, mais conhecimento da intenção do usuário e mais conversação permite que os usuários tenham uma melhor experiência.

Por meio de conexão de dados, a busca responde prontamente a questões como “qual a massa do sol?”.

busca semântica

Da mesma forma, quando pesquisamos pela famosa frase I’m sorry, Dave, dita pelo computador HAL no filme 2001: Uma odisseia no espaço, o buscador retorna não o nome do personagem, mas também o título do longa.

busca semantica

Já se eu pesquiso, por exemplo, por apelidos como “Floripa”, o Google entende que se trata de Florianópolis e mostra resultados para ambos os termos:

busca semântica

Levando em consideração a intenção e os dados do usuário, é possível oferecer resultados muito mais adequados.

E, por resultados adequados, entenda-se não aqueles que contêm somente muitas palavras-chave e títulos otimizados (embora isso continue sendo importante), mas que estejam alinhados às intenções do usuário.

Como a busca semântica influencia na produção de conteúdo?

Ok, a busca semântica é uma realidade e somente espalhar palavras-chave pelos seus posts não adianta mais. O que fazer para aplicar essas informações?

1. Produza conteúdos de qualidade

Quando falamos de produção de conteúdo voltado para a busca semântica, tenha em mente que você deve produzir conteúdo de qualidade. O Google precisa saber imediatamente do que o seu material se trata para poder recomendá-lo às pessoas.

Produzindo bom conteúdo você se torna autoridade no seu mercado e é bem mais provável que seja referenciado pelo Google.

Determine pelo que você quer ser conhecido e, a partir daí, escolha as palavras-chave para as quais quer ranquear. Veja quem ocupa esse espaço e tente fazer melhor!

Além disso, se o seu conteúdo é de baixa qualidade você não terá bons resultados não só em relação ao Google, pois, mesmo que consiga ranquear, as pessoas não ficarão satisfeitas nem compartilharão seus posts ou materiais.

2. Produza conteúdos que respondam as dúvidas do seu público-alvo

Crie conteúdos que não falem da sua empresa, mas respondam as dúvidas dos seus potenciais clientes, atraindo tráfego e ganhando autoridade. Sites como o Answer the public ajudam a descobrir as perguntas que as pessoas fazem em mecanismos de busca sobre diversos assuntos.

A intenção do usuário também importa muito mais em tempos de busca semântica. Esteja certo ainda de que o conteúdo que você produz tem um foco claro — criar uma persona pode ajudar a entrar na mente do seu cliente em potencial, produzindo conteúdo especialmente voltado para as necessidades dele.

3. Escreva para pessoas

Ao redigir seus conteúdos, faça uso de linguagem natural: utilize frases em ordem simples, que facilitam a compreensão — tanto do público quanto do mecanismo de busca. O texto deve ter propósito e dar respostas diretas ao público.

Para garantir que o texto está claro e direto, uma dica é fazer a leitura em voz alta quando terminar de escrever.

4. Adicione links internos

Adicionar links internos (aqueles direcionados para outras páginas do seu próprio site) também é uma forma de indicar conteúdos que tenham correlação com o seu, melhorando a experiência do usuário. Além disso, links internos geram um caminho entre uma página e outra, o que transfere autoridade ao site.

É recomendado utilizar entre 2 e 5 links internos em cada publicação, mas o número pode variar segundo a densidade de cada texto. O ideal é inseri-los somente quando fizer sentido e sem indicações genéricas, como “clique aqui” ou “neste post”. Se possível, adicione-os sobre a palavra-chave.


Como já falamos aqui no blog da RD muitas vezes, a ideia principal deve ser sempre oferecer ao usuário o melhor conteúdo e a melhor experiência possível. Quanto melhor ela for, melhor seu site será considerado pelos mecanismos de busca.

A busca semântica já é uma realidade, então o melhor a fazer é seguir as boas práticas. :)

E você, qual sua experiência com a busca semântica? Deixe seu comentário!

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