Clipping: como fazer e qual é a importância dele para a comunicação da sua empresa?

Entenda como o monitoramento através do clipping de citações em notícias e reportagens pode impactar na construção da imagem da sua marca


Clipping – ou clipagem, em português – é o processo contínuo de monitoramento, análise e arquivamento de menções feitas na mídia a uma determinada marca. É feito por agências e ferramentas especializadas, sob a forma de relatórios quantitativos e qualitativos com dados como data, veículo, relevância, tema da matéria, sentimento, valoração e audiência estimada.


Quando o assunto é comunicação e marketing, o objetivo de toda empresa ou empreendedor é que sua marca apareça na mídia – de preferência, inúmeras vezes. Mas como monitorar essas aparições? É aí que entra o clipping.

Para as empresas que trabalham com uma agência de assessoria de imprensa ou relações públicas, o clipping é o elemento fundamental para que se faça a mensuração de resultados conquistados.

Neste post, vamos explicar em detalhes o que é clipping, como fazê-lo e quais as oportunidades ele pode trazer para a sua empresa. Você vai ver ainda uma ferramenta gratuita para fazer clipping – que você provavelmente até já conhece!

O que é o clipping

Clipping ou, na versão em português, clipagem, nada mais é do que processo contínuo de monitoramento, análise e arquivamento de menções feitas na mídia a uma determinada marca. 

Além das matérias, cabe à empresa em questão definir quais informações eles pretendem registrar sobre a menção. Em geral, são as seguintes: 

  • Data;
  • Veículo;
  • Relevância;
  • Tema da matéria;
  • Sentimento (positivo, negativo ou neutro);
  • Valoração (que calcula quanto custaria o espaço de uma determinada notícia numa publicação se a empresa comprasse um anúncio do mesmo tamanho), 
  • Audiência estimada.

clipping

Qual é a importância do clipping

O clipping é um dos elementos mais básicos para se medir os resultados da estratégia de comunicação de uma marca – e ao mesmo tempo um dos mais completos. Um clipping bem organizado é capaz de responder diversas perguntas sobre como está a imagem da empresa na mídia. Por exemplo:

  • Ela é frequentemente citada? 
  • Quando aparece, é retratada de maneira positiva ou negativa? 
  • Qual público está atingindo?

Desse monitoramento, são retirados dados que podem reger a estruturação do plano de comunicação, seja para aumentar a exposição de uma marca, construir a reputação de uma empresa ou divulgar um produto ou serviço. A partir do clipping, é possível também identificar assuntos sensíveis e quais são as publicações que mais abordam esses temas, ajudando a prevenir eventuais crises.

Essas informações também podem ser utilizadas para uma estratégia mais proativa. Delas saberemos, por exemplo, quais pautas rendem mais publicações, mais views e maior retorno financeiro. Com base nisso, o ideal é que a empresa e/ou sua assessoria de imprensa redirecione a comunicação a assuntos que atraiam um maior público e promovam maior engajamento. Isso, claro, sem deixar para trás os valores e expertises da marca.

O clipping também mostra quais veículos são mais propensos a divulgarem pautas sobre a sua marca – aqueles mais receptivos. Após essa identificação, vale pensar em estratégias de aproximação com esses portais, jornalistas e comunicadores. Esse trabalho é comumente realizado pela assessoria, então não deixe de cobrá-la. Tais contatos podem ser bastante úteis!

Monitorando o cenário e a concorrência

Algumas empresas ainda optam por fazer o clipping não só de si, mas também dos concorrentes diretos. Pode ser interessante saber o quanto ele está sendo citado, em que veículos, por quais pautas, e comparar resultados.

Outra funcionalidade interessante do clipping é monitorar palavras-chave ligadas a sua marca e produtos. A ideia é entender quais as tendências e assuntos mais falados no setor e promover-se com base nessas informações.

No entanto, recolher tamanha quantidade de dados toma tempo. Para maior praticidade, há a opção de utilizar serviços pagos de clipping, que lhe entregarão informações já compiladas e classificadas.

Qual deve ser o  investimento em clipping?

Não existe valor exato. Tudo dependerá do formato, da periodicidade (diário, semanal, mensal), da quantidade de informações presentes no clipping e, principalmente, da ferramenta escolhida para realizá-lo.

Entenda e escolha as opções de mercado mais eficientes e que melhor atendam as necessidades da sua empresa.

Google Alerts: uma opção gratuita de clipping

Se sua marca ainda é pequena e ainda não tem tanta exposição, vale considerar realizar esse processo internamente, sem custo. Nesse caso, a ferramenta de mais simples utilização são os Alertas do Google. Nele, você seleciona palavras-chave (nome da marca, dos produtos, etc), o idioma, o local, as fontes (veículos tradicionais, redes sociais, vídeos) e também a periodicidade com que você quer receber essas citações.

Os resultados serão enviados para seu email. Assim, você poderá reuni-los em uma planilha online, por exemplo, e fazer a categorização mais indicada.

>> Acesse um guia completo de uso do Google Alerts

Ferramentas básicas pagas, que organizam num e-mail diário as principais menções e prints das notícias, começam em algumas centenas de reais. Já ferramentas mais complexas, com relatórios, análises de concorrentes, classificação por tiers, sentimento, valoração etc, podem chegar a alguns milhares de reais. 

O que são os tiers de veículos?

Um dos tratamentos mais básicos e importantes é estabelecer os chamados “tiers” dos veículos, uma relação de publicações que são mais relevantes para a sua empresa ou negócio. 

O Tier 1 engloba os principais veículos de massa com portais, canais abertos de TV, jornais de grande circulação e rádios de grande audiência. Você pode estabelecer também veículos segmentados que sejam bastante relevantes para a sua estratégia. Por exemplo: se sua empresa é do setor de saúde, sair numa publicação voltada a profissionais de saúde é tão importante quanto aparecer numa matéria de negócios em um grande jornal. 

O Tier 2 costuma englobar veículos de menor audiência, mas ainda sim relevantes, como os principais jornais, sites e revistas de uma região específica ou outras publicações segmentadas. 

O Tier 3 reúne publicações pequenas, blogs e outros registros online que não terão grande impacto, mas que ajudam em longo prazo na exposição da marca. E vale lembrar: a mesma lógica dos três Tiers vale para influenciadores, podcasters, youtubers e outros formatos mais recentes de mídia.

Próximo passo: o relatório

Após receber o clipping, o ideal é que a empresa ou sua assessoria monte um relatório com base nas informações trazidas. Afinal, os dados por si só não dizem nada. É necessário compilá-los e analisá-los para entender profundamente os resultados e, a partir daí, estruturar a melhor estratégia para sua a sua marca. Por isso, algumas empresas clipadoras já possuem a praticidade de trazer relatórios prontos.

Vale sempre pedir orçamento e negociar um período de testes com o fornecedor de clipping para ver com qual você se adapta melhor. O importante é que você saia com segurança de que vai obter o que precisa para entender melhor o posicionamento da sua marca na mídia.

Um complemento interessante é conectar a sua presença na mídia com as suas ações de Marketing Digital. Uma boa maneira de fazer isso e com o RD Station Marketing, ferramenta que torna a sua operação mais produtiva reunindo os principais recursos em um só lugar.

Além de ajudar a executar todas as ações de marketing, ele ainda ainda entrega relatórios completos para você ter clareza do retorno e dos resultados. Então, aproveite para fazer um teste gratuito deixando o seu email abaixo!

Post produzido pela equipe da agência Nova PR

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