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O que aprendi cobrindo três eventos da RD no Instagram

Deixo aqui 11 conclusões que tirei ao realizar a cobertura no Instagram dos eventos RD On The Road (São Paulo e Belo Horizonte) e RD Partner Day

Em 2017, fui escalado para cobrir três eventos da Resultados Digitais: os RD On the Road em Belo Horizonte e São Paulo e o RD Partner Day.

Fiz a cobertura em tempo real no Twitter e no Instagram – usando bastante a ferramenta Stories deste último.

Neste post, falarei sobre o trabalho realizado no Insta da RD.

 

É hoje! 1500 pessoas participam do #RDOnTheRoad São Paulo! Acompanhe a cobertura do evento durante todo o dia!

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Sou jornalista e já tinha alguma cancha em transmissão de eventos ao vivo na internet, o que me ajudou – e imagino que me credenciou – a cumprir a tarefa. Contudo, nunca tinha feito nada via Instagram, a não ser selfies, stories engraçadinhos e fotos de paisagens, o que me deixou com um friozinho na barriga.

A boa notícia, ao menos para mim, é que a RD também nunca tinha feito esse tipo de coisa. Teríamos margem, então, para experimentar o formato, testar novidades, acertar e errar. O objetivo era passar dicas dos palestrantes dos eventos para quem não estava lá, reforçar a nossa presença na rede social e, de quebra, converter alguns Leads.

(Eu também tinha o objetivo pessoal de não confundir a minha conta com a da empresa durante os três eventos, o que posso alegremente comunicar a você que consegui. Ufa.)

Então, sem mais delongas, vamos às principais conclusões que tirei da cobertura desses três eventos no Instagram:

1. Equipamento básico

Você vai precisar de um smartphone com uma boa câmera e de acesso confiável à internet. Eu usei um Samsung S8, com câmera de 12 megapixels. O celular agiliza a produção e publicação de posts e stories, o que amplia o sentimento de tempo real para os seguidores. É possível usar câmeras “tradicionais” e computador para editar, mas a pegada será outra.

O 4G da operadora de telefonia deu conta de fazer os uploads sem maiores problemas, exigindo apenas um pouco de paciência. A rede Wi-Fi em eventos pode ser problemática, já que será dividida entre centenas de pessoas, então o ideal é ter disponibilizada uma rede com menos tráfego para a cobertura.

Aqui vale um destaque: o Instagram Live. Ele aumenta o engajamento, já que puxa o seu perfil para a frente da fila dos stories dos usuários. Além disso, agora também fica 24 horas disponível para seus seguidores. Certifique-se de que a internet seja rápida, senão a imagem vai ficar pixelada e o som pode até sumir. O que seria uma atração bem legal da cobertura pode acabar virando um micão!

Os cortes em fotos e vídeos podem ser feitos diretamente no aplicativo. Se quiser compartilhar posts produzidos por participantes, baixe o Repost, que é grátis e fácil de usar.

 

Em relação ao “equipamento humano”, vai depender muito do tamanho do evento e da profundidade da cobertura. Da minha experiência pessoal, posso dizer que é uma boa que apenas uma pessoa por vez esteja no comando do Insta. Caso haja mais gente disponível, aproveite para organizar turnos, diminuindo o desgaste.

2. Ter um planejamento é fundamental

Como em qualquer cobertura jornalística, é preciso conhecer as pessoas com quem você vai falar. Saber seus nomes, empresas e especialidades é o mínimo. Vá além: entre em seus perfis no LinkedIn para conhecer um pouco mais sobre seus interesses recentes, que podem render assuntos para uma entrevista ou mesmo um quebra-gelo.

Tenha também um plano do que vai fazer. Embora a improvisação seja um componente natural de uma cobertura em tempo real, não dá para resolver tudo na hora. Conheça bem as possibilidades do aplicativo, separando emojis aplicáveis a diferentes assuntos, por exemplo. Vá com algum cenário traçado para o uso de Boomerang, que todo mundo curte.

Defina uma hashtag única para a cobertura e para os participantes usarem. No RD Partner Day, houve uma divulgação grande da #RDPartnerDay, inclusive com totem de impressão de fotos. Funcionou melhor que nos RD On the Road, com divisão entre os que usavam #RDOntheRoad e os que colocavam BH e SP ao final.

3. Mantenha uma colinha

O RD on the Road tinha um aplicativo que indicava a sequência de palestras e intervalos, mas se o seu evento não tiver, use a boa e velha colinha de papel. Tanto em Belo Horizonte quanto em São Paulo eram mais de dez palestrantes, com trilhas simultâneas, portanto não era uma boa confiar apenas na memória.

Essa colinha também pode conter anotações prévias sobre seus entrevistados, que você coletou lá na fase de planejamento. Lembre-se: caso esqueça de alguma coisa, não fique com vergonha de perguntar. Nunca saia com dúvidas, pois isso terá como consequência uma informação incompleta para seu leitor ou seguidor.

4. Seja bem-humorado

O Instagram, e principalmente o Stories, pede um estilo mais relaxado de postagens. Os picos de acesso do aplicativo são a hora do almoço e após as 18h, quando as pessoas estão querendo descansar a cabeça do trabalho. A última coisa que esperam, portanto, é uma empresa forçando uma venda ou oferecendo conteúdo duro e chato.

Ser bem-humorado é diferente de ser engraçado. Se você se preocupar demais em fazer piadas, pode perder o foco no que realmente importa, que é cobrir o evento e reforçar a sua marca. Além disso, humor é um negócio muito subjetivo: o que uma pessoa acha graça pode não fazer sentido para outra ou, pior, ofender uma terceira.

Então, o que é ser bem-humorado? Em cobertura de eventos, é ser leve sem deixar de ser interessante. No OTR BH, por exemplo, a Glóbulo colocou um tiranossauro para circular entre os participantes. Eu aproveitei para tirar a foto a seguir, destacando as possibilidades de networking do evento:

 

Encontre o dinossauro fazendo networking no coffee break do #RDOnTheRoadBH! 😂

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5. Use links no Stories

O Instagram sempre foi a rede social mais fraca para divulgação de links – quem nunca usou o pouco prático “link na bio” que atire a primeira pedra. Os stories estão resolvendo, ao menos em parte, esse problema. O seguidor pode dar um swipe na tela e ter acesso à sua página ou… (som de tambores rufando) uma Landing Page.

Sim, você pode mandar a pessoa direto para uma Landing Page! Tome cuidado para que, assim como em qualquer boa estratégia de Marketing de Conteúdo, os links estejam inseridos no contexto. Lembre sempre que seu objetivo principal é uma experiência agradável para quem está acompanhando seu evento.

6. Prepare URLs rastreáveis

Usamos os links no Stories de formas diferentes no OTR BH e no OTR SP. Na capital mineira, enviamos os usuários para posts no blog da Resultados Digitais. Já em São Paulo, fizemos uma seleção prévia de materiais ricos que seriam incluídos na cobertura do evento. Não foi opção, mas o simples fato de que nos preparamos melhor para o segundo.

A diferença está na qualidade da informação obtida posteriormente. Pós-BH, constatamos um aumento no tráfego do blog via Instagram. Boa notícia, mas pouco quantificável, mesmo com o aumento expressivo. Para São Paulo, preparamos URLs rastreáveis para cada um dos materiais ricos – inclusive para o Twitter. Você já deve estar imaginando o resultado.

Com as URLs rastreáveis, sabemos exatamente quantas pessoas abriram o link e quantas converteram. Podemos analisar o interesse despertado nos nossos seguidores do Instagram para a novidade, separado em cada um dos materiais!

A operacionalização é simples: criei um documento acessível no celular, com seções separadas por palestrante e tema. A partir dele, era só copiar o link e colar no local adequado da storie selecionada.

7. Chame a atenção para os links

Além de inserir os links no contexto da cobertura, é uma boa ideia chamar a atenção do leitor para eles. Lembre-se que muita gente ainda não está acostumada a essa feature do Instagram, então o indicativo de fazer o swipe pode simplesmente passar despercebido.

No RD On the Road São Paulo, usamos uma imagem de fundo padrão com o logo do evento toda vez que surgia um link no Stories. Era uma forma de criar familiaridade com o usuário. Além disso, o texto tinha que ser curto, porém obrigatoriamente conter um Call-to-Action: “faça o download”, “baixe o eBook”, “deslize a tela” etc.

cobertura de eventos no instagram

Você não deve publicar links em sequência, porque isso pode irritar o seguidor. Aplique conceitos de Inbound Marketing à sua cobertura, oferecendo conteúdo de qualidade, nesse caso em foto e vídeo, antes de querer converter o Lead.

8. Não se esqueça da timeline principal

Stories é bem legal, despojado, permite links e tudo mais, mas o que fica para a posteridade é a timeline principal. Além de foto ou vídeo, você pode colocar textos maiores nos posts, passando ainda mais informação aos seguidores.

Nos eventos da RD, procuramos combinar a imagem da pessoa com uma frase interessante ou dica útil passada durante a palestra. Vale também estimular os comentários, criando um diálogo que não é possível no Stories.

 

Dá para pensar, por exemplo, numa combinação das duas coisas. Nos RD on the Road, vários palestrantes fizeram a gentileza de gravar dicas curtas de suas especialidades. Algumas delas foram usadas na timeline principal, sob a forma do texto que acompanha a foto.

Evite o excesso de postagens na linha do tempo, pois alguns seguidores podem se irritar. Deixe o excesso de atualizações para o Stories, sendo mais criterioso e buscando mais qualidade no material que será publicado na timeline.

9. Grave e depois publique

À exceção de cenas em que não está ocorrendo movimento algum, não há motivo para registrar imagens diretamente no Instagram – isso vale também para o Stories. Você pode tanto filmar quanto fotografar antes, selecionando o que ficou melhor para os uploads posteriores.

 

O Instagram Stories permite que você poste fotos e vídeos registrados nas 24 horas anteriores. O único cuidado que você deve ter é que algumas fotos podem ser cortadas para virarem stories, então é boa ideia captar imagens a uma distância um pouco maior – e sempre na vertical.

10. Deixe entrevistados à vontade

Gravar para depois postar também ajuda a deixar os entrevistados mais à vontade. Isso também permite uma maior flexibilidade no tempo. Alguns palestrantes, por exemplo, têm rituais antes de subirem ao palco, evitando contato com outras pessoas e concentrando-se. Não custa reforçar: o bom andamento do evento é a prioridade.

Vale a pena entrar em contato previamente com quem vai se apresentar, via email. Mande um recado dizendo quem você é e o que estará fazendo no evento. Isso facilitará a preparação, evitando surpresas desnecessárias. Ah, e esteja devidamente identificado como membro da organização no dia, também.

11. Diversifique o conteúdo

Ofereça conteúdo variado ao seu seguidor, principalmente em termos de formato. No RD On the Road SP, um dos posts mais populares foi um vídeo com o Marcos Piangers. Ele foi para o Stories, mas ficou tão legal que postei também na timeline principal. Veja abaixo:

 

O @piangers tem um convite bem bacana para você! #imaginanosummit #RDOnTheRoadSP

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Com fotos, vídeos, Stories, Boomerangs e tudo mais, a cobertura ganha dinamicidade e instiga quem está acompanhando a engajar. Registre as palestras, os detalhes do coffee break, as conversas dos participantes, enfim, mostre que tem muita coisa acontecendo.

Varie também os ângulos das imagens, respeitando a iluminação. E vale lembrar que não existe mais filme fotográfico, então você pode fazer dezenas de flashes para selecionar a foto em que o personagem ficou mais esteticamente agradável.

Use a criatividade para aproveitar as possibilidades do aplicativo, tornando seu evento ainda mais interessante!

Conclusão

Mesmo com toda a preparação do mundo, coisas inesperadas acontecem. Por isso, mantenha-se atento ao que está acontecendo ao seu redor. Além disso, há muitas histórias interessantes esperando para serem contadas por pessoas bacanas.

Siga seu plano de ação, mas permita-se sentir o clima do evento para adicionar tempero à sua cobertura. A participação das pessoas que estão no local também pode render boas ideias, então vale a pena ficar de olho no que elas estão postando.

Por fim, tire um tempinho quando tudo estiver mais calmo para curtir os posts das pessoas que usaram a hashtag. É uma forma de prestigiar quem o fez, além de ser um convite implícito para curtir o perfil da empresa.

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