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4 formas de comprar lista de emails que existem até hoje e por que você deve evitá-las

Ainda há muita gente que não sabe que comprar lista de emails de origem duvidosa é um péssimo negócio. Saiba como proceder!

Comprar lista de emails está entre as formas supostamente menos trabalhosas de começar no Marketing Digital. Talvez por isso continue sendo feito mesmo que muita gente já saiba que não é uma prática recomendada.

“Se todo mundo faz, eu também posso” ou “tem tanta gente na lista que vale a pena, não é possível que alguns não se interessem pelo meu negócio” estão entre as principais justificativas para a prática.

Nos últimos anos, todavia, podemos comemorar que a educação do mercado digital vem trazendo muitas melhorias. A prática de comprar e vender uma lista de emails, por exemplo, como antigamente víamos muito na internet — “compre agora 1 milhão de emails do seu segmento!” — diminuiu muito. Arriscamos dizer que está quase extinta.

E foi uma luta conseguir esse avanço. Se você acompanha alguns canais de Marketing Digital, certamente já esbarrou em algum artigo implorando para que essa prática acabe. A Conexorama, agência parceira da RD, até lançou um vídeo “desabafando” sobre o assunto. Veja aqui: 👇

Apesar da diminuição significativa de compra de listas de emails, temos observado outras práticas que são bem próximas a essa.

Por isso, neste artigo vamos mostrar quatro formatos rotineiros de listas de emails (o famoso “ah, importa essa listinha pra gente”) que observamos com base nos depoimentos das nossas agências parceiras. Também compartilhamos a nossa opinião sobre como o responsável pelo marketing da empresa deveria lidar com o assunto.

Mas antes, é claro, você precisa saber por que não vale a pena investir na compra de listas prontas. Confira a seguir.

Por que comprar lista de emails é uma grande furada?

Existem três justificativas principais que explicam essa questão:

As pessoas não conhecem e não demonstraram interesse em sua empresa e seus produtos

Os membros da lista não fazem ideia de como você conseguiu o email deles. Isso causa uma impressão muito ruim no recebimento.

Antigamente o envio acabava tendo menos impacto negativo por três motivos. O primeiro é que não tínhamos que lidar com tantas informações (emails, mensagens, posts em mídias sociais) como temos hoje e, nesse sentido, qualquer mensagem não autorizada a mais é um incômodo, uma interrupção mal vista e que não condiz com as boas práticas de Inbound Marketing. Isso, por si só, já faz com que os resultados sejam decepcionantes.

O segundo motivo é que vimos a explosão das mídias sociais, que deram voz e poder ao consumidor. Hoje a empresa fica mal vista não só por quem recebeu o SPAM como também por todos os amigos dessa pessoa caso ela use seu perfil para reclamar.

O terceiro é que os serviços de email estão ficando mais inteligentes. Há uma boa chance de muitos usuários marcarem sua mensagem como SPAM e, ao fazer isso, a reputação da empresa fica prejudicada. Dessa forma, os próximos envios de email marketing têm grandes chances de cair direto na caixa de SPAM. Assim, mesmo as pessoas que gostariam de receber algo da sua empresa não verão o seu email.

As listas geralmente possuem qualidade muito ruim

Os emails que estão em uma lista comprada geralmente são os piores possíveis. Pessoas que têm seu endereço nessas listas muito provavelmente recebem emails de diversas outras empresas que também compraram endereços. Nesses casos, é bem maior a chance de seu email se perder entre os outros ou mesmo de ser marcado como SPAM, como já indicamos.

Além disso, geralmente essas listas têm muitos emails que não existem ou que foram desativados. Ao incluir esses emails na lista e fazer o envio, os serviços de disparo disponíveis no mercado já identificam o “erro” e interpretam como um sinal claro que a lista não é atual ou que foi construída com qualidade. Resultado: sua empresa vai para grupos com o rótulo de baixa reputação, e para os próximos disparos o serviço usará uma infraestrutura que já está “queimada”.

Por fim, geralmente a qualidade é ruim em termos de público alvo também. Para “engordar” a lista e tentar fazer ela valer mais, são incluídos todo tipo de email e acabam entrando perfis que não possuem qualquer relação com o negócio da sua empresa.

Nenhum serviço de email marketing com reputação confiável vai autorizar o envio

Já falamos como funcionam os filtros anti-spam dos serviços de email.

Em função dos dois tópicos que apresentamos anteriormente, as listas compradas apresentam taxas de marcação de SPAM e de erros de entrega muito altas, o que prejudica a reputação do servidor de envio.

Sabendo disso, esse tipo de serviço sempre proíbe a importação de listas compradas, procurando garantir sua reputação e qualidade na entregabilidade. Portanto, de duas uma: ou o serviço não vai autorizar o envio, ou então autoriza tudo, mas em função de permitir essa prática seus servidores já devem ter uma reputação ruim com os provedores de email, e portanto terão uma entregabilidade baixa.

Obs: Há quem acredite que possa enganar as ferramentas, dizendo que a lista é própria e não comprada. Os melhores serviços de email marketing têm mecanismos para identificar isso: o envio de email é feito aos poucos, em lotes pequenos, e com resultados ruins a campanha é interrompida.

4 formas de comprar lista de emails que perduram até hoje

1. Lista de Emails dos contatos do Linkedin

Essa é a top 1, de acordo com o que ouvimos das nossas agências parceiras. É muito comum para esses negócios ouvir o cliente dizer algo como “é que o nosso CEO tem uma audiência muito qualificada no LinkedIn, então, sobe essa listinha aqui pro RD Station”.

Mesmo com a recente mudança implementada pela rede social, sabemos que ainda há umas listinhas por aí nas gavetas. E temos certeza que ainda vão aparecer por algum tempo!

O problema é que era muito fácil exportar a lista de contatos do LinkedIn. Com uma busca simples no Google você ainda chegará nesse passo a passo.

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Contudo, quando falamos de perfil no Linkedin, precisamos pesar que é muito recorrente o pedido de conexão entre pessoas que nunca se conheceram. Inclusive, até é indicado que você aceite livremente, para ampliar as suas buscas e alcance das suas mensagens. Logo, não costuma ser uma base bem segmentada.

Além disso, o fato da base interagir com você na rede social não significa, na prática, que está interessado em receber seu email. Considere isso.

Por fim, mesmo que você seja vendedor e esteja fazendo social selling ou prospectando clientes no LinkedIn, isso não significa uma base que quer receber emails, ou que está quente. Existe muita “sujeira” no processo de prospecção, ainda que sejam públicos segmentados.

Então, o que recomendamos para o profissional de Marketing quando esbarrar com esse pedido de “sobe essa listinha de contatos no linkedIn”?

  1. Evite subir a base: É comum ter muitos emails sem menor interesse. Evite mesmo.
  2. Use essa lista para Ads: Por que não fazer um anúncio no próprio Linkedin (ou em outras redes, como o Facebook) para mostrar uma oferta de uma material? A partir dessa conversão, aí sim, o contato entra na base. Assim, você aproveita a listagem, mas não suja a sua base de Leads.

2. Lista de Emails com contatos de um evento

Então a sua empresa patrocinou, apoiou, participou ou criou um evento X, Y, Z da Silva. Massa, evento é muito bom para o marketing! É o momento em que a comunicação deixa de ser virtual, você olha no olho, conversa e interage com o público foco daquela ação.

E aí, é bem comum surgir uma listagem de emails do evento. “Sobe essa listagenzinha aqui. São 5 mil contatos quentes do evento tal”. Então, para começar: não são quentes.

É bem incomum que durante o evento você tenha se organizado para separar quem realmente estava quente e quem não estava, entre as pessoas que deixaram o email. E, ainda que tenha separado, você tem que falar com um monte de pessoas, então é uma avaliação pouco confiável.

E quantas pessoas no evento não deixaram um email “errado”? Quem nunca, né? Ou, ainda, escreveu o email de forma equivocada, na boa-fé. Acontece com muita frequência.

Além disso, muitos dos contatos “quentes” estavam quentes durante o evento, mas não depois. O erro crucial, nesses casos, é apostar horrores nessas listagens de participantes de determinado evento ou mesmo que pegamos no nosso estande.

Diante disso, o que indicamos para o profissional de marketing que se deparar com esse pedido é o seguinte:

  • Limpe a lista: não suba a lista antes de um processo de higienização dos emails. Você ficará surpreso com a quantidade de contatos que vão sair dessa listagem inicial.
  • Planeje a nutrição desses contatos: o que for possível segmentar, faça. Depois crie a comunicação exatamente como uma extensão do processo que começaram lá no evento.
  • Suba para o RD Station Marketing, ative a nutrição, mas agende a revisão: ok, tudo pronto, aí é subir pro seu software de automação e ative a nutrição. E não deixe para trás esse assunto. Você precisará sim, voltar nessa nutrição, tentar uma nova pegada, e até em alguns casos retirar os contatos com scoring zero.

(Sabemos que essa situação de lista em eventos não está ocorrendo agora, em decorrência da pandemia, mas já fica aqui nossa consideração sobre o assunto para quando vier a calhar).

3. Lista de Emails dos contatos do Gmail/Outlook

Essa é mais suja de todas, por incrível que pareça. É que a crença gira justamente em torno de serem contatos que são usados no dia a dia. “Então, nesses contatos do nosso Gmail, temos todos os clientes, alguns parceiros, só gente quente”, é o que costuma-se ouvir.

Ainda que provavelmente a quantidade de contatos quentes seja maior quando comparada aos dois exemplos que já passamos, aqui também a quantidade de sujeira é muito maior.

Imagina a quantidade de emails que você já trocou com outras pessoas, contatos que não existem mais, contatos que não lembram mais de você e por aí vai. Então, aqui é muito suja mesmo a listagem, em qualquer caso.

Diante disso, o processo que indicamos para o profissional de Marketing é:

  • Limpar a lista: aham, o mesmo do item anterior. Nem comece a lidar com essa lista se você não fizer a higienização da listagem.
  • Segmente a lista: depois de resgatar o que sobrou da limpeza, você precisará reservar um tempo para (na planilha mesmo) separar os contatos o máximo possível. Esse é cliente? Esse é ex-cliente? Aqui é fornecedor? Esses são do meu time. Aqui não precisa subir, é a minha mãezinha. E não inverta. Ou seja, primeiro limpe e depois segmente. É que assim você ganhará tempo. Afinal, essa segmentação será bem humana, e precisará ser executada pelo “dono da lista”.
  • Depois você decide: sim, uma orientação bem “em cima do muro mesmo”. É que com base no contatos, às vezes você não irá importar todos. Poderá também usar a tática de Ads, por exemplo em ex-clientes, porque não.

4. Lista de Emails dos contatos do seu parceiro

Para fechar a nossa seleção, eis que vem a última rotina de “listinha”, que não é tão incomum. É a “lista de contatos do meu parceirão de negócios, que só tem filé, só a minha Persona”.

Esse é o momento em que quem conseguiu a lista estufa o peito e mostra ao time de Marketing que a sua rede de contatos vai além. Brilha os olhos em entregar essa jóia, essa pérola.

Então “meu querido”, muito legal, mas pode levar de volta. Parece radical, mas é que a quantidade de sujeira também é enorme. Se você cuida muito – eu espero que sim – para a sua listagem seja real, só contatos bacanas, isso não significa que o seu parceiro cuide.

Pode ter certeza que é uma parcela insignificante que é quente. É assim com a sua base, será assim com a base do parceiro. Então, nunca suba essa base diretamente. Nesse caso indicamos que:

  • Aproveite o contato e combine um comarketing: Ao invés de subir a lista, combine uma ação de parceria, para o lançamento de um material. Assim, o seu parceiro irá disparar por lá, para a base dele, e só irá entrar para você quem realmente estava interessado no assunto.

De quebra, você ainda consegue gerar buzz, melhorar a sua geração de Leads e pode até conseguir um link building, quando você foca para que a Landing Page fique contigo e o seu parceiro “linka” essa página no site dele.

Ok, mas se comprar lista de emails não é recomendado, como eu posso conseguir contatos?

A forma mais certeira para criar uma lista de emails do zero e obter o contato de pessoas realmente interessadas no seu negócio é oferecer a elas algo que queiram.

Como existem infinitas possibilidades de ofertas para atrair Leads, cabe a você identificar o que é mais atrativo para o seu público.

Separamos os tipos possíveis em quatro grandes grupos, para que fique mais fácil criar a hipótese inicial do custo-benefício e a indicação de uso de cada um deles:

  • Conteúdo (eBooks, webinars, minicursos etc.);
  • Ferramentas (planilhas, templates, calculadoras etc.);
  • Promoções (cupons de desconto, sorteios etc.);
  • Ofertas de contato (pedidos de orçamento, avaliações, conversa com consultor etc.).

Para conhecer mais a fundo, baixe nosso eBook gratuito: 28 tipos de oferta para geração de Leads.

Depois de escolher o tipo, crie uma Landing Page com um formulário na qual você divulgará a oferta e obterá os contatos do Lead.

Não se esqueça de otimizar a Landing page para estimular conversão, e de promovê-la em redes sociais, blog, com mídia paga e também com co-marketing, para que ela chegue de fato ao seu público e você possa gerar Leads.

Quer mais 20 dicas de Email Marketing?

Bom, agora você já sabe por que deve evitar comprar lista de emails. Mas se quiser saber como evoluir ainda mais sua estratégia de email marketing, confira nosso eBook com 21 dicas para começar a implementar campanhas eficientes, sem que seus emails se tornem indesejáveis spams. É só preencher o formulário abaixo para acessar gratuitamente.

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Post originalmente publicado em dezembro de 2018 e atualizado em agosto de 2020.

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