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4 formas de “comprar listas de emails” que existem até hoje e como lidar com isso

Ainda há muita gente que não sabe que ter uma lista de emails de origem duvidosa é um péssimo negócio

Em vez de ler, que tal ouvir o artigo? Experimente no player abaixo:

 

 

Nos últimos anos, podemos comemorar que a educação do mercado digital vem trazendo muitas melhorias. A prática de comprar e vender uma lista de emails, por exemplo, como antigamente víamos muito na internet — “compre agora 1 milhão de emails do seu segmento!” — diminuiu muito. Arrisco a dizer que está praticamente extinta.

E foi uma luta conseguir esse avanço. Se você acompanha alguns canais de Marketing Digital, certamente já esbarrou em algum artigo implorando para que essa prática acabe. Nós da Conexorama, agência de Inbound Marketing parceira da Resultados Digitais, até lançamos um vídeo “desabafo” sobre o assunto. Veja aqui: 👇

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Apesar das conquistas com a educação, ou seja, da diminuição significativa de compra de listas de emails, temos observado outras práticas que são bem próximas a essa.

Por isso, vamos mostrar quatro formatos rotineiros de listas de emails (o famoso “ah, importa essa listinha pra gente”) que observamos. Também mostramos a nossa opinião sobre como o responsável pelo marketing da empresa deveria lidar com o assunto. Confira!

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1. Lista de Emails dos contatos do Linkedin

Essa é “top 1” na rotina aqui na nossa agência. “É que o nosso CEO tem uma audiência muito qualificada no LinkedIn, então, sobe essa listinha aqui pro RD Station”, costumamos ouvir.

Mesmo com a recente mudança implementada pela rede social, sabemos que ainda há umas listinhas por aí nas gavetas. Temos certeza que ainda vão aparecer por algum tempo!

O problema é que era muito fácil exportar a lista de contatos do LinkedIn. Com uma busca simples no Google você ainda chegará nesse passo a passo.

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Contudo, quando falamos de perfil no LinkedIn, precisamos pesar que é muito recorrente o pedido de conexão entre pessoas que nunca se conheceram. Inclusive, até é indicado que você aceite livremente, para ampliar as suas buscas e alcance das suas mensagens. Logo, não costuma ser uma base bem segmentada.

Além disso, o fato da base interagir com você na rede social não significa, na prática, que está interessado em receber seu email. Considere isso.

Por fim, mesmo que você seja vendedor, estiver fazendo social selling ou prospectando clientes no LinkedIn, novamente não significa uma base que quer receber emails, ou que está quente. Existe muita “sujeira” no processo de prospecção, ainda que sejam públicos segmentados.

Veja o que indicamos para o profissional de Marketing quando esbarrar com esse pedido de “sobe essa listinha de contatos no linkedIn”:

  • Evite subir a base: É comum ter muitos emails sem menor interesse. Evite mesmo.
  • Use essa lista para Ads: Por que não fazer um anúncio no próprio Linkedin (ou em outras redes, como o Facebook) para mostrar uma oferta de uma material? A partir dessa conversão, aí sim, o contato entra na base. Assim, você aproveita a listagem, mas não suja a sua base de Leads.

2. Lista de Emails com contatos de um evento

Então a sua empresa patrocinou, apoiou, participou ou criou um evento X, Y, Z da Silva. Massa, evento é muito bom para o marketing! É o momento em que a comunicação deixa de ser virtual, você olha no olho, conversa e interage com o público foco daquela ação.

E aí, é bem comum surgir uma listagem de emails do evento. “Sobe essa listagenzinha aqui. São 5 mil contatos quentes do evento tal”. Então, para começar: não são quentes.

É bem incomum que durante o evento você tenha se organizado para separar quem realmente estava quente e quem não estava, entre as pessoas que deixaram o email. E, ainda que tenha separado, você tem que falar com um monte de pessoas, então é uma avaliação pouco confiável.

E quantas pessoas no evento não deixaram um email “errado”? Quem nunca, né? Ou, ainda, escreveu o email de forma equivocada, na boa-fé. Acontece com muita frequência.

Além disso, muitos dos contatos “quentes” estavam quentes durante o evento, mas não depois. O erro crucial, nesses casos, é apostar horrores nessas listagens de participantes de determinado evento ou mesmo que pegamos no nosso estande.

Diante disso, o que indicamos para o profissional de marketing que se deparar com esse pedido é o seguinte:

  • Limpe a lista: não suba a lista antes de um processo de higienização dos emails. Você ficará surpreso com a quantidade de contatos que vão sair dessa listagem inicial.
  • Planeje a nutrição desses contatos: o que for possível segmentar, faça. Depois crie a comunicação exatamente como uma extensão do processo que começaram lá no evento.
  • Suba para o RD Station Marketing, ative a nutrição, mas agende a revisão: ok, tudo pronto, aí é subir pro seu software de automação (não só por escrevermos por aqui, mas indicamos mesmo o RD Station Marketing), e ative a nutrição. E não deixe para trás esse assunto. Você precisará sim, voltar nessa nutrição, tentar uma nova pegada, e até em alguns casos retirar os contatos com scoring zero.

Novamente, o cuidado é com a saúde da sua base de Leads. Além de um cuidado extra na continuação da comunicação lá do evento.

3. Lista de Emails dos contatos do meu Gmail/Outlook

Essa é mais suja de todas, por incrível que pareça. É que a crença gira justamente em torno de serem contatos que usados no dia a dia. “Então, nesses contatos do nosso Gmail, temos todos os clientes, alguns parceiros, só gente quente”, é o que ouvimos.

Ainda que provavelmente a quantidade de contatos quentes seja maior quando comparada aos dois exemplos que já passamos, aqui também a quantidade de sujeira é muito maior.

Imagina a quantidade de emails que você já trocou com outras pessoas, contatos que não existem mais, contatos que não lembram mais de você e por aí vai. Então, aqui é muito suja mesmo a listagem, em qualquer caso.

Diante disso, o processo que indicamos para o profissional de Marketing é:

  • Limpar a lista: aham, o mesmo do item anterior. Nem comece a lidar com essa lista se você não fizer a higienização da listagem.
  • Segmente a lista: depois de resgatar o que sobrou da limpeza, você precisará reservar um tempo para (na planilha mesmo) separar os contatos o máximo possível. Esse é cliente? Esse é ex-cliente? Aqui é fornecedor? Esses são do meu time. Aqui não precisa subir, é a minha mãezinha. E não inverta. Ou seja, primeiro limpe e depois segmente. É que assim você ganhará tempo. Afinal, essa segmentação será bem humana, e precisará ser executada pelo “dono da lista”.
  • Depois você decide: sim, uma orientação bem “em cima do muro mesmo”. É que com base no contatos, às vezes você não irá importar todos. Poderá também usar a tática de Ads, por exemplo em ex-clientes, porque não.

Então, mais uma vez, o cuidado com a saúde dos seus contatos.

4. Lista de Emails dos contatos do meu parceiro

Para fechar a nossa seleção, eis que vem a última rotina de “listinha”, que não é tão incomum. É a “lista de contatos do meu parceirão de negócios, que só tem filé, só a minha Persona, sobe aí pra gente”.

Esse é o momento em que quem conseguiu a lista estufa o peito e mostra ao time de Marketing que a sua rede de contatos vai além. Brilha os olhos em entregar essa jóia, essa pérola.

Então “meu querido”, muito legal, mas pode levar de volta. Parece radical, mas é que a quantidade de sujeira também é enorme. Se você cuida muito – eu espero que sim – para a sua listagem seja real, só contatos bacanas, isso não significa que o seu parceiro cuide.

Pode ter certeza que é uma parcela insignificante que é quente. É assim com a sua base, será assim com a base do parceiro. Então, nunca suba essa base diretamente. Nesse caso indicamos que:

  • Aproveite o contato e combine um comarketing: Ao invés de subir a lista, combine uma ação de parceria, para o lançamento de um material. Assim, o seu parceiro irá disparar por lá, para a base dele, e só irá entrar para você quem realmente estava interessado no assunto.

De quebra, você ainda consegue gerar buzz, melhorar a sua geração de Leads e pode até conseguir um link building, quando você foca para que a Landing Page fique contigo e o seu parceiro “linka” essa página no site dele.

Se você ainda não entende muito de LPs, indico verificar um artigo que fizemos com os 4 tipos de Landing Pages mais comuns que usamos na nossa agência.

Extra: Quais os motivos de tanto atrito na hora de receber listas?

Antes de encerramos, me permita aprofundar um pouquinho mais no motivo principal de você ter dois pés atrás quando recebe uma lista de emails.

Como observamos, esse é um assunto muito polêmico. Quem entrega vem com a melhor das boas vontades. E, também, tem a crença de realmente entregar algo bom que irá ajudar a potencializar os resultados de Marketing Digital.

Porém, na prática não é assim. O profissional de Marketing tem que estar bem ciente e ser o primeiro na linha de defesa, afinal listas importadas são um dos principais motivos de baixa performance de Email Marketing.

Sim, você tenta, tenta, otimiza, segmenta, melhora layout, faz um copy animal e os seus números de taxas de Email Marketing não melhoram por nada. Quando vai investigar um pouco os Leads na base, logo observa, tem um monte de listas importadas.

Você vai ocupar o seu software de automação, aumentar os seus custos pela quantidade de Leads na base, mas não aumenta os resultados.

É proporcional: você precisa ir aumentando as taxas de performance do seu funil de Inbound quando vai crescendo a sua base de Leads. Mas, quando sobe listas, a balança pende para um lado, que é quantidade – e não a qualidade).

Mas, calma, listas podem funcionar? Sim, tomando o devido cuidado, planejando, achando o lugar certo para atuar – em geral ads ou nutrição – e monitorando e re-limpando a base sempre, poderá sim ser uma ajuda para o marketing.

Se você ficou com alguma dúvida, deixe um comentário. Se você tem uma opinião contrária, deixe um comentário. Sim, só sabemos quem está lendo a partir dos comentários. :)

Aproveitando o ensejo, agradeço mais uma vez a Resultado Digitais por abrir esse espaço para compartilharmos nossa visão aqui no Blog mais famoso de Marketing Digital do Brasil. Temos nossos artigos listados aqui.

Jean Vidal é CEO da Conexorama, agência de Inbound Marketing. Atua há mais de 15 anos com Marketing Digital, com passagem pela própria Resultados Digitais, além de atuar como gerente de ecommerce e diretamente na implantação de mais de 100 projetos de Inbound Marketing.

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