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Dia Mundial da Conscientização sobre Acessibilidade: use conteúdo e design acessíveis no seu site

Saiba como deixar o seu site acessível em termos de design e conteúdo, para que mais pessoas possam ler e ouvir o que sua empresa tem a oferecer!

Em vez de ler, que tal ouvir o artigo? Experimente no player abaixo:

 

 

Em 2001, na Califórnia, nascia o Global Accessibility Awareness Day (Dia Mundial da Conscientização sobre Acessibilidade), movimento iniciado a partir do post do desenvolvedor Joe Devon chamar atenção para a falta de informações sobre acessibilidade digital. Comemorado toda terceira quinta-feira do mês de maio, o movimento incentiva profissionais a se esforçarem para tornar acessíveis os sites e os aplicativos mobile para pessoas com deficiência.

A pergunta que não quer calar é: 18 anos depois, o quanto evoluímos em Acessibilidade Digital?

Os números não deixam dúvida: segundo pesquisa realizada pela W3C (World Wide Web Consortium, consórcio internacional responsável por padronizar a rede mundial de computadores), apenas 2% dos sites brasileiros são acessíveis. O Movimento Web Para Todos faz estudos periódicos atestando que os sites não estão preparados para receber pessoas com deficiência, ou seja, muitos sites estão offline para muita gente.

Apenas no Brasil, estima-se que o número de pessoas com deficiência ultrapasse 45 milhões. No mundo, esse público é de 1 bilhão, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.

Ok, sei que parece desanimador o cenário até agora. De certa forma, é até curioso, porque criar ambientes digitais acessíveis não é um bicho de sete cabeças para profissionais capacitados. Avançamos lentamente nessa área porque, antes de atravessar as barreiras de acessibilidade digital, existe uma muito maior, que não tem a ver com tecnologia e informação, é invisível e não pertence ao mundo digital: a barreira da mentalidade.

Ainda temos dificuldade em promover a acessibilidade porque esbarramos na atitude exclusiva, aquela que nos limita a desenvolver sites e criar conteúdos digitais limitados a um único padrão de pessoa, sem diversidade funcional e sensorial. E como atravessar essa barreira?

Estereótipos e preconceitos são culturais, e não se modificam do dia pra noite. Por muito tempo, a diversidade ficou reclusa e desvalorizada, e o movimento pela sua inclusão ainda está se desenrolando. E a informação é uma grande aliada nesse processo.

Em 2016, a pesquisa inglesa Click-Away Pound revelou que mais de 4 milhões de pessoas abandonaram um site de varejo devido às barreiras de acessibilidade encontradas, provando o impacto econômico negativo da exclusão digital.

A boa notícia nessa história é que nós podemos alterar essa realidade. E quando digo nós, estou me referindo a todo o ecossistema digital, usuários da internet, criadores de conteúdo, heavy users das redes sociais, profissionais, estudantes, enfim, toda a comunidade online.

A seguir, vou compartilhar algumas boas práticas de conteúdo e design acessíveis que podemos adotar no nosso dia a dia.

Logo clicável do RD Sum: ilustração azul com boneco em cadeira de rodas, mais as palavras Resultados Digitais e RD Sum

Multiplataforma e multissensorial

Quanto mais sentidos, mais acessível. Para criarmos conteúdo cada vez mais inclusivo, precisamos considerar que as pessoas acessam as informações por diferentes canais sensoriais, seja por conta de uma deficiência sensorial (como a visual e a auditiva) ou por conta de uma situação que causa deficiência sensorial (como o ciclista que tem a visão limitada ou uma pessoa em um show com música alta tem a audição limitada).

Para atender as necessidades desses diferentes públicos e ainda tornar a comunicação mais imersiva, a comunicação multissensorial é uma ótima solução. Vídeos com legendas, textos com áudios e imagens com descrições são alguns exemplos de combinações. Se for possível o uso de mais de uma dessas plataformas combinadas, o conteúdo fica mais inclusivo ainda!

Aqui no blog, por exemplo, você pode encontrar vários textos com áudio, inclusive um post sobre como usamos conteúdos narrados para melhorar o engajamento com o público! Essa é uma estratégia de acessibilidade que tem diversos benefícios, como melhorar SEO, gerar mais Leads, ajudar quem tem dificuldade de leitura e humanizar a comunicação digital.

Legenda is the New Black

Se você não tem o hábito de legendar seus vídeos, além de estar criando barreiras para que pessoas surdas ou ensurdecidas tenham acesso (e não estou falando apenas de pessoas com deficiência auditiva, mas também da sua avó que coloca o som da TV no máximo), você deixa de se comunicar também com todas as pessoas que assistem vídeos nas redes sociais sem áudio. Em 2016, o Facebook relatou que 85% dos seus usuários tinham esse hábito.

E que tal acrescentar descrição às legendas? Para que aqueles que só estão visualizando as imagens saibam que uma música está tocando ou que alguém está muito enfurecido.

Exemplos: “funk tocando enquanto o casal conversa”, “fulana fala alto com ciclano”.

Fonte: Instagram da RD. Descrição da imagem: post do instagram da Resultados Digitais. Imagem com fundo azul e uma mulher de cabelos longos escuros e roupa preta. Na legenda: eu tenho uma ótima notícia para você!

Vídeo com legendas no perfil do Instagram da RD

Ver com palavras

Para que as pessoas cegas e com baixa visão consigam acessar as informações na web, elas utilizam os leitores de tela. É uma tecnologia assistiva que converte texto em discurso sintetizado, permitindo que o usuário ouça em vez de visualizar. Porém, para que essa tecnologia funcione, ela depende que nós façamos nossa parte.

As imagens com informações, ou seja, fotos, gráficos, organogramas, ilustrações, imagens que substituem botões ou links, gráficos, devem conter uma descrição objetiva e imparcial por meio do atributo ALT. Nas redes sociais, o texto alternativo, como é chamado o recurso de descrição de imagens, também pode ser inserido pelos usuários na hora de postar imagens.

Muitos perfis utilizam a hashtag #PraCegoVer antes da descrição nas legendas dos posts para alertar sobre a invisibilidade das pessoas cegas nas rede sociais. A ação é uma provocação sobre quem realmente é cego: a pessoa que possui uma deficiência visual ou os usuários incapazes de enxergar a diversidade?

Vídeo RD Sum com audiodescrição e intérprete de libras

Formatando com acessibilidade

A organização da estrutura e do fluxo das informações em texto impactam diretamente as pessoas com deficiência visual que dependem de leitores de tela, pessoas com deficiência intelectual e também quem navega via mobile. Simples escolhas de formatação são capazes de tornar a informação acessível para esses públicos:

Priorize o básico

Fontes serifadas podem até ser estilosas e dar um tom artístico para o texto, mas são difíceis de serem lidas por grande parte das pessoas com baixa visão e com deficiências visuais situacionais, como ler em um ambiente muito ensolarado. Assim como as serifas, as fontes cursiva e fantasia também não são uma boa escolha, inclusive para quem tem problemas na visão (quem tem astigmatismo deve compartilhar da mesma dor).

Quando pensamos em simplificar o texto para torná-lo mais acessível, também nos referimos à estrutura semântica e construção gramatical. Frases muito extensas, parágrafos com muitas linhas, uso da voz passiva e de figuras de linguagem são barreiras para a compreensão do conteúdo para muita gente. Tenha em mente: Simple is better.

Fonte: web. Descrição: imagem com letras embaçadas, simulando a visão de uma pessoa com astigmatismo.

Melhor à esquerda

Muitas pessoas com deficiência intelectual têm dificuldade de leitura por meio dos blocos de texto justificados, devido aos espaços desiguais entre as palavras. Segundo os princípios de UX, priorizar o texto justificado à esquerda é uma maneira de garantir a legibilidade do conteúdo, ao facilitar a visualização para o maior número de usuários possível.

Contraste e visibilidade sempre

Escolher as cores certas de textos, imagens, ícones e fundos é essencial para garantir a acessibilidade do conteúdo. Segundo as Diretrizes de Acessibilidade ao Conteúdo da Web (WCAG) a recomendação é que a taxa de contraste seja no mínimo 4.5:1 para texto normal. Há inúmeros testadores de contraste gratuitos que podem te ajudar nesse trabalho.

Escolher as cores certas significa escolher cores visíveis para todas as pessoas. Nem todo mundo consegue perceber e distinguir todas as cores, como é o caso das pessoas com daltonismo, um distúrbio da visão que interfere na percepção das cores, principalmente vermelho e verde e, com menos frequência, azul e amarelo.

Outro fator essencial de acessibilidade para esse público é a combinação de elementos diversos: formas, ícones e cores para representar uma informação. Ou seja, nunca restringir a informação à cor, como usar o verde para sinalizar algo positivo e vermelho para sinalizar algo negativo.

Resumo da ópera: não confie em uma cor para passar alguma informação importante e aposte sempre em um bom contraste entre cores e elementos.

Fonte: Medium. Descrição da imagem: montagem com 2 imagens, ao lado esquerdo, várias frutas coloridas, ao lado direito, as mesmas frutas em tons cores neutras e com pouco contraste. Criação de Juliana Fernandes.

Criando vínculos acessíveis

É comum para muita gente a navegação na web por meio do mouse, mas não para todo mundo: pessoas com problemas motores e usuários com deficiência visual, que utilizam leitores de tela, fazem a navegação com a tecla TAB do teclado pelos elementos ativos de uma página.

Um desses elementos é o link, uma referência de dados muito utilizada em estratégias de SEO (post sobre técnicas de Link Building), que pode ser acessado pelos leitores de tela desde que seja acessível. E como fazer um link com acessibilidade?

Ele precisa ser claro, descritivo e indicar o conteúdo de seu destino. O ideal é utilizar expressões compreensíveis mesmo fora do contexto, “Acesse o site (nome do site)”, “Saiba mais no portal (nome do portal)” ou o próprio título do conteúdo, como “Kit Ferramentas Marketing de Conteúdo”.

O movimento do Dia Mundial da Conscientização sobre Acessibilidade continua

Que as informações compartilhadas neste post sejam multiplicadas e aplicadas cada vez mais na construção de uma experiëncia digital mais inclusiva para todos. Conheça também o RD Sum, projeto de inclusão da Resultados Digitais, que tem vagas abertas! Clique abaixo para se inscrever:

Logo clicável do RD Sum: ilustração azul com boneco em cadeira de rodas, mais as palavras Resultados Digitais e RD Sum

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