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Diversidade & Inclusão no RD Summit 2017: a estratégia por trás do maior evento de marketing da América Latina

Saiba como tornamos o RD Summit mais acessível e seguro e descubra como o seu evento pode se tornar mais diverso e inclusivo

Artigo escrito por Flávia Kotzias e Vinicius Schmidt, do time de Talent Management da Resultados Digitais.

Não é de hoje que a Resultados Digitais investe e incentiva a diversidade. E, além disso, não é de hoje que sabemos que esse é o caminho que toda e qualquer empresa deve seguir.

Uma pesquisa da Mckinsey, por exemplo, aponta que empresas que investem em diversidade de gênero tendem a ter retornos financeiros 15% maiores que as demais. Quando falamos em diversidade étnico-racial, esse número sobe para 35%.

No nosso dia a dia buscamos sempre incorporar um olhar voltado para a valorização da diversidade e inclusão, desde o processo seletivo até o treinamento de lideranças. Assim, não poderíamos ter pensado de forma diferente no RD Summit 2017.

Nosso trabalho começou meses antes do evento e continua em ação até agora!

A ideia deste post é compartilhar um pouco do nosso trabalho antes e durante o RD Summit em duas frentes principais: acessibilidade e conduta. Além disso, vamos dar algumas dicas para tornar o seu evento mais diverso e inclusivo.

Nosso trabalho em relação à acessibilidade começou meses antes do evento, com a análise das plantas do local e visitas técnicas para que o nosso espaço pudesse ser acessado por pessoas com qualquer tipo de necessidade especial.

Além disso, investimos em intérpretes de LIBRAS para que nossas palestras pudessem ser assistidas pela comunidade surda.

diversidade e inclusão

Uma outra preocupação grande que tivemos foi com o bem-estar de todas as pessoas e com as criação de um ambiente seguro.

Por isso, criamos um Código de Conduta especialmente para o evento, junto com um comitê de ética que o fizesse valer.

Seguem algumas dicas e aprendizados que também podem ser úteis para você!

1. Faça por amor e com amor!

Se for para investir em diversidade e inclusão, faça por acreditar que é o caminho certo, e não para cumprir tabela.

Não é algo simples e nem fácil. Não é uma moda, mas sim um caminho sem volta.

Eduque as pessoas sobre o tema e não espere que elas já saibam de tudo. É preciso partir do básico!

2. Planeje-se com antecedência!

Quando lidamos com questões de conduta e acessibilidade, é preciso sempre se preocupar com antecedência.

Por exemplo, tornar-se inclusivo exige mudanças que vão além de uma rampa ou um elevador, e perpassa diversos pontos da produção de um evento. A mesma coisa serve para comportamentos esperados dos participantes: você deve ter clareza do que é ou não aceitável bem antes do evento.

O local é acessível? Não basta pensar em quem vem com uma cadeira de rodas, é necessário observar se os corredores são intuitivos para o deslocamento de uma pessoa com deficiência visual, se as estruturas montadas estão ao alcance de uma pessoa com nanismo ou com outras necessidades .

Haverá intérpretes de LIBRAS em palestras, cursos ou qualquer outra atividade? O evento disponibilizará local para gestantes amamentarem seus bebês? O que é considerado assédio? Vamos convidar um participante a se retirar caso descumpra nosso Código de Conduta? Essas são algumas das perguntas que fizemos antes mesmo de começarmos as ações de inclusão no RD Summit.

Por isso, planejamento tem que ser o ponto de partida. “Ah, mas eu não sei verificar tudo isso, fica impossível ser diverso e inclusivo”, alguns podem dizer.

Busque apoio, então! Existem diversas associações, instituições e grupos de pessoas que podem ajudar! Além disso, busque outros eventos que já iniciaram essa jornada e troque uma ideia com a produção.

3. Tenha um Código de Conduta

Sabemos que grandes eventos são uma ótima oportunidade para conhecer pessoas novas e trocar ideias, mas infelizmente também dão margem para o assédio e a discriminação.

Uma pesquisa recente, por exemplo, mostra que uma a cada três mulheres já foram assediadas no trabalho. Isso sem falar em homofobia, racismo, capacitismo e por aí vai.

Há uma convenção social do que se deve fazer em conferências, como falar baixo durante as palestras, atender o telefone fora das salas etc. Mas quando falamos em homofobia, assédio, machismo, capacitismo, racismo e outras formas de desrespeito, as coisas são um pouco mais nebulosas.

Para deixar essas questões bem claras aos participantes, crie um código de conduta que explique bem o que não será tolerado no seu evento, que não dê margem para entrelinhas e que seja compreensível a todas as pessoas. Foi o que fizemos para o RD Summit! Além disso, criamos um Comitê de Ética para garantir que a teoria fosse colocada em prática.

Não se preocupe se o seu código não for assinado pela Gretchen (como foi o nosso), basta que todas as pessoas que estão no evento tenham acesso e conhecimento da conduta esperada!

diversidade e inclusão

4. Capacite o seu time

Mas não são somente barreiras no ambiente que podem se tornar um problema durante o evento. Os principais inimigos de projetos de diversidade e inclusão são o preconceito e o desconhecimento.

Assim, capacite o seu time para lidar com as questões de acessibilidade e diversidade como um todo. O time da Resultados Digitais passou por um alinhamento antes do Summit para conhecer mais sobre o Código de Conduta e os comitês que fariam parte do evento. O alinhamento deu uma noção básica de como iria funcionar a operação durante os três dias.

Além disso, contamos com a atuação de dois comitês: o de Pessoas com Necessidades Especiais (PNEs) e o de Ética.

O primeiro deles foi treinado para ter um olhar mais atento às pessoas com necessidades especiais, já que de nada adianta termos toda uma estrutura acessível se as pessoas não conseguem chegar lá porque ninguém sabe ajudá-las.

Já o segundo participou na construção do nosso Código de Conduta e lidou com as situações de descumprimento do mesmo durante o evento. Para esse comitê foram escolhidas pessoas que já tinham experiência prévia com o tema.

Quando falamos em capacitar o seu time, saiba que isso pode variar entre questões mais básicas, como respeito ao próximo e diálogo sempre aberto, e especificidades que podem surgir no contato direto com as demandas. Equipes especializadas como os comitês facilitam o treinamento e tornam a ação mais efetiva.

diversidade e inclusão

5. Tenha um olhar personalizado às necessidades individuais

Existem adaptações gerais em um evento, aquelas que já mencionamos serem essenciais, mas é preciso ficar ligado para não cair em generalismos.

Nenhum cego é igual ao outro, assim como nenhuma gestante passa pelas mesmas situações na gravidez que outra mulher e um idoso pode ter limitações que outro não tem. Cada pessoa é uma pessoa, com necessidades que precisam ser atendidas.

Busque conhecer seu público. Insira uma opção nas inscrições para identificação de PNEs, tente entender quais as demandas que cada pessoa possui para poder curtir o evento de forma completa.

Com essas informações em mãos, veja quais delas você pode atender e que estão ao alcance do seu orçamento e possibilidades. Tenha todas as questões gerais de acessibilidade, mas seja inclusivo de forma personalizada. As pessoas se sentirão acolhidas, terão uma ótima experiência e com certeza recomendarão seu evento.

6. Keep calm, nem tudo sairá dentro do esperado!

Apesar de todos os esforços, sempre haverá algo que você não cobriu. A imprevisibilidade é talvez o elemento mais certo de existir na organização de um evento, e você precisa estar pronto para isso.

Educar as pessoas requer amor e não uma lição de moral. Mostre a importância do que está se buscando.

Planejar-se não é somente deixar tudo pronto com antecedência, mas é ter espaço (nas estruturas, no acaso e no jogo de cintura) para se adaptar ao acaso.

Ter um Código de Conduta não é mapear todos os comportamentos possíveis e imagináveis que as pessoas podem ter durante o evento e ter a resposta pronta para todas os problemas que aparecerem. É saber ouvir, acolher, pensar e agir de forma coerente com aquilo que foi proposto.

Capacitar-se é preparar a equipe para o que sabemos que irá acontecer, mas também para que tenham autonomia de resolver o que não era esperado. É compartilhar e contagiar pessoas com uma causa.

Personalizar o atendimento é conhecer as demandas dos seus participantes, mas também estar disposto a mudar as regras caso o que eles precisem não estiver nos seus planos.

Então, saiba mudar quando necessário. Todo bom plano A precisa de um plano B para caso tudo dê errado, e quando se fala em organização de eventos, um plano C, D, E… Saiba ser maleável com o momento, seja prestativo e entenda o que o outro está precisando.

Acima de tudo, veja o que pode ser feito melhor no ano seguinte! Nada melhor do que o aprendizado de quem errou para fazer ainda melhor na próxima. Esse é um passo gigantesco rumo à diversidade e inclusão.

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Pode parecer muita coisa, mas estamos apenas começando nossa caminhada rumo a ter uma tão almejada RD que seja totalmente diversa e inclusiva.

Desafios existem e se fazem presentes o tempo todo, mas, como já falamos antes, fizemos uma escolha consciente e sabemos que é um caminho sem volta.

Que tal se juntar a nós nessa jornada? Temos vagas abertas!

 


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