O que é a Economia Criativa? Saiba como aliar a criatividade e a inovação nos negócios

O modelo da Economia Criativa é muito associado às startups e aos mercados com uma pegada mais artística, mas pode ser acessado por todos os setores


A Economia Criativa vem ganhando cada vez mais espaço dentro das empresas. Ela representa uma tendência alinhada às mudanças do mercado e à necessidade crescente de buscar novos meios para fazer negócios.

Pequenas e grandes organizações começaram a buscar respostas fora de seus próprios setores. Assim, acabaram encontrando-as nos mercados criativos – como o entretenimento e a publicidade – algumas lições para se adaptar à nova realidade.

O que é a Economia Criativa

A Economia Criativa não é de difícil compreensão. Ela favorece o trabalho coletivo, envolvendo pessoas dentro e fora da empresa, e tem preocupação com a sustentabilidade e a transparência. Afinal, são critérios aos quais os consumidores têm dado mais atenção nos últimos anos. 

Aliás, complementando são valores que se tornam cada vez mais comuns, sobretudo entre as novas gerações. Eles alinham os conceitos fundadores da economia às soluções modernas.

Esse modelo está inserido principalmente nas startups e nas empresas em que a criatividade e a cultura de inovação são partes do capital. Como exemplos, temos setores da arte e na publicidade, mas também as companhias mais tradicionais já estão se adaptando a esse conceito.

Para entrar na Economia Criativa, não basta que as empresas façam algo novo pontualmente. Na verdade, elas precisam ter negócios inovadores e promover a liberdade para a circulação de ideias. 

Isso nem sempre significa criar uma revolução ou uma inovação disruptiva, que cria novos mercados, pois também pode ser reposicionar uma marca ou produto de acordo com os comportamentos do consumidor atual.

O “criador” da Economia Criativa

O modelo da Economia Criativa foi definido por John Howkins, professor inglês que trabalhou em grupos como HBO e Time Warner.  Ele diz respeito aos negócios que são impulsionados pelo capital intelectual e cultural, tendo a criatividade como um de seus principais recursos.

O entretenimento, onde Howkins inicialmente observou esse movimento, é um dos berços para a Economia Criativa. Porém, a sua expansão está alcançando setores cada vez mais distantes da produção artística.

>> Leia também: ARTIGO: É preciso viver uma transformação criativa para acessar a economia criativa

Quais são os setores da Economia Criativa

Os setores que podem ser englobados na Economia Criativa são amplos e sua classificação pode variar em cada país. O critério fundamental é aliar a criatividade e a inovação ao crescimento da empresa. Uma empresa como a Tesla, por exemplo, pode ser vista pelo ângulo da Economia Criativa, mesmo atuando numa área de produção industrial.

Além do entretenimento, os setores tradicionais da Economia Criativa incluem: arquitetura, artesanato, artes visuais, design, eventos, jogos, gastronomia, literatura e mercado editorial, moda, música, publicidade, rádio e turismo. Algumas companhias de software também se encaixam nessa definição, embora a linha não seja muito precisa.

Por muito tempo, eles foram marcados por uma aura de “natureza criativa” quase mística, mas pouco a pouco alguns padrões e metodologias foram identificados como pilares dessa criatividade. Dessa forma, passaram então a ser usados por empresas de outros mercados.

Um marco dessa transição foi o lançamento de Criatividade S/A, livro no qual Ed Catmull, presidente da Pixar, explica o sucesso de obras como Toy Story e Procurando Nemo em termos que podem ser replicados nos mais diversos negócios.

Design Thinking

O Design Thinking é um dos exemplos mais comuns. Ele permite que os clientes possam testar produtos e apontar dificuldades no uso, por exemplo, identificando os obstáculos que a empresa deverá superar através de sua força criativa.

Essa prática faz com que a Economia Criativa seja base para uma nova forma de fazer negócios, já que a participação do mercado impulsiona seus próximos movimentos. Há uma clara diminuição do risco, pois você não precisa lançar um produto e torcer para que ele faça sucesso.

E o brainstorming?

Outra contribuição imensa da Economia Criativa é o brainstorming. As reuniões para compartilhar ideias nasceram nas agências de publicidade, mas hoje estão em praticamente qualquer organização inovadora.

Por que centralizar o grupo da alta liderança para gerar ideias para os desafios das empresas, sendo que você pode contar com todos os colaboradores? Um brainstorming pode ter diversas características, mas quanto mais heterogêneo for o grupo de pessoas, melhores ideias poderão sair da sessão.

É quase impossível falar sobre Economia Criativa sem pontuar o papel do brainstorming, já que essa ferramenta incorpora a essência do conceito: a formulação de soluções criativas para resolver um problema de negócios.

Você também pode aliar essa prática ao programa de ideias de forma complementar, engajando ainda mais sua equipe para solucionar as principais dificuldades da organização.

economia criativa

Para que serve a Economia Criativa?

A Economia Criativa é um grande motor do empreendedorismo. Em suas áreas tradicionais, ela dá espaço para que fotógrafos, escritores, pequenas agências e artistas independentes possam se lançar no mercado.

Numa visão mais ampla, ela permite que empreendedores com poucos recursos possam lançar startups competitivas. Ao mesmo tempo, fornece as ferramentas para organizações consolidadas manterem sua posição, estabelecendo setores de pesquisa e desenvolvimento ou um programa de ideias, por exemplo.

Graças às facilidades da comunicação pela internet, a Economia Criativa tem aberto mais e mais portas, seja para um artista independente, um profissional freelancer, ou alguém que decide lançar sua hamburgueria artesanal no iFood.

Como a Economia Criativa está mudando o mercado?

O setor de marketing é como um termômetro para analisar o impacto da Economia Criativa. Isso tanto por ser um campo fértil para esse conceito quanto por ser um dos mais afetados pelas novas tecnologias de comunicação.

Não há dúvidas de que esse impacto tem sido favorável, em todas as frentes.

Grandes players podem realizar sua “mágica” com um investimento muito menor, graças às possibilidades de ferramentas como os anúncios em redes sociais. Elas ainda contam com uma força produtiva ampliada, graças à explosão do home office e do trabalho freelancer.

Os profissionais também são beneficiados por esse movimento, já que novas oportunidades não param de surgir. Hoje, é possível colaborar numa grande marca, acelerar o crescimento de uma startup ou lançar sua “eupresa”, construindo suas próprias bases de clientes e rotinas de trabalho.

A criatividade marcante desse setor é utilizada até mesmo na abordagem aos empregadores ou clientes, permitindo que os profissionais utilizem modos inovadores de chamar atenção.

O padrão da economia do futuro

A Economia Criativa tem caminhado para se tornar o padrão nas grandes economias mundiais, e também não para de crescer nos demais países. O Brasil tem adotado novas tecnologias com uma velocidade cada vez maior, apresentando um terreno fértil para esse modelo de negócios.

Quem deseja explorar o novo contexto deve se aprofundar nas possibilidades dos “fenômenos” atuais, como Tik Tok e Zoom, mas também precisa entender que as ferramentas contam apenas uma parte da história.

Dominar os conceitos por trás da Economia Criativa será a condição primária do sucesso no longo prazo, separando as iniciativas que chegam ao topo e decaem junto de uma nova rede social, daquelas que mantêm sua força independente da plataforma onde estão inseridas!

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Esse artigo foi escrito pela AEVO, a maior plataforma de Gestão de Inovação da América Latina.

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