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Como escrever melhor: 7 dicas do livro Everybody Writes, de Ann Handley ✏️

A obra entrou na lista de bestsellers do Wall Street Journal e é leitura recomendada para todo profissional de conteúdo, comunicação ou marketing

Em vez de ler, que tal ouvir o artigo? Experimente no player abaixo!

 

 

Quando falamos em Marketing de Conteúdo, pensamos em muita coisa: planejamento, otimização, frequência de postagem, resultados. Muita gente esquece, no entanto, que a base de um bom conteúdo ainda é a boa escrita.

A autora norte-americana Ann Handley sabe disso. E, para ensinar o que aprendeu produzindo materiais para plataformas diversas nas últimas décadas, lançou em 2014 o livro Everybody Writes.

A obra, ainda sem tradução para o português, entrou na lista de bestsellers do Wall Street Journal.

Todo mundo escreve

O título do livro diz muito sobre seu interior: a ideia da diretora de conteúdo da MarketingProfs é que, atualmente, todo mundo escreve. Se você respondeu um email ou publicou no Facebook recentemente, já tem a habilidade de escrever. Basta refiná-la!

A autora define conteúdo como qualquer meio pelo qual você se comunica com pessoas que podem se interessar pelos seus produtos ou serviços.

A escrita importa mais agora, e não menos. Nossas palavras são nossos emissários; elas contam aos nossos clientes quem somos (Ann Handley).

E o texto é o formato que você utilizará para produzir boa parte dos conteúdos da sua empresa: é a base para posts de blog, eBooks, publicações nas redes sociais, roteiros (que depois podem virar vídeos e slides) e por aí vai.

Por isso, reunimos neste post 7 dicas de como escrever melhor que aprendemos com a rainha do Marketing de Conteúdo.

(🚨 E, se gostar das recomendações e quiser ver a Ann Handley pessoalmente, lembre-se de que ela estará no RD Summit, que acontece em Florianópolis entre os dias 18 e 20 de outubro de 2017. Inscreva-se no evento aqui! 🚨)

Everybody Writes Ann Handley

1. Quanto mais você pensar antes de escrever, mais fácil será a escrita

É muito mais fácil escrever a respeito de um assunto que dominamos, sobre o qual pensamos diariamente, do que a respeito de um tema sobre o qual nunca nem lemos a respeito, concorda?

Mas, se você se propôs a falar sobre um tópico que não conhece, é importante que pesquise e que pense bastante nele. Caso contrário, o texto fica forçado e cheio de lacunas de informação, e é muito provável que o leitor perceba que você tentou falar sobre algo que não domina.

Para ajudar nessa tarefa, que a autora chama de think before ink, Ann Handley sugere que façamos três perguntas antes de começar a escrever:

  • Qual meu objetivo com este texto?
  • Qual meu ponto de vista sobre este assunto?
  • Por que este assunto importa para as pessoas que procuro impactar?

2. Troque de lugar com o leitor

Como produtor de conteúdo, a ideia é que seu texto sirva a quem lê, e não a você mesmo. Por isso, antes de colocar a mão na massa, veja o tópico sobre o qual vai escrever do ponto de vista do seu público-alvo.

Colocar o leitor em primeiro lugar ajuda não só a criar empatia como também a antecipar as dúvidas que o público terá enquanto lê o conteúdo, antecipando as respostas.

A dica da autora aqui é escrever seu primeiro rascunho e depois voltar ao início do texto, mudando de lugar com o leitor e considerando as informações do ponto de vista dele. Pergunte-se:

  • Que experiência este texto cria no leitor?
  • Que questões os leitores podem ter?
  • Estou fazendo que o leitor se esforce muito para entender o que quero dizer?

3. Coloque a ideia mais importante de cada frase no início dela

Tendemos a iniciar nossas frases com informações secundárias, fazendo que o leitor pense muito até descobrir nossa ideia principal, de acordo com a autora. O ideal é que cada início de frase cause uma impressão amigável no interlocutor, encorajando-o a seguir com a leitura.

A dica é eliminar termos desnecessários do início das frases. Assim, no lugar de dizer “na minha opinião, o Marketing de Conteúdo é todo material de qualidade feito para informar ou entreter Leads e clientes”, risque a parte em itálico e desloque-a para o final ou o meio da oração, caso seja realmente necessário utilizá-la.

Outras expressões a evitar no início de frases:

  • De acordo com…
  • É importante/essencial/sugerido que…
  • Acredito que…
  • O propósito deste email/post/artigo…

Faça um teste e veja como o fato de ir direto ao ponto torna o texto bem mais claro!

4. Seja simples, mas não simplista

Aqui, vale a dica que a autora ouviu de seus professores de jornalismo: assuma que seu leitor não sabe de nada, mas nunca que ele é estúpido.

As ideias que você escreve devem ser claras e de fácil compreensão. Esse pensamento vai ao encontro do item 1 deste post, já que a clareza de pensamento costuma ser seguida pela clareza de escrita. Ter empatia pelo leitor (item 2) também ajuda a redigir de forma mais compreensível.

5. Prefira palavras de verdade

Jargões são termos técnicos comuns a uma atividade específica. O Marketing Digital, por exemplo, é cheio de palavras que não são de conhecimento geral: Leads, Landing Page e SEO são algumas delas.

Por que usamos jargão? Muitos de nós acreditamos que são palavras próprias do nosso negócio, especialmente no caso de empresas que vendem para outras empresas.

Se esse é o seu caso, vale pensar que nem todos os negócios que são seus clientes em potencial são do mesmo ramo que a sua empresa. Escrever dessa forma os afasta.

Evite jargões, clichês e palavras da moda que dizem pouco. Prefira termos que significam o que você quer dizer. Um dicionário de sinônimos pode ajudá-lo a chegar na palavra exata.

6. Em vez de contar, mostre

Se você faz Marketing de Conteúdo, essa dica soa bem familiar. A ideia é, em vez de vender para o leitor, convencê-lo de como seu produto ou serviço resolve problemas do público-alvo.

Não fale de suas ferramentas e benefícios, mas conte-me — ou, melhor ainda, mostre-me — por que eles importam para mim (Ann Handley).

Incluir elementos mais humanos, como depoimentos, ajuda a aproximar o leitor, especialmente se produz conteúdo para empresas B2B.

7. Baseie-se em contagem de palavras, não em tempo

Por fim, uma dica que ajuda na produtividade. Meça seu trabalho pelas palavras que escreveu, e não pelo tempo gasto. A meia hora que passamos olhando para a tela branca não conta como escrita propriamente dita, ainda que tenha utilizado esses 30 minutos para pensar.

Defina um objetivo diário para sua escrita. Isso é válido especialmente se estiver trabalhando em um projeto grande, como um eBook. Se você precisa escrever 5.000 palavras, divida a quantidade pelo número de dias disponível para finalizar o trabalho e mãos à obra!

Essas foram as dicas que achamos mais relevantes. O livro tem dezenas de outras. Se você busca se comunicar melhor, vale conferir. Afinal, esse é um processo sempre em construção para todos nós. :)

Uma pergunta que Ann Handley deixa no ar para avaliar se está produzindo ou não um bom conteúdo é:

Você está contando sua história de uma perspectiva única, com voz e estilo que são claramente seus?

Boa escrita!



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