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Google Analytics: o que é e como fazer a configuração inicial

O Google Analytics é uma importante ferramenta de análise para monitorar com eficiência sua atuação online e traçar estratégias consistentes para o seu negócio

Se você chegou até esse artigo é porque provavelmente já possui um site e, talvez, já tenha o Google Analytics instalado em suas páginas. Mas, se você ainda não conhece essa ferramenta, chegou a hora!

Apesar de hoje ser quase uma regra ter o Google Analytics configurado, ainda é possível encontrar muitas empresas que não exploram o potencial dessa ferramenta.

Neste artigo vamos conferir a importância de uma análise periódica e como iniciar essa prática.

O que é o Google Analytics?

O Google Analytics é a ferramenta de monitoramento e análise de sites e aplicativos mais utilizada no mundo. Algumas de suas vantagens são: facilidade para configurar, integração com outros serviços do Google, como AdWords e Search Console, e uma versão gratuita muito completa.

Com a ferramenta instalada corretamente, é possível monitorar o perfil de quem acessa seu site, as páginas mais acessadas, conversões, dispositivos, cidades e muitos outros dados. A seguir, confira alguns motivos para começar a usar a ferramenta.

3 motivos para usar o Google Analytics

Com certeza existem mil e uma perguntas que você se faz todos os dias sobre seu negócio ou seu blog, e muitas delas podem ser facilmente respondidas simplesmente abrindo o Google Analytics.

Dados sobre tráfego da sua página, localização dos seus visitantes, canais de origem e informações em tempo real do que está acontecendo no seu site são uma fração do que pode ser conferido na ferramenta.

Acompanhar o comportamento do seu público-alvo é importante em diversos níveis, mas vamos apontar por aqui alguns exemplos relevantes para qualquer negócio:

1. Entender o melhor horário para suas ações

Saber os dias do mês, da semana ou até mesmo as horas que seus visitantes mais se engajam com o site.

Com esses dados em mãos, além de poder programar ações é possível saber também o que não fazer nos momentos de pico, como uma atualização de site que atingirá boa parte de seus usuários.

2. Descobrir causas para abandono do seu site

Analisar a taxa de rejeição. Ou seja, quantos dos seus visitantes abandonam seu site sem ao menos interagir com ele.

Se você vende um serviço e seu site não está gerando vendas, você já sabe que tem alguma coisa errada, mas, analisando esse dado, fica mais fácil entender se o problema está na página ou no produto em si.

3. Compreender quais os dispositivos utilizados por seus visitantes

Hoje é imprescindível que suas páginas estejam otimizadas para dispositivos móveis. Essa é inclusive uma das questões que podem prejudicá-lo nos resultados de busca, caso não esteja de acordo com as diretrizes do Google.

Mas, além disso, é possível que você precise investir mais em mobile ao longo do tempo, ou até mesmo que, para o seu negócio, faça mais sentido desenvolver aplicativos ou ações para mobile e não mais para desktop.

Analisando seu tráfego por meio do Analytics é possível saber qual dispositivo tem sido mais utilizado por seus visitantes para acessar seu site.

Como usar o Google Analytics: as configurações básicas

google analytics

Primeiro, você vai precisar de uma conta do Google. Dê preferência para uma que só você tenha acesso e que seja de uso profissional, já que você deverá utilizá-la enquanto o site existir.

Depois, é só acessar a página inicial do Google Analytics e clicar em criar uma conta.

O próprio sistema indicará os próximos passos. Depois de clicar no botão “Inscreva-se” e preencher os dados solicitados, você receberá um código de acompanhamento.

google analytics

O código deve ser inserido em todas as páginas do seu site. Geralmente em páginas html o código é adicionado antes da tag de fechamento </head>.

O local de inserção pode variar, se o seu site foi feito em WordPress, por exemplo, você pode buscar uma opção para colocar o código no header, ou até mesmo instalar um plugin para facilitar o processo.

Pronto! Agora é necessário aguardar 24h para que seus dados comecem a ser coletados.

Caso queira que outras pessoas utilizem o Analytics, não tem problema: você poderá conceder esse acesso depois. Para dar acesso a outros usuários, vá em “Administrador”, selecione a conta desejada e clique em “Gerenciamento de usuários”.

Em “Adicionar permissões para” insira o email do usuário Google que deseja adicionar e escolha a permissão que será concedida. Clique em “adicionar”.

Vale lembrar que a ferramenta traz inúmeras possibilidades e, quanto mais bem configurada ela estiver, mais dados estruturados ela será capaz de coletar.

Assim, uma ótima ideia é se aprofundar tanto na configuração quanto na análise e nos relatórios que ela é capaz de gerar.

O próprio Google disponibiliza um canal no YouTube e uma página específica para aprendizado com dicas e cursos sobre o serviço oferecido por eles.

Divirta-se com o Analytics

Essa é a hora de conhecer e se familiarizar com a interface da ferramenta. Mesmo com a configuração básica as possibilidades são enormes.

Mexa em todas as seções, confira o menu lateral de cabo a rabo e, se possível, estude sobre as configurações avançadas e relatórios personalizados. Eles irão tornar sua vida muito mais prática — e completa (quase tão bom quanto pizza e chocolate).

Ah, é claro, aproveite para coletar informações bacanas sobre o seu negócio e prepare-se para a ação.

Uma dica legal é prestar atenção às dimensões — principal e secundária — dos relatórios. Elas permitem inúmeras combinações e podem trazer exatamente a informação de que você precisa.

Para saber mais, leia também o post 6 dicas para extrair mais do Google Analytics.

google analytics

Dê uma chance para que insights sejam recorrentes em seu dia a dia. Se você não toma conhecimento de um problema e sua causa, como surgir com a solução?

Dados são bases confiáveis para tomada de decisão quando, além de bem analisados, são consistentes — e consistência leva tempo.

É possível que você veja alguns resultados desencontrados ao analisar suas informações em curtos períodos de tempo, mas, de uma hora pra outra, você reconhece um padrão e consegue visualizar pontos fora da curva e insights.

Considere essa ferramenta de análise como mais um aliado para surgir com novas ideias e soluções. Até quando as coisas vão bem podemos encontrar diferentes nichos e oportunidades de otimização.

Como material de pesquisa, vale ficar de olho no Occam’s Razor, um blog super especializado em web data escrito pelo evangelista em Marketing Digital do Google, Avinash Kaushik.

E, para aprofundar mais suas análises e entender as principais oportunidades de melhoria, conheça o eBook “Web Analytics na prática”.



eBook “Web Analytics na prática”

Como mensurar seus esforços em Marketing Digital e identificar as principais oportunidades de melhorias

Bônus: os 4 erros mais comuns em Web Analytics

Após configurar a sua conta no Google Analytics e explorar várias funcionalidades da ferramenta, é preciso ter cuidado para não cair em erros comuns de Web Analytics e manter o foco nos dados que realmente importam.

Por isso, abaixo temos um trecho do eBook “Web Analytics na Prática”, que apresenta as principais armadilhas para quem está começando a medir resultado e analisar melhorias. Confira:

Focar em métricas de vaidade

Muita gente se impressiona com alguns números comuns na Internet: número de pageviews, impressões no Twitter, número de ”curtidas” no Facebook, visualizações no Youtube, etc.

Esse tipo de métrica costuma fazer muito bem para o ego. O responsável de Marketing ganha crédito e admiração na empresa e tudo parece perfeito. Falta, no entanto, um ponto essencial: quanto isso contribui para as vendas? Afinal, vender é a única atividade que traz dinheiro para dentro da empresa, todo o resto é despesa.

As métricas de vaidade não dizem nada porque, além de não indicarem como o Marketing Digital efetivamente contribui para a geração de oportunidades de negócio, também não mostram como a empresa deve otimizar suas ações.

60.000 pageviews não dizem se o site foi visto por 100 ou 60.000 pessoas, dois casos bem diferentes que demandariam tipos de melhoria diferentes (aumentar o alcance vs. tornar o conteúdo mais engajador, por exemplo). Mais importante do que isso, o número não diz quantas dessas pessoas se tornaram Leads ou Clientes, que são resultados reais para a empresa.

Da mesma forma, uma base grande de seguidores no Twitter não quer dizer que todas essas pessoas de fato leiam e acessem o conteúdo que sua empresa publica.  Menos ainda que elas se tornam clientes depois disso.

Claro que no geral é bom ter uma grande audiência, mas é preciso cuidado.  O objetivo da sua empresa não é falar para um grande número de pessoas e sim vender e ter clientes. Se suas ações não estiverem levando a esse caminho, de nada servem.

Tomar decisões precipitadas em função de métricas incompletas

Sim, a ideia de um bom sistema de métricas é permitir que sua empresa tome decisões em cima disso e consiga melhorias de desempenho.

O único problema é que nem sempre as métricas são o que parecem ser e podem se tornar uma grande armadilha se sua empresa tomar decisões precipitadas.

Um exemplo onde isso fica claro é ser rígido demais e só considerar como importante as fontes de tráfego que geram boa conversão por visita.

Se, por exemplo, um potencial cliente descobre a empresa pelo Twitter e, depois de várias visitas em dias diferentes, faz a conversão a partir de um acesso direto (digitando o endereço no navegador), não seria 100% correto  contabilizar essa conversão no “balde” do tráfego direto.

Nesse caso, o número de visitas também é importante, já que muitas vezes a conversão de um Lead só vem depois de várias visitas no site.

Focar em otimização antes da hora

Otimização de uma forma geral, seja em Adwords, SEO, Landing Pages, títulos de posts, Call-to-action, etc., só trazem resultado quando há um volume significativo para aquele determinado item.

Por exemplo, de que adianta gastar 10h para otimizar uma Landing Page que possui apenas 50 acessos mensais? Se a taxa de conversão é 6% e você conseguir passar para 12% (o que não é fácil…), o número de Leads gerados por aquela página passaria de 3 para 6 Leads mensais. Certamente não compensaria o investimento feito.

Portanto, foque primeiro em aumentar o volume dos canais para depois pensar nas otimizações.

Não agir em cima das métricas

Apesar de pregarmos o cuidado antes de tomar decisões, de nada adianta medir tudo isso se sua empresa não for agir.

Se as suas palavras chave não estão bem posicionadas no Google, é preciso agir nas otimizações e produção de conteúdo. Se seu perfil no Twitter não está crescendo e atraindo seus clientes, é preciso alterar sua política de uso.

O processo de análise e medição dos esforços de Marketing Digital é trabalhoso. Não vale a pena fazê-lo se sua empresa não estiver disposta a trabalhar nas correções e oportunidades.

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