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Marketing de Conteúdo para advogados: a importância da produção intelectual na advocacia

Saiba como os advogados podem criar conteúdo para a captação de novos clientes e fidelizar os atuais sem ferir o Código de Ética da OAB

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Assim como muitas categorias profissionais, os advogados devem seguir normas específicas sobre a publicidade, conforme regulamenta o Código de Ética e Disciplina da OAB e o Provimento 94/2000.

De acordo com a norma, a Publicidade Informativa é permitida desde que utilizada com discrição e moderação. Até aí tudo bem. Mas como o profissional da advocacia realmente pode colocar em prática ações de marketing sem ferir o Código de Ética?

A resposta é simples: fazendo uso do Marketing de Conteúdo, uma das estratégias utilizadas para atingir um público específico entregando conteúdo relevante. Trata-se de uma oportunidade de iniciar uma conversa com o futuro cliente e aproveitar para se posicionar no mercado como uma referência. E é dessa maneira que os advogados devem agir para atingir o público-alvo.

Se na advocacia não é permitido a propaganda e movimentos que denotam a captação de clientes, como as pessoas irão encontrar você quando realmente necessitam de um auxílio jurídico?

Antigamente a indicação de um profissional de confiança era a única forma do advogado conseguir novos clientes, mas hoje em dia, depois de uma série de oportunidades que surgiram com as redes sociais e demais canais de comunicação, não existem motivos para não investir em estratégias éticas para conquistar a atenção de um possível cliente ou até mesmo fidelizar o atual cliente.



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O Conteúdo no Marketing Jurídico Digital

Claro que é preciso respeitar o Código de Ética e Disciplina da categoria, mas como construir uma imagem de advogado especialista, referência em determinado ramo do Direito em um mercado tão disputado que já ultrapassa mais de um milhão de profissionais no Brasil? A resposta pode ser através da produção intelectual, escrevendo e publicando artigos, divulgando boletins e enviando emails informativos.

O foco aqui precisa ser a produção de conteúdo relevante para um público leitor predeterminado. E o Inbound Marketing é exatamente isso: chamar a atenção do público nutrindo-o de informação de qualidade. Mais cedo ou mais tarde o leitor vai procurar pelo advogado especialista, pois ele virou um consumidor do material intelectual publicado. Esse é o resultado do Inbound Marketing na advocacia: a iniciativa de ir atrás da informação parte do cliente e não do advogado.

Construir uma imagem de especialista é destacar as atuais habilidades que você, como advogado, tem ao atender os clientes e transformar essa competência em algo concreto. É aproveitar a expertise aguçada diariamente ao esclarecer as dúvidas dos clientes e montar um material de conteúdo rico e informativo, pois a dúvida do cliente pode ser a dúvida de outra pessoa também.

Não se afobe ao iniciar as ações de Inbound Marketing

Existem dois erros comuns que são cometidos pelos profissionais da advocacia quando iniciam as práticas de Inbound Marketing.

O 1º erro: produzir sem planejar

Sabendo da existência de diversos canais de comunicação, como email, aplicativos de bate-papo e redes sociais, por exemplo, alguns advogados realizam a produção de conteúdo rico e iniciam o disparo do material em todos esses canais sem definir público-alvo e canal específico de divulgação.

Isso é um erro. Direcione o texto para os atuais clientes, conforme descrito no Código de Ética. Peça para que o cliente autorize e informe por meio de qual canal deseja receber informações. Pense na fidelização da sua clientela atual.

Se você deseja atingir quem ainda não é cliente, deverá realizar a produção de artigos e divulgar em canais institucionais ou também em canais mais abrangentes como sites, blogs, redes sociais e portais.

O auxílio de profissionais de assessoria de imprensa ou agências especializadas em Marketing Jurídico Ético podem facilitar essa conexão. Se você conhece as dúvidas, angústias e dores do atual cliente, é preciso direcionar o texto para pessoas que também sentem as mesmas dificuldades.

O 2º erro: abusar do juridiquês

Vamos a um exemplo comum.

Texto pronto e inclusive revisado pelos colegas de profissão. Canal de divulgação escolhido. Está tudo ok. Bora divulgar? Sim!

Porém, os dias passam e o advogado não recebe retorno sobre o texto escrito e divulgado. Diante desse cenário decide mostrar o texto para um colega que não é advogado. Resultado: o amigo não entende nada do que está escrito.

Texto técnico é difícil de ser compreendido se o público final não são profissionais da área jurídica. Evite o juridiquês. Tem muito texto interessante sendo divulgado, mas termos técnicos podem dificultar o entendimento e principalmente prejudicar a mensagem final que você deseja passar.

Na prática: quais conteúdos um advogado pode produzir

Se a única publicidade permitida na advocacia é a Informativa, então qual é o tipo de material que um advogado pode produzir?

Textos e artigos

Pense no público leitor e na sua especialidade. Se você é especialista em direito trabalhista e seu foco de atendimento é o trabalhador, por exemplo, ele pode chamar a atenção desse público escrevendo sobre as novas regras que a Reforma Trabalhista trouxe para a legislação, como assuntos relacionados a férias, remuneração e transporte.

Com advogados de qualquer especialidade a estratégia é sempre a mesma: escreva para seu público leitor na linguagem dele e no canal em que ele está. Avalie se é blog, LinkedIn, Facebook ou outro.

Áudio e vídeo

Se escrever não é o seu forte, tente outro formato. Há muitos advogados que se dão muito bem na frente das câmeras, conseguem falar com objetividade e não são prolixos. Vídeos curtos esclarecendo sobre assuntos pontuais é uma forma inovadora de realizar a produção de conteúdo.

Um advogado tributarista, por exemplo, pode fazer um vídeo comentando sobre uma possível mudança na legislação tributária municipal ou sobre a votação de um projeto de lei que pode alterar a cobrança de uma taxa específica.

E se você tem vergonha de fazer vídeo ou está sem tempo para produzir um artigo, então a solução pode ser um podcast. Grave um áudio sobre um tema e disponibilize no site institucional do escritório ou envie por uma newsletter para os clientes.

Existem profissionais de advocacia que estão realmente inovando sem ferir o Código de Ética, então é possível realizar uma publicidade informativa onde o grande objetivo é realmente esclarecer assuntos pontuais.

É importante destacar que o texto deve ser informativo, sem o objetivo de incentivar a população a processar alguém. Não é ético escrever textos com fins comerciais tentando a captação de clientes. Você também não deve noticiar que ganhou determinada ação, mas sim produzir um texto explicando sobre o direito em si, ou seja, quais direitos ou deveres não foram respeitados, sem a necessidade de citar e expor as partes.

E o mais importante: o objetivo da produção de conteúdo é se posicionar como uma referência na área de atuação. Não existe a necessidade de emitir opiniões pessoais sobre o que você, como advogado, “acha” sobre o tema. O foco é esclarecer sobre o que realmente está na Lei.

Para finalizar, lembre-se que é primordial realizar um estudo do Código de Ética da categoria para não ferir preceitos éticos.

Também lembre-se de planejar a produção de conteúdo para que semanalmente haja material a ser divulgado periodicamente em canais previamente mapeados e que sejam utilizados pela sua persona.

Se você quer estudar melhor e precisa de mais dicas sobre conteúdo, confira o nosso Kit Produção de Conteúdo: teoria e prática.

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