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O poder de ser global: sonhar grande ou sonhar pequeno dá o mesmo trabalho

Com a inauguração do novo escritório da RD na Colômbia, decidi elencar os motivos pelos quais estou nessa jornada e por que acredito tanto no poder dela

Muitas pessoas me perguntam por que decidi me dedicar a uma carreira internacional. Não sei dizer se escolhi essa carreira ou se ela foi simplesmente uma consequência da minha história.

Venho de uma família de italianos. Nasci no Brasil, mas fui criada em um ambiente bilíngue. Sempre os escutava falando sobre a Itália e ficava com raiva porque não conhecia aquela realidade. Pensava como eram os outros países, como as pessoas se vestiam, como deveria ser o cheiro de cada lugar.

Essa história familiar influenciou os meus caminhos profissionais. Hoje já são 11 anos dedicados a ajudar empresas a se tornarem globais e a construir ecossistemas empreendedores ao redor delas.

Estou prestes a fazer isso para uma empresa brasileira pela primeira vez. Por isso, decidi elencar por que estou nessa jornada e por que acredito tanto no poder dela.

Empresas e países crescem juntos

Minha história na Endeavor (foram 10 anos!) me ensinou que sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho, e também que empresas são motores cruciais da economia e da sociedade para geração de mudança. Por isso, por mais óbvio que esse argumento possa parecer, ele é o primeiro na minha lista de prioridades.

É fato que países necessitam de empresas que cresçam a altas taxas e, infelizmente, em países como o Brasil, ainda vemos que apenas 1% delas crescem mais de 20% ao ano, de acordo com o estudo de scale-ups feito pela Endeavor.

Uma recente pesquisa de Jahandir Alam, da HEC Montreal, sugere que existe uma relação muito forte entre o crescimento de empresas e o crescimento do PIB de um país. Ou seja, quanto maior a taxa de crescimento das empresas, mais competitivo o país é.

Ok, Bianca, mas o que crescimento tem a ver com internacionalização? Em alguns casos, nada. Há empresas bem-sucedidas e que são locais: o recente unicórnio brasileiro 99 foi vendido para a chinesa Didi por 1 bilhão de dólares como um player local e com muito mérito.

Mas meu ponto em relação aos benefícios da internacionalização se inicia, sim, aqui. Ele é um pilar-chave para empresas que querem manter suas taxas de crescimento e deve ser analisado, sempre de forma bastante meticulosa e no momento certo, para que não haja perda de foco.

Esse foi o caso da própria Resultados Digitais, que já conta com mais de 12 mil clientes, 1500 agências parceiras e 700 funcionários. Mesmo com um enorme mercado ainda a ser explorado no Brasil, vimos um potencial importante em mercados internacionais e, por isso, em 2017, iniciamos um processo de expansão como um dos nossos pilares de crescimento para os próximos anos.

E, agora, estamos abrindo oficialmente nosso escritório na Colômbia. E o próximo destino já está definido: o México.

Pensamento global e diversidade

O processo de internacionalização não é trivial, mas os benefícios são inúmeros e entre eles está a capacidade da empresa de adquirir valores globais e de abraçar a diversidade étnica-racial e cultural, que é extremamente benéfica para a criatividade e os resultados que ela produz.

Uma empresa que nasce ou se mantém local não possui a mesma habilidade que uma que se abre para o mundo. Seja porque não possui as melhores ferramentas disponíveis para fazer benchmarking ou porque se torna mais difícil evoluir o entendimento de diferentes clientes, parceiros, investidores, funcionários e absorver diferentes culturas de uma forma mais efetiva.

Desenvolvimento de talentos

Mais do que nunca, empresas são responsáveis pela educação e pelo desenvolvimento de seus profissionais.

Como exemplo, vou usar a própria Resultados Digitais. Em 2017, ficamos entre as 20 melhores empresas para se trabalhar na categoria médias empresas no Brasil pelo Great Place to Work.

Nossos RDoers (como chamamos os nossos funcionários) podem postular para fazerem projetos de benchmarking ligados à estratégia da empresa no Vale do Silício ou para fazerem parte do projeto de expansão internacional, explorando e evangelizando novos mercados-chave para a empresa.

Da mesma forma, buscamos talentos nos países onde queremos estar para garantir um entendimento pleno do ecossistema, foco no cliente e uma diversificação real da nossa empresa.

Nosso sonho em relação ao desenvolvimento de talentos é criar uma empresa de tecnologia global, que possa exportar e importar talentos do mundo e para o mundo.

Transparência

Finalmente, empresas com taxas altas de crescimento, com atitudes transparentes, abertas às diferentes culturas e que possibilitam aos seus funcionários oportunidades globais são as que de fato vão perdurar.

Num mundo em que cada vez mais dependemos da iniciativa privada e da sociedade civil para demandar mudanças, não podemos somente esperar que governos sejam os que mostrem os exemplos de como o mundo que gostaríamos de ser deve se portar.

As empresas possuem uma responsabilidade imensa em mostrar esses valores de transparência, pluralidade e globalidade para a sociedade hoje e no futuro.

Ser responsável por promover essa mudança nas organizações é o que me encanta. E poder fazer isso pela primeira vez para uma empresa brasileira é ainda mais gratificante. Minha jornada nova começa esta semana na Colômbia e espero poder levar a RD a muitos outros cantos do planeta!

RD Station na Colômbia

Bianca Martinelli é VP de Expansão Internacional na Resultados Digitais & Kauffman Fellow.

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