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#Hostel: “Home Office não será o novo normal”, diz criador de movimento em favor do trabalho remoto

Renato Contaifer, idealizador do Movimento Officeless, participou de um painel do Hostel by RD Summit e falou sobre o trabalho remoto em formato híbrido, suas armadilhas e boas práticas

Quase 80% das pequenas e médias empresas brasileiras adotaram o home office durante a pandemia e pelo menos um quarto delas pretende seguir com a prática após a chegada da vacina. Os dados são da pesquisa Panorama PMEs: o impacto da Covid e os passos para a retomada, divulgada em maio pela RD Station.

Para Renato Contaifer, criador do movimento Officeless, que ajuda empresas a implementarem o home office de forma eficaz, 2021 está apontando para o formato híbrido de trabalho. Durante o seu painel no Hostel by RD Summit, ele afirmou que a ascensão rápida dessa nova cultura é uma excelente oportunidade para empresas e profissionais, mas exige estratégia.

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Diferenças entre home office e cultura híbrida

Contaifer compartilhou seus aprendizados de uma década trabalhando com equipes remotas em projetos de startups do Brasil e do Vale do Silício. Nesse momento, o que preocupa Contaifer é a diferença entre os sistemas de trabalho remoto. Ele explica que permitir o home office (remote friendly) e adotar a cultura híbrida (remote first) são estratégias de negócios completamente distintas.

A primeira, comumente adotada pelas empresas, é referente a um formato mais flexível de trabalho, mas ainda dependente da localização física do escritório, onde as informações circulam e as principais decisões são tomadas. Já o remote first baseia-se na construção de um ecossistema digital que incentiva a igualdade de condições no ambiente de trabalho e permite com que a cultura da empresa seja fortalecida, independentemente de onde o colaborador estiver.

“Com o tempo, um sistema remote friendly acaba criando ambientes desiguais, em que os profissionais que não estão no escritório podem se sentir desprivilegiados em relação aos que estão no escritório físico”, diz Contaifer. “O modelo remote first, que concentra as decisões num cenário digital, é a solução mais eficiente para termos um ambiente mais justo, em que o escritório passa a funcionar como um endereço auxiliar da empresa”, completou.

A lógica é igualar condições e alinhar um time sem privilégios e prejuízos.

4 boas práticas para chegar ao remote first

Em seu painel, Contaifer somou algumas boas práticas para o remote first já aplicadas por empresas. Veja as 4 principais:

1. Equipes híbridas devem tomar decisões no ambiente online

É comum que no trabalho presencial muitas decisões sejam feitas oralmente e depois comunicadas entre o time. Considerando o ambiente digital como a dinâmica padrão de trabalho, é necessário que os funcionários estejam comprometidos a levar as decisões para o ecossistema digital para que não haja prejuízos de acesso à informação entre o time.

2. Equipes híbridas exigem novos indicadores de desempenho e resultados

A carga horária e o cartão de ponto deixam de ser os indicadores de produtividade, sendo essa uma das principais bandeiras do Movimento Officeless. O impacto de trabalho e as entregas realizadas no sistema híbrido fogem do modelo tradicional e precisam de novos mecanismos mais profundos e individuais para a mensuração de resultados.

3. A comunicação padrão passa a ser escrita

Essa prática vai de encontro com a comunicação simultânea que as empresas comumente adotam. O sistema remote first propõe uma comunicação mais estruturada e organizada, consolidando uma fonte oficial de informação que deve ser alimentada constantemente.

A partir de uma documentação escrita da política de fácil acesso aos colaboradores, todos estarão em igualdade de condições para trabalhar independente de onde estiverem. Ainda, essa prática expressa transparência de negócio e incentiva a confiança entre as pessoas.

4. Gestores também precisam ser estimulados a fazer trabalhos remotos

Por último, mas não menos importante, a liderança precisa estar engajada no movimento híbrido e ocasionalmente trabalhar remotamente. Além de demonstrar uma maturidade da empresa frente à adoção do modelo híbrido, os gestores são responsáveis por inspirar a prática para o restante da empresa e contribuir com essa cultura organizacional.


Gostou das dicas e insights? Este foi apenas um resumo do que rolou na conversa! Para assistir a essa e às demais apresentações do evento na íntegra é só acessar a plataforma do Hostel by RD Summit. As gravações serão disponibilizadas a partir do dia 07/12!

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