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9 práticas de SEO obsoletas que não funcionam mais – e quais ainda funcionam

Ao contrário do que muitos pensam, o SEO não morreu, mas mudou muito nos últimos anos

Talvez você já tenha escutado ou lido por aí que a otimização para os mecanismos de busca (SEO) morreu. Bom, isso não é exatamente verdade. De fato, os parâmetros para otimizar um texto para buscadores como o Google têm mudado, mas isso está longe de decretar a morte dessas melhorias.

O que acontece é que muitas empresas que buscam fazer SEO ainda se prendem a práticas que não só não funcionam mais, mas que, além disso, podem fazer com que seu site seja penalizado.

Por isso, selecionamos algumas dessas práticas para explicar a você por que não vale mais a pena investir nelas — e quais caminhos alternativos você pode tomar para fazer com que seu site e seu blog fiquem cada vez mais bem classificados nos mecanismos de busca.

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Índice

Práticas de SEO: o que não funciona mais…

1. Ficar obcecado com o primeiro lugar

Dizer que essa prática é obsoleta pode parecer um pouco estranho e polêmico — e, de fato, é. Não estamos dizendo que você não deve buscar o primeiro lugar; afinal, estar entre as primeiras posições é, em última análise, o objetivo principal de toda a otimização, buscando obter mais acessos.

Dito isso, o que realmente queremos dizer é que a correlação entre o primeiro lugar e um maior número de cliques já não é mais tão forte.

Hoje em dia, a primeira posição tem concorrência: anúncios, featured snippets e question boxes também atraem o usuário, e acabam “roubando” muitos dos cliques que antes ficavam focados no primeiro lugar do ranking.

Por isso, apostar todas as suas fichas para ficar no primeiro lugar talvez não seja mais tão importante assim.

2. Link baits não estratégicas

Antes de tudo, vamos à definição de link bait: é aquilo que vai fazer com que seu site receba links de outros usuários ou sites.

Um exemplo são produtos ou serviços que se tornam populares, uma notícia que acabou de sair na mídia e é amplamente divulgada ou ainda qualquer conteúdo que tenha viralizado.

Assim, na busca por obter links para seu site, algumas empresas acabam usando esse tipo de conteúdo, mesmo que não tenha nenhuma relação com a sua empresa ou o seu negócio.

Resultado: você vai gerar uma péssima experiência para o usuário o que, no final das contas, não trará bons resultados para você.

3. Usar CPC ou concorrência no AdWords para determinar a dificuldade de ranqueamento orgânico

Muitas empresas ainda acreditam que o custo por clique (CPC) ou a concorrência no Google AdWords de determinada palavra-chave indicam necessariamente a dificuldade de ranquear organicamente para ela, e usam esses como únicos critérios.

Na verdade, essa dificuldade é influenciada por diversos fatores. Entre eles estão os usuários/empresas que estão concorrendo pela palavra, quais são os links criados para essa palavra, a qualidade do conteúdo, a experiência do usuário com esse conteúdo etc.

4. Usar domínios genéricos com as palavras-chave ou parte das palavras-chave

O uso de domínios genéricos com a palavra-chave que o usuário procura, ou parte dela, como palavrachave.com, palavrachave.net, palavrachave.shop, é comum há muito tempo. Entretanto, ao longo dos anos, os usuários — e o Google — começaram a perceber que empresas que utilizam esse tipo de domínio eram menos confiáveis, pois o site não parece de fato uma marca, e muitas vezes não oferecia conteúdo de qualidade.

Sendo assim, conforme o Google foi atualizando seus algoritmos, o uso da palavra-chave no domínio perdeu bastante o peso como fator de ranqueamento.

Além da questão relacionada a SEO propriamente dito, outro fator negativo de usar domínios genéricos com as palavras-chave é a falta de confiança que isso gera. Esse tipo de domínio acaba afastando seu público-alvo, que vai preferir clicar no site ou blog de concorrentes que tenham domínios mais sólidos e mais confiáveis, e que pareçam de fato uma marca.

5. Criar micro-sites em domínios separados, mas que têm o mesmo conteúdo, mesmo público e falam sobre a mesma coisa

Criar diversos micro-sites com domínios diferentes, mas com o mesmo conteúdo, era um recurso muito utilizado ganhar mais links de outros sites, que teoricamente levariam uma audiência supersegmentada a cada um deles, aumentando a precisão dos seus esforços.

O que acontece, na verdade, é que esse tipo de prática divide os esforços de ranqueamento, já que os links que você cria para um dos sites não contribuem para o ranqueamento do outro.

6. Link building artificial

Diretórios, links pagos, links provenientes de comentários e qualquer outro tipo de link building artificial são práticas que não apenas não funcionam para melhorar o seu ranqueamento, mas são penalizadas pelo Google.

7. Criar uma página para cada variação de uma palavra-chave

Antigamente, era comum que as empresas criassem páginas específicas para cada variação de determinada palavra-chave (por exemplo, resultados digitais e resultado digital), e isso funcionava.

Mas, atualmente, o Hummingbird, o RankBrain e outros algoritmos do Google conseguem detectar esse tipo de estratégia. E, como esse tipo de técnica prejudica a experiência do usuário — uma vez que você produzirá conteúdo prolixo, ela acabará por prejudicar você no ranking.

8. Uso excessivo de texto-âncora para links internos

O uso sem critérios de textos-âncora costumava para linkar para para outras páginas internas costumava trazer benefícios a quem o praticava, Contudo, isso mudou bastante.

Hoje, o uso excessivo e descontextualizado é uma prática hoje penalizada pelo Google. Alguns exemplos dessa prática: links escondidos no rodapé do site, ou colocados à exaustão todas as vezes que determinada palavra-chave é citada etc.

9. Palavras-chave em excesso

Essa é uma das práticas mais antigas de SEO; ela consiste em utilizar a palavra-chave diversas vezes no texto para que tenha uma densidade mínima de 1%.

Embora esse tipo de técnica já tenha sido benéfica — sendo inclusive recomendada por alguns plugins de SEO, ela tende a tornar o texto artificial, prejudicando a experiência do usuário.

Hoje em dia, o Google não vê mais as palavras como pedaços isolados de texto e leva em consideração o seu contexto. Assim, essa prática é desnecessária e prejudicial.

… e o que ainda funciona

1. Focar em melhorar sua CTR

A taxa de cliques (CTR) de seu link nos resultados de busca é um critério de ranqueamento do Google e pode ser impactada por diversos fatores, como posicionamento, autoridade da marca em relação ao assunto, rich snippets e a relevância e persuasão no título e na descrição.

E é por isso que, além de otimizar suas páginas usando a palavra-chave no título e na meta-description para ter mais relevância, é importante também caprichar no discurso, criando frases que possam influenciar o usuário a clicar no seu link.

2. Criar link baits estratégicas

Em vez de criar link baits que apenas atraem links sem relação com o conteúdo do seu site, use link baits instigantes, que provoquem o clique, mas que ao mesmo tempo levem a um conteúdo de qualidade.

3. Colocar todas as forças em um único domínio

Em vez de investir em diversos domínios diferentes e dividir esforços, coloque todos os seus esforços em um domínio (escolha o mais estratégico para o seu negócio), e reúna todo o seu conteúdo em um só site.

Isso concentrará mais links externos em um só domínio e você poderá subir no ranking mais rapidamente.

4. Criar uma única página que aborde as variações de uma mesma palavra-chave – e sem usá-la em excesso

Em vez de criar textos super específicos para cada variação de uma palavra-chave, aborde todas elas em uma única página. Invista em um conteúdo aprofundado e de qualidade, e use a palavra-chave e suas variações naturalmente, sem tentar colocá-las fora de contexto.

Um exemplo são algumas páginas que criamos na Resultados Digitais, que chamamos de páginas épicas. São páginas com conteúdo aprofundado sobre determinado assunto. Nelas, reunimos todo o material de qualidade que temos sobre determinado tema, inserindo diversas variações da palavra-chave principal.

Por exemplo, se a página épica é sobre Landing Page, usamos também os termos Landing Pages, Página de Conversão, Call-to-Action etc.

Veja algumas das páginas épicas que criamos:

5. Usar links internos apenas quando fizer sentido para seu usuário

Como dissemos, atualmente o Google penaliza links internos descontextualizados e excessivos.

Contudo, links internos bem contextualizados, que acrescentam informação e contribuem para a boa experiência do usuário, continuam valendo.

Também evite criar links mais de uma vez para a mesma expressão; nada que seja redundante ou irrelevante deve gerar link.

6. Usar link building com cuidado

Nada de fazer link building a torto e a direito, sem selecionar os sites para link building com critério. Escolha poucos sites, mas que tenham boa qualidade, para fazer isso.

Na RD, por exemplo, escolhemos cuidadosamente nossos parceiros para guest posts e co-marketings; assim, além de sabermos que teremos links de qualidade, também garantimos a eles o mesmo, e geramos uma boa experiência para os usuários que visitarem os sites.

7. Editar e/ou relançar conteúdo antigo

Talvez você ainda não tenha se dado conta, mas é possível que alguns de seus melhores conteúdos (que possuem as melhores palavras-chave e que trazem um grande tráfego) estejam meio desatualizados.

Por isso, uma boa ideia é atualizá-los e melhorá-los ainda mais, ajudando a ranqueá-los melhor. Além de ser mais fácil do que criar outro conteúdo do zero, basta você gerar links internos (desde que relevantes) e realizar algumas otimizações, e o tráfego poderá desse conteúdo poderá voltar a crescer.

Faça isso especialmente com aqueles conteúdos que se encontram entre a 7ª e a 20ª posição, ou seja, que possuem um bom potencial, e que muitas vezes só precisam ser otimizados.

Para saber mais, leia o post Atualizar conteúdos antigos pode fazer uma grande diferença em sua estratégia de marketing.

8. Focar em resultados de longo prazo

Ao contrário de anúncios, que costumam gerar frutos mais rápidos, trabalhar com SEO exige mais paciência, já que os resultados vêm em longo prazo.

Assim, tenha em mente que você provavelmente terá que esperar: um estudo da Ahref afirma que quase 95% das páginas recém-publicadas não chegam à primeira página de buscas do Google em menos de um ano. E mesmo os 5% restantes levam entre 2 e 6 meses.

Para facilitar um pouco seu trabalho, comece escolhendo palavras-chave e tópicos para os quais seja mais fácil de ranquear e também para “conteúdo social, ou seja, que é mais fácil de ser compartilhado. Assim, será mais fácil de ganhar links externos para seu conteúdo, o que ajudará a aumentar sua autoridade e posição no ranking.

9. Focar na experiência do usuário

No fim das contas, lembre-se de que seu conteúdo deve responder às dúvidas de seus usuários, e deve gerar mais valor do que seus concorrentes.

Também não se esqueça de verificar como seu site aparece em outros dispositivos além dos computadores e se é responsivo, já que smartphones e tablets são cada vez mais usados para acessá-los. Enfim, busque criar a melhor experiência possível para o usuário.

Conclusão

Até pouco tempo atrás, as empresas que trabalhavam com SEO focavam muito mais em otimizar seu conteúdo para os algoritmos dos mecanismos de busca do que propriamente para a experiência do usuário.

Atualmente, essa tendência está se revertendo: para ranquear bem, você deve fazer o oposto. E você, de que lado do SEO quer ficar?

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