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Social Media Day 2020: as melhores frases e dicas da live da RD

Confira (ou relembre) os principais insights dos especialistas que participaram do Social Media Day 2020 da RD

O Social Media Day 2020 da RD foi uma grande celebração da profissão. Transmitido ao vivo pelos canais da empresa nas redes sociais e no YouTube, o evento teve mais de 3 horas de duração e foi recheado de boas dicas e insights de especialistas da área. Mais de 10 mil pessoas acompanharam em tempo real!

Olha só quem participou no dia 30 de junho: Martha Gabriel, Cristiano Santos, Liliane Ferrari, Estêvão Soares, Camilo Coutinho, Stephanie Pereira, Fabio Prado, Rafael Kiso, Ramon Campos, Bruno Honorio, Cristiano Chaves e Hugo Bittencourt.

Essa galera foi entrevistada por profissionais de diversas áreas da RD – inclusive o time de Social Media, é claro! E todo mundo participou direto de seus home offices.

Estavam previstas, ainda, as participações de Camila Renaux, Ana Carvalho, Greengo Dictionary e Floripa Mil Grau, mas, infelizmente, um temporal que deixou metade de Santa Catarina sem luz interrompeu nossa transmissão na reta final. Retomamos a live terça-feira, 7 de julho, porque essa galera que não poderia deixar de participar!

Se você perdeu a live (ou não perdeu, mas adorou e quer rever), é só assistir abaixo a primeira parte! A segunda parte está lá no final do post. No meio dos dois vídeos, destacamos algumas das dicas mais importantes que os especialistas dividiram com profissionais de redes sociais de todo o Brasil que acompanharam a transmissão.

“Social Listening” – Bruno Honório e Hugo Bittencourt

O Social Media Day 2020 começou com um papo sobre Social Listening entre Bruno Honório, da Mutato, e Hugo Bittencourt, da Stilingue, mediado por Mariana Censi, do time de Eventos da RD (“saudades RD Summit”, todos suspiram).

social media day - bruno honorio e hugo bittencourt

Bruno e Hugo falaram muito sobre a importância estratégica do Social Listening. Muito além de medir o número de interações positivas, negativas e neutras, ambos reforçaram o uso dessa ação para prever comportamentos e traçar os próximos passos das marcas.

“É um grande guia das rotas de um produto, como a marca exerce a comunicação e como essa comunicação é respondida e entendida pela base”, disse Bruno Honório. Ele lembrou, ainda, que conseguimos extrair sentimentos e, principalmente, comportamentos.

Para Hugo, o Social Listening faz com que o profissional de Social Media vá além do muro do ilusório em que controla tudo. “Com o Social Listening eu derrubo esse muro e escuto o que as pessoas estão dizendo. As comunidades se criam foram desse território que você controla, estão nos perfis das pessoas que te acompanham e comentam”, disse.

Perguntado sobre uma tendência de Social Listening para o futuro, Hugo brincou que é “entender como o brasileiro usa a ironia nas redes”, no sentido de calibrar a ação para a nossa linguagem. Ele também disse que o uso de Social Listening para análise preditiva é o que vem por aí.

“Algumas coisas que acontecem em um determinado momento estavam traçadas 3 ou 4 meses antes nas redes sociais, mas nem todo mundo estava ouvindo”, complementou Bruno, reforçando a importância estratégica do Social Listening para as organizações.

“Evolução das Mídias Sociais para Comunidades” – Martha Gabriel e Rafael Kiso

Muitas empresas criam comunidades nas redes sociais para tentar alcançar organicamente mais pessoas. Será que esse é o objetivo certo? Martha Gabriel e Rafael Kiso (mLabs) conversaram com a coordenadora de Social Media da RD, Carol Lima, sobre isso.

martha gabriel e rafael kiso no social media day

De acordo com Martha Gabriel, as comunidades são horizontais e, portanto, não têm um dono. “A comunidade gera conversas que evoluem e continuam, é life long learning”, disse. “Nelas, as pessoas têm algo em comum, mas ponto de vistas diferentes. Isso fomenta muito a diversidade para as marcas”, complementou.

Rafael Kiso reforçou que é um erro fazer uma comunidade para fazer propaganda “só porque o algoritmo vai entregar para todo mundo que está lá”. Para ele, “uma marca só consegue ter uma comunidade em torno dela quando tem representatividade, um propósito, que é injetar o lado humano dentro dos negócios, e uma bandeira”.

Ainda Kiso: “Quando você consegue construir uma comunidade em torno do seu negócio, você consegue ouvir mais ativamente o que as pessoas estão querendo ou precisando, o que te dá uma vantagem competitiva enorme. Você fica mais próximo dos consumidores.”

Martha falou dos creators, que são diferentes dos influencers. “O criador de conteúdo consegue ter mais visibilidade nas comunidades. Para as marcas é ótimo, porque com um influenciador gigante que fala sobre tudo, a coisa se perde. Na comunidade, esse criador pode falar diretamente para pessoas interessadas no que a marca quer mostrar”, disse.

“O seu vídeo não é YouTube, IA não é só robô” – Estêvão Soares e Camilo Coutinho

Continuando o Social Media Day 2020 da RD, o papo juntou plataformas, vídeos, Inteligência Artificial e redes sociais com Camilo Coutinho (Double Play Media) e Estevão Soares (Estrategi.ca). A mediação foi de Camilli Calixto, do time de Customer Success da RD.

estevao soares e camilo coutinho

“A expectativa que as pessoas têm de cada rede social deve guiar a sua adaptação de conteúdo para cada uma delas. É preciso considerar comportamento e contexto. É difícil um vídeo feito para uma rede dar certo em outra, prejudicando os resultados”, disse Estêvão Soares, falando sobre em que redes sociais uma empresa deve estar.

“Você tem que começar pela rede social que você tem capacidade de se manter atrativo. Que você consegue criar e que você tem tesão de fazer e acompanhar”, complementou Camilo Coutinho. Para ele, é comum as pessoas não definirem metas para a produção de conteúdo. “Aí vai fazendo. Aí não entra dinheiro e vai fazendo conteúdo mais rápido e com menos qualidade, e aí botam a culpa na plataforma”, explicou.

“Conteúdo precisa estar atrelado a objetivos de negócio para fazer sentido. E isso nem sempre é venda, pode ser alcançar novas pessoas. Se seu conteúdo atinge 100 pessoas no Instagram, é possível que 5 delas vão comprar de você, e isso vai fazer valer a pena”, completou Estêvão.

Ainda Estêvão, sobre plataformas: “YouTube e blogs são evergreen, vão estar sempre lá. Já se você só faz Instagram, a probabilidade de resolver o problema de uma pessoa com um conteúdo de 5 anos atrás é zero!”

Camilo falou ainda sobre a estratégia de fatiamento de conteúdo. “Um conteúdo denso pode render de 24 a 36 pedacinhos de conteúdo para divulgar nas redes sociais”, disse, lembrando que isso muitas vezes pode salvar a sua produção.

Sobre Inteligência Artificial, Estevão Soares diz que algumas pessoas acham que é algo distante e muito complexo. “As recomendações do Netflix usam IA para entender os seus gostos, e isso se aplica aos feeds de Facebook, Instagram e YouTube. Ou seja, o principal impacto será transparente”, aponta o especialista.

A dica final do Estêvão Soares para os profissionais de Social Media é ficar de olho em quais ferramentas estão usando IA e priorizá-las. “Assim, você tem uma vantagem competitiva nos próximos anos. E quem é Social Media deve ser capaz de traduzir essa camada de tecnologia para as outras pessoas”, encerrou.

“A importância do alinhamento do atendimento com o conteúdo” – Stephanie Pereira e Cristiano Chaves

SAC e atendimento ao público foi o tema da quarta conversa do dia, que contou com Cristiano Chaves, da Arezzo&Co, e Stephanie Pereira, da Tiki. Quem mediou o papo foi a Amanda Dantas, do time de Social Media da RD. A palavra-chave foi “humanização”, tema recorrente do Social Media Day 2020.

stephanie pereira e cristiano chaves

Tanto Stephanie quanto Cristiano bateram bastante na tecla de que toda a empresa tem muito a ganhar quando as áreas de Atendimento e Conteúdo estão alinhadas. “Quando conteúdo e SAC estão alinhados, podemos pensar juntos em soluções que não servem só para aquele cliente que foi atendido, mas para muitos outros”, disse Stephanie.

Cristiano contou que a Arezzo faz com que a direção da empresa passe ao menos um dia no SAC, respondendo tickets e atuando na solução de problemas. “Você só vai conseguir abrir a sua cabeça atendendo diretamente o cliente. Às vezes é algo tão simples, que nós do Marketing deveríamos fazer sempre isso”, pontuou.

Para ele, o atendimento pode ter uma voz própria, sem seguir necessariamente o habitual dos posts em redes sociais. “Atendimento tem que personalizar a conversa, não precisa usar o tom de voz da marca. Você precisa se adaptar àquela pessoa que está buscando a resolução de um problema”, explicou Cristiano.

Stephanie reforçou que as empresas precisam ter um olhar mais carinhoso com o SAC. “Temos que estar perto do público e entender o que ele quer ouvir. Às vezes o que é tendência para o mercado não é tendência para o nosso público”, completou.

Já Cristiano crê que o SAC deve participar ativamente da criação de conteúdo da marca, pois tem insumos valiosos. “Buscamos muito a criatividade, deixar o cliente chocado, mas precisamos conectar com emoção. Temos que trabalhar a sensibilidade, pois isso gera criatividade para encantar clientes com ações e surpresas”, refletiu.

“Disseminando conteúdo: criação de peças exclusivamente pelo celular, é possível?” – Fabio Prado e Ramon Campos

O Social Media Day 2020 da RD seguiu com Fabio Prado, da AdResults, e Ramon Campos, do É Social Media, Mas. A conversa foi mediada por Vitor Martins, do time de Diversidade & Inclusão da área de Talent Management da RD.

fabio prado e ramon campos

O trabalho com redes sociais, principalmente para quem está começando, pode esbarrar na dificuldade para criação de peças e anúncios. “Se você tiver um desktop ainda é melhor, mas o celular tem aplicativos cada vez melhores para criar anúncios”, garantiu Fabio Prado, que deu o app de gerenciamento de anúncios do Facebook como um bom exemplo.

Já Ramon Campos levantou a hipótese de que o desconhecimento prejudica a adoção. “Use ferramentas para ganhar tempo, por que ter preconceito? A mulher que fez o Canva pegou toda a experiência dela em design para facilitar a vida de quem não tem aquele conhecimento. Por que não usar?”, questionou.

Falando em quem está começando na área de Social Media, Fabio Prado tem um conselho importante. “A criação de conteúdo fica melhor quando você para de se preocupar tanto com o engajamento. Não se compare com um possível concorrente que está indo melhor que você. Se ele tem 10 mil seguidores e você tem mil, se dedique a esses mil, pois se você não mandar bem com eles, como vai falar com 10 ou 100 mil? Seja autêntico!”, disse.

Ramon lembrou que, na rede social, você está criando conteúdo para pessoas e não para robôs. “Você não precisa simplesmente fazer uma venda, você pode emocionar e impactar. Assim, a venda daquele produto que você vai anunciar pode mudar a vida daquela pessoa”, finalizou.

Fabio complementou, fechando o ciclo da conversa, que rede social tem muito mais a ver com psicologia e comportamento de consumo do que com tecnologia. “Precisamos entender o humano que está por trás, independentemente do canal ou ferramenta. Busque outros entendimentos”, encerrou.

“Novas formas de comunicar: Marketing Humanizado nas mídias sociais”  – Liliane Ferrari e Cristiano Santos

Aquele que acabou sendo o último papo completo da “primeira parte” do Social Media Day 2020 da RD trouxe os super especialistas Liliane Ferrari e Cristiano Santos. A conversa foi mediada por Brenda Dilli, do time de Social Media da RD. A conversa girou bastante em torno do momento de pandemia que vivemos no mundo.

liliane ferrari e cristiano santos

“Contexto, dentro do conteúdo, é muito importante. Então não tem como você fazer um bom conteúdo se você não está prestando atenção no que está acontecendo em volta. E, mais do que nunca, este contexto está enorme demais e importante para ser gerenciado”, disse Liliane Ferrari, abrindo a conversa.

Para Cristiano Santos, não faz sentido você estar nas redes sociais apenas para aparecer. “Agora é uma oportunidade para quem é do mercado, de entender o que pode gerar para ajudar pessoas. Entender se o meu conteúdo pode orientar e trazer informações que ajudem carreiras ou entregar valor para uma dor que a pessoa tem”, defendeu.

Falando sobre humanização de conteúdos, Liliane fez uma ponderação importante: “não podemos confundir uma marca que sabe se comunicar nas redes sociais com uma marca que é humanizada”. É preciso saber se, além de falar bem com a persona, a marca é humana com seus funcionários, fornecedores e tudo mais.

“A base de tudo é relacionamento. Qualquer venda que você quiser fazer através das redes sociais, se não gerar essa empatia para as pessoas entenderem que é um ser humano falando, elas podem querer se desconectar de você”, afirmou Cristiano. “O básico é entender o outro”, complementou.

Tanto Lili quanto Cris reforçaram a importância de sermos verdadeiros nas redes sociais, tanto os profissionais quanto as empresas. Por isso, não precisaríamos falar em Marketing Humanizado, já que isso seria automático caso mostrássemos a nossa verdade.

“Da teoria à prática: estratégias de mídias sociais para o momento atual” – Camila Renaux e Ana Carvalho

A “segunda parte” do Social Media Day 2020 da RD retomou o papo com as especialistas Camila Renaux e Ana Carvalho. Eram elas que estavam falando com o coordenador de Conteúdo da RD, Flaubi Farias, quando a transmissão foi interrompida no dia 30 por causa do ciclone-bomba em Santa Catarina.

camila renaux e ana carvalho

A conversa girou em torno do tema das redes sociais no atual contexto de pandemia e crise. Camila e Ana abriram o papo lembrando que o momento é de muita distração, ou seja, as pessoas estão usando mais esses canais e, portanto, sendo expostas a mais informações do que, talvez, consigam lidar.

“Se a gente puder deixar a mensagem mais enxuta, vai facilitar a assimilação desse conteúdo e também a conexão, que é o que a gente precisa garantir nesse momento”, disse Camila. Já Ana defendeu que as marcas entendam duas coisas diferentes: “como você como marca ou empresa pode fazer o bem para a sociedade que está a sua volta e conversar com seu consumidor para saber como a tua marca pode ajudar de verdade na vida dele”.

As especialistas também opinaram sobre as lives que, além de uma forma de entretenimento, viraram também fonte de informação e educação. Camila lembrou que as pessoas não se importam muito com cenários perfeitos, pois entendem o contexto de home office e adaptação. O que importa é a qualidade do que é dito.

Na mesma linha, Ana Carvalho estimulou a começar. “Faz de uma vez, vai ajustando, faz a tua primeira live e vê que deu errado, ajusta e faz de novo”, disse. Ela comentou que a pandemia mexeu com aquele velho hábito de quem produz conteúdo, de esperar que esteja tudo perfeito. “Adaptação total”, completou Camila Renaux.

E o que evitar postar nesse momento? “Esquecer do cuidado com o público interno e externo, pois isso passa credibilidade e traz segurança”, disse Camila. “Faça o bem e tenha cuidado com as informações que você está disseminando”, completou Ana. O foco continua sendo na saúde das pessoas.

“Dados reais de forma descontraída: memes que informam” – Greengo Dictionary e Floripa Mil Grau

A celebração dos profissionais de social media só poderia terminar com bom humor e alegria! Por isso, eu entrevistei os responsáveis por 2 perfis que levam informação e diversão com memes para os internautas: Matheus Diniz, do Greengo Dictionary, e a dupla Pedro Santos e Vitor Roque, do Floripa Mil Grau.

Greengo Dictionary e Floripa Mil Grau

O Floripa Mil Grau, para quem não é de Floripa, é um perfil que traz memes com linguagem “manezinha” (pense Guga Kuerten) e informações em tempo real de fatos da cidade e da região metropolitana. O Greengo Dictionary é aquele que brinca com termos típicos brasileiros traduzidos para o inglês – e vice-versa, às vezes, dando uma zoada com o “startupês” de  c e r t a s   e m p r e s a s. Na live, como editor do blog da RD, eu prometi melhorar!

Tanto o Matheus quanto a dupla Pedro e Vitor contaram muito sobre a rotina de atualização em tempo real de suas páginas. “O brasileiro não tem um minuto de paz”, comentou o dono do Greengo Dictionary. Já a dupla do Floripa Mil Grau contou, entre outras coisas, como foram cobrir o ciclone-bomba em Floripa – aquele que interrompeu a nossa transmissão durante o primeiro dia do Social Media Day.

Como falamos, toda essa live – as duas partes dela – era uma celebração do profissional do mídias sociais. Assim, Matheus, Pedro e Vitor dividiram suas experiências com perfis autorais bem sucedidos com quem estava assistindo e pensa em trilhar esse caminho. Eu perguntei se, como tudo mundo imagina com perfis de humor, eles trabalham rindo. Não é o caso: como diz o meme do Muricy Ramalho, “aqui é trabalho, meu filho”.

Assista na íntegra a conversa com as pessoas por trás do Greengo Dictionary e Floripa Mil Grau abaixo, e também a super conversa completa com Camila Renaux e Ana Carvalho. E até o Social Media Day 2021!

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Post originalmente publicado em 3o de junho de 2020 e atualizado em 7 de julho

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