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Notícias da Semana: Twitter corta replies e Facebook ataca deepfakes

As redes sociais continuam em suas cruzadas particulares para melhorar suas imagens, mas os efeitos são controversos

Em 2019 parecia impossível, mas eis que chegamos a 2020! Quer dizer, já é 2020 há 10 dias, porém hoje temos o primeiro semanal de notícias do blog da RD neste ano! Sabemos que foi difícil aguentar a espera, mas prometemos muito trabalho nos próximos 12 meses para trazer as novidades de tecnologia e Marketing Digital que mexem com a sua vida.

A primeira semana dessa nova caminhada da Terra em volta do sol teve como destaques dois velhos conhecidos: o Twitter e o Facebook. Com os mercados cada vez mais dominados pelos gigantes de tech, às vezes a gente acaba se repetindo. Contudo, vamos fazer um esforço para dar uma variada nos temas nas próximas edições!

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Twitter terá ferramenta para definir quem pode dar reply aos posts

Lembra quando as redes sociais surgiram e a humanidade acreditou que tinha encontrado as ferramentas ideais para que pessoas de diferentes países e comunidades conversassem entre si de forma civilizada e com qualidade? Não ria, isso de fato aconteceu. E a maior das esperanças era o Twitter. Sério, pare de rir, por favor continue lendo o texto.

Achei interessante fazer essa breve introdução para contextualizar o anúncio da diretora de Product Management do Twitter, Suzanne Xie, durante a Consumer Electronics Show (CES) 2020. Em resumo, o usuário poderá definir quem terá a capacidade de dar reply a cada um de seus tuítes. Serão quatro níveis, por enquanto com nome só em inglês:

  • Global: todo mundo pode responder;
  • Group: as pessoas que o usuário segue e as que marcou (com a @) no tuíte;
  • Panel: as pessoas marcadas no tuíte;
  • Statement: ninguém pode dar reply.

twitter desativa replies

A justificativa apresentada pela executiva gira em torno da saúde mental, carta que o Instagram vem usando com certa frequência – como esconder o contador de likes, por exemplo. Nesse caso do Twitter, Suzanne Xie disse que a ideia é diminuir o assédio e o bullying, dando controle ao tuiteiro sobre com quem deseja interagir.

Ainda não há um prazo para essa nova feature, mas sabe-se que ela será disponibilizada a todos os tuiteiros desse mundão. Hoje, o que temos é a possibilidade de esconder as replies a tuítes individuais, como se fosse um “mute”. Conectando com as esperanças que citei no início, gostaria de propor algumas reflexões.

A que ponto chegamos?

A primeira delas é: uma rede social essencialmente conversacional decidiu limitar sua capacidade de gerar conversas. Aparentemente, o Twitter se tornou tão tóxico para uma parte tão representativa do seu público que é preferível limitar as interações com novas vozes e pessoas desconhecidas. Claro, isso não se aplica a todos, mas é perturbador.

Outra reflexão: tendemos a avaliar como essas questões impactam o pequeno usuário, ou seja, o cidadão comum. Porém, preste atenção na opção “statement”. Na era em que a checagem de fatos e contrapontos é cada vez mais necessária, poderosos (políticos, governos, grandes corporações) poderão barrar desmentidos e questionamentos.

Isso tudo vai acontecer em um ano de eleição presidencial na maior e mais relevante democracia do mundo: os Estados Unidos da América. País que, como você já deve ter se cansado de saber, tem como presidente (e candidato favorito à reeleição) o tuiteiro mais famoso do planeta. Como perguntamos ali em cima: a que ponto chegamos?

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Anúncio e vacilo: mais uma semana comum no Facebook

Falando em redes sociais e eleições, a semana teve anúncio bombástico do Facebook a respeito dos deepfakes. Em setembro do ano passado, Mark Zuckerberg e seus amigos já tinham lançado uma iniciativa conjunta com empresas e universidades para combater os polêmicos vídeos que enganam todo mundo – com consequências potencialmente graves.

Pois bem, a ideia parece ter dado os primeiros resultados. Em um post no blog oficial do FB, a companhia mostrou os dois critérios que, quando identificados em conjunto, farão com que um vídeo seja retirado do ar pelos moderadores. Veja quais são, nas palavras retiradas diretamente da postagem:

  1. O conteúdo foi editado ou sintetizado – para além de ajustes de clareza ou qualidade – de uma maneira que não seja claro para uma pessoa comum e que provavelmente levaria alguém a pensar que uma pessoa no vídeo disse palavras que na verdade não disse; e
  2. É produto de inteligência artificial ou de aprendizado de máquina (machine learning) que mescle, substitua ou sobreponha um conteúdo a um vídeo, fazendo com que ele pareça autêntico.

Deepfakes são um dos principais temas das eleições americanas. Há um temor geral de contaminação do debate por vídeos falsificados, que, se lançados sem tempo hábil de informar o público de sua natureza, podem definir o resultado. E o buraco é bem mais embaixo: dificilmente teremos verificação em grupos fechados e no WhatsApp.

O misterioso publieditorial do Facebook na Teen Vogue

Essa notícia não é bem uma notícia, assim como um publieditorial não é bem uma reportagem. Porém, vale o registro do vacilo. Na quarta-feira, a revista Teen Vogue publicou em seu site um artigo sobre 5 gestoras do Facebook que estariam liderando a luta, dentro da gigante de tecnologia, para garantir a integridade das eleições americanas.

Sheryl Sandberg, a poderosa COO do Facebook, chegou a compartilhar a matéria em seu perfil pessoal, enaltecendo as funcionárias. O problema é que, logo depois, surgiu um aviso no artigo de que se tratava de um conteúdo patrocinado. Mais um pouco depois, o aviso sumiu. Por fim, o artigo saiu do ar. Era mesmo um publieditorial.

O New York Times fez uma reportagem para tentar entender o que aconteceu. Aparentemente, as duas equipes não combinaram direito se era para ser um conteúdo pago ou um conteúdo editorial. Na dúvida, foi tudo ao mesmo tempo, em questão de horas. Talvez se fosse um tema menos polêmico, teria passado batido.

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A lei californiana que pode mudar o mundo

O estado da Califórnia é a casa de algumas das principais empresas de tecnologia do mundo. Google, Facebook, Uber e Apple estão por lá, apenas para citar as mais famosas. Portanto, quando legislações estaduais entram em vigor por lá, os efeitos podem vir a ser sentidos, potencialmente, por bilhões de pessoas em todo o planeta.

Neste começo deste ano, mais precisamente no primeiro segundo do dia 1º, entrou em vigor uma lei que pretende – explicando de forma simplificada – transformar entregadores de empresas de aplicativos (Uber, Lyft, Postmates, etc.) em funcionários dessas empresas. Assim, elas teriam que arcar com responsabilidades trabalhistas e tudo mais.

Em setembro, quando o Senado californiano aprovou a lei, o Uber já disse que não iria cumprir. Ou, mais precisamente, que o texto legislativo não era claro o bastante e, então, não se aplicava ao seu modelo de negócio. Agora, reiterou essa posição, que vai parar nos tribunais. No Brasil, já se discute também o que fazer a respeito da chamada “gig economy”.

Caso os aplicativos de transportes e entregas sejam obrigados a seguir a lei (hum…), seus modelos de negócios precisarão mudar substancialmente. Isso certamente teria repercussões em todas as suas operações pelo mundo. É um lembrete válido de que, no mundo das startups e tech, nada é 100% definitivo.

RD lança a maratona de conteúdo Como Gerar Mais Leads e Impulsionar Vendas

Que tal começar 2020 com uma maratona? Se você não é atleta, não se preocupe: estamos falando da primeira maratona de conteúdo da RD neste ano! O tema é perfeito para já dar aquela acelerada em janeiro: Como Gerar Mais Leads e Impulsionar Vendas.

Serão 6 webinars exibidos entre os dias 13 e 29, sempre às 10h, com experts da RD e do mercado. Fazendo a inscrição no bannera baixo, você terá acesso aos vídeos para assistir quando quiser! Além disso, indique a maratona para amigos e ganhe prêmios. Não perca!

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