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Notícias da Semana: Zao, o app de deepfakes que viralizou na China

Os deepfakes, aqueles vídeos com montagens espantosas envolvendo pessoas famosas, vão passar a fazer parte da nossa rotina – seja para o bem ou para o mal

Na sua opinião, o mundo já era muito louco antes da internet, que apenas amplifica essa loucura, ou a internet tirou a humanidade dos eixos? Eu sou partidário da primeira opção, mas confesso que o assunto da semana balançou minhas convicções. Os deepfakes, obviamente, não existiam antes da internet, mas agora farão parte das nossas vidas.

zao deepfakes

Parece legal, né? E é mesmo. Não vejo a hora de surgir um app que permita inserir o meu rosto em cenas de ação envolvendo o falecido ator Leslie Nielsen, da série de filmes Corra que a polícia vem aí. Porém, como ensinou a franquia de filmes de um herói menos famoso que o tenente Frank Drebin, “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”.

Bom, o fato é que o assunto rendeu nos últimos dias. E foi o que escolhemos destacar e debater em mais uma edição do nosso giro de notícias! Se você quiser receber nossa newsletter, que traz sempre o destaque da semana e mais alguns conteúdos exclusivos, basta preencher o formulário abaixo. E, depois, continue lendo o post!

Zao, o app de deepfakes que viralizou na China e assustou o Ocidente

Um rosto chinês inserido digitalmente na cabeça do ator Leonardo DiCaprio espantou a internet e gerou reações durante toda a semana. O app de deepfakes Zao foi baixado por milhões de chineses e levantou questionamentos sobre privacidade de dados. Com um tuíte, as consequências da manipulação de imagens também entraram na pauta mundial.

Parece que já ouvimos falar disso antes, não é mesmo? Sim, já ouvimos, muitas vezes, sob diferentes ângulos – incluindo aquele app russo doido que nos envelhecia. Dessa vez, o fato do Zao ser chinês reforçou o horror do Ocidente com a novidade. Possíveis usos políticos foram apontados como as piores consequências desse tipo de aplicativo.

Faz sentido. O clima político é hostil e instável em diversas partes do mundo, disparando alertas para o uso de vídeos falsos em eleições. Vale lembrar que políticos têm recursos para se defender de uma montagem difamatória, mas os cidadãos comuns, cada vez mais envolvidos nos embates via redes sociais, ficam expostos e até indefesos.

Ocidente preocupado

Outra preocupação, também manifestada aqui no Ocidente, foi com os chineses mandando voluntariamente várias imagens de suas faces. O temor era de que o app as fornecessem para o governo local, fortalecendo a vigilância. Só que isso já é feito por diversas outras formas, inclusive muito mais fáceis – como mostra um artigo da Wired UK.

Por fim, circulou rapidamente a notícia de que o WeChat, a maior rede social chinesa, havia bloqueado a divulgação do Zao. Um sinal inequívoco, para muitos, de que ele era uma ameaça à privacidade, até mesmo para níveis chineses. Na mesma matéria linkada acima, um especialista em tecnologia chinesa tem outra explicação: os apps são concorrentes.

O Zao, aliás, é de uma empresa já bem conhecida do mundo tec, a Momo, que é até listada na Nasdaq. E não, não tem nada a ver com aquele meme assustador. Ou seja, não surgiu de uma hora para outra capturando fotos do mundo todo, como aqueles “testes” do Facebook. E os termos e condições de uso são bem normais, também.

Então, o que queremos dizer com tudo isso? Para não temer as possibilidades futuras da tecnologia? Não temos essa pretensão, a ideia é só mesmo ajudar você a ter mais fontes de informação. Falando nisso, a seguir, tem mais sobre deepfakes.

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Facebook anuncia iniciativa contra o mau uso de deepfakes

Bom, um dos ocidentais preocupados com os deepfakes é o Facebook. Compreensível, dada a queda livre de sua reputação desde as eleições de 2016 nos Estados Unidos. Como dissemos acima, muita gente está perdendo o sono com as montagens em vídeo por causa de seu possível uso político.

Em conjunto com Microsoft, Partnership for AI e algumas das maiores universidades do mundo, como Oxford, MIT e Berkeley, o Facebook quer desenvolver ferramentas de machine learning para detecção de deepfakes. E a primeira forma de fazer isso que encontrou foi… fazer seus próprios deepfakes.

Para que as máquinas consigam aprender a detectar algo, elas precisam analisar um banco de dados bem razoável. Quase a totalidade dos deepfakes é feito sem a liberação de quem aparece – a maioria, infelizmente, é de celebridades inseridas em pornografia. Portanto, é preciso criar esse banco de dados.

O Facebook está gravando esses vídeos com atores contratados, para disponibilizar a centros de pesquisa. O site de divulgação do projeto fala em premiações em dinheiro para quem criar as melhores ferramentas de detecção. Vale lembrar que o próprio Mark Zuckerberg foi usado recentemente em um deepfake.

 

Falando em eleições

Ainda no campo eleitoral, nesta semana funcionários do setor de inteligência dos Estados Unidos se reuniram com executivos das gigantes de tecnologia: Facebook, Google, Microsoft e Twitter. O encontro aconteceu na sede do Facebook, em Menlo Park, e serviu para discutir as medidas que estão sendo tomadas para evitar interferências externas nas eleições presidenciais americanas de 2020.

Nunca é demais lembrar que o Instagram e o WhatsApp são propriedade do Facebook, então certamente estão no pacote de aplicativos sob escrutínio do FBI, Homeland Security e tudo mais. Ano que vem também tem eleições no Brasil.

E encerrando o assunto Facebook, nesta semana a popular blogueira Jane Manchun Wong, especializada em engenharia reversa de apps, flagrou códigos de remoção de likes, assim como está sendo feito com o Instagram no Brasil. O Facebook confirmou ao TechCrunch que está estudando a medidas, mas que por enquanto não há nenhum teste.

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